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Brasil terá 5G em 20 pontos do país neste ano, diz Fábio Faria

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© Clever­son Oliveira/Mcom (Repro­dução)

Ministro participou de audiência pública sobre o tema na Câmara


Pub­li­ca­do em 09/03/2021 — 21:53 Por Agên­cia Brasil — Brasília

O min­istro das Comu­ni­cações, Fábio Faria, disse hoje (9), que o 5G Stand­alone, con­heci­do como 5G puro, estará disponív­el em 20 pon­tos no Brasil neste ano e em todas as cap­i­tais até jul­ho de 2022. Faria par­ticipou nes­ta terça-feira (9) de uma audiên­cia públi­ca sobre o tema durante a 6ª reunião do grupo de tra­bal­ho da Câmara dos Dep­uta­dos que tra­ta da implan­tação da tec­nolo­gia 5G no Brasil.

O edi­tal do leilão do 5G foi aprova­do pela Agên­cia Nacional de Tele­co­mu­ni­cações (Ana­tel) no dia 25 de fevereiro. O doc­u­men­to foi envi­a­do para análise do Tri­bunal de Con­tas da União (TCU) e Faria esti­ma que em 60 dias retorne à Ana­tel.

Durante a reunião, con­duzi­da pela coor­de­nado­ra do grupo, dep­uta­da Per­pé­tua Almei­da (PcdoB-AC), Faria reforçou que o gov­er­no tem com­pro­mis­so com a celeri­dade nas eta­pas do leilão do 5G, mas sem abrir mão das opções mais mod­er­nas disponíveis em se tratan­do de tec­nolo­gia.

Faria foi ques­tion­a­do pelos dep­uta­dos sobre as tec­nolo­gias que a comi­ti­va brasileira con­heceu em empre­sas na Fin­lân­dia, na Sué­cia, no Japão e na Chi­na. O min­istro respon­deu que, durante a mis­são, pode con­hecer uma grande diver­si­dade de apli­cações práti­cas do 5G e chegou a con­hecer o 6G, tec­nolo­gia que ain­da está em fase ini­cial de testes.

Entre as apli­cações práti­cas do 5G, Faria citou para os par­la­mentares a importân­cia do 5G para aten­der a indús­tria, que vai pos­si­bil­i­tar o avanço da Inter­net das Coisas no país. Na indús­tria, o min­istro exem­pli­fi­cou que o 5G vai facil­i­tar o mon­i­tora­men­to de toda a cadeia pro­du­ti­va, do cam­po até a prateleira do super­me­r­ca­do.

“É muito mais do que um aumen­to de potên­cia e veloci­dade. Serão cem vezes de aumen­to e ter­e­mos uma redução muito grande na latên­cia, o que vai per­mi­tir a um médi­co na cap­i­tal fed­er­al oper­ar um paciente na Amazô­nia. Out­ro exem­p­lo está nos veícu­los. Nos­sos fil­hos vão poder ir à esco­la em um car­ro ou ônibus sem motorista e, para isso, pre­cisamos do 5G stand­alone, que é o 5G puro”, disse Faria.

Portarias

O min­istro tam­bém expli­cou sobre as obri­gações que as empre­sas que vencerem o leilão no Brasil pre­cis­arão cumprir. O Min­istério das Comu­ni­cações definiu em por­tarias quais serão as obri­gações a serem obe­de­ci­das pelas empre­sas que vencerem o leilão do 5G. Para expandir a conexão no Brasil, o min­istério definiu que todas as local­i­dades com mais de 600 habi­tantes devem rece­ber, no mín­i­mo, o sinal de 4G, assim como 48 mil quilômet­ros de rodovias fed­erais estratég­i­cas para o escoa­men­to da pro­dução agropecuária, indus­tri­al e min­er­al brasileira.

De acor­do com regras esta­b­ele­ci­das pelo min­istério, tam­bém haverá inves­ti­men­to no pro­gra­ma Norte Conec­ta­do, esti­ma­do em R$ 1,5 bil­hão, que aten­derá cer­ca de 10 mil­hões de habi­tantes da região.

Rede privativa

Os dep­uta­dos tam­bém quis­er­am saber como está sendo pen­sa­da a rede exclu­si­va do gov­er­no, que tam­bém será ofer­e­ci­do ao Con­gres­so Nacional, ao Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al e à Procu­rado­ria-Ger­al da Repúbli­ca para que pos­sam tratar de dados sig­ilosos ou sen­síveis com total segu­rança.

“É como se todos nós tivésse­mos nos­so tele­fone nor­mal, e os servi­dores de Brasília que tra­bal­ham no Con­gres­so, no Exec­u­ti­vo, no Supre­mo teri­am um apar­el­ho, e as infor­mações sen­síveis, que ten­ham algum tipo de risco se forem adquiri­das por out­ros país­es, seri­am preser­vadas”, disse o min­istro.

Faria expli­cou que tan­to a empre­sa que vai con­stru­ir, como a que vai oper­ar a rede pri­v­a­ti­va, dev­erão respeitar as regras do mer­ca­do acionário brasileiro. Entre­tan­to, a chi­ne­sa Huawei não preenche os req­ui­si­tos para par­tic­i­par da rede pri­v­a­ti­va de 5G do gov­er­no brasileiro. Segun­do Faria, a Huawai não teria inter­esse em par­tic­i­par especi­fi­ca­mente do pro­je­to da Rede Pri­v­a­ti­va.

* Com infor­mações da Agên­cia Câmara 

Edição: Fábio Mas­sal­li

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