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Astrofísica Larissa Santos é a entrevistada de hoje do DR com Demori

Na China, cientista se dedica a estudar a origem e a evolução do Cosmo

Gabriela Mendes — Repórter da EBC
Pub­li­ca­do em 22/10/2024 — 08:30
Brasília
Brasília (DF), 10/09/2024 - Astrofísica Larissa Santos participa do programa DR com Demori. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Repro­dução: © Bruno Peres/Agência Brasil

A curiosi­dade sobre o Uni­ver­so e a vida em out­ros plan­e­tas per­me­ia o imag­inário cole­ti­vo des­de sem­pre. O assun­to já foi tema de vários filmes e teo­rias da con­spir­ação. Mas a ver­dade é que a ciên­cia ain­da sabe muito pouco sobre a imen­sid­ão do espaço.

O ser humano tem con­hec­i­men­to sobre aprox­i­mada­mente 5% do Uni­ver­so. E uma cien­tista brasileira se ded­i­ca a estu­dar a origem e a evolução do Cos­mo. Laris­sa San­tos é astrofísi­ca, nasceu em Brasília e há 10 anos mora na Chi­na, onde é pro­fes­so­ra de Cos­molo­gia na Uni­ver­si­dade Yangzhou. Ela é a con­vi­da­da do pro­gra­ma DR com Demori, da TV Brasil, que vai ao ar nes­ta terça-feira, às 23h30.

Laris­sa se espe­cial­i­zou na chama­da Radi­ação Cós­mi­ca de Fun­do, que é a radi­ação surgi­da no uni­ver­so prim­i­ti­vo. “A gente sabe des­de 1929, mais ou menos, que o Uni­ver­so está se expandin­do. Então, se nós voltar­mos para trás no tem­po, o uni­ver­so era cada vez menor, cada vez mais quente e cada vez mais den­so. Nes­sa época, partícu­las de radi­ação elas estavam acopladas. (…) Então, não se con­seguia for­mar áto­mos neu­tros. (…) O uni­ver­so foi se expandin­do, se res­frian­do, até o momen­to que, final­mente, o pró­ton con­seguiu cap­turar o elétron e for­mar os áto­mos, os primeiros áto­mos. A gente chama esse perío­do de recom­bi­nação, que são os áto­mos de hidrogênio. Nesse momen­to, a radi­ação pôde via­jar livre­mente pelo Uni­ver­so. É essa radi­ação do uni­ver­so prim­i­ti­vo que a gente chama de Radi­ação Cós­mi­ca de Fun­do.  A gente estu­da essa radi­ação pra enten­der o que esta­va acon­te­cen­do no Uni­ver­so quan­do ele era um “bebê””, expli­ca.

Laris­sa con­ta ain­da que a ciên­cia se desen­volve de maneira con­tínua e que um cam­in­ho, mes­mo não levan­do a um resul­ta­do esper­a­do, pode ser muito impor­tante para out­ras descober­tas.

“Ein­stein, as equações dele, mostravam um Uni­ver­so em expan­são, antes de ser mostra­do obser­va­cional­mente que isso de fato acon­te­cia. Mas o Ein­stein era tão ape­ga­do ao seu próprio tem­po que ele não acred­i­tou. Ele fala­va que o Uni­ver­so era estáti­co, ape­sar das equações mostrarem o con­trário. E pra man­ter o Uni­ver­so estáti­co, ele adi­cio­nou uma con­stante nas equações que con­tra­bal­ancea­va a força da gravi­dade. Aí, em 1929, mostrou-se obser­va­cional­mente que o Uni­ver­so é de fato dinâmi­co, está se expandin­do, e  Ein­stein falou: poxa, esse foi o maior erro da min­ha vida. Mas não foi, porque hoje nós usamos essa con­stante, inseri­das nas equações de Ein­stein, pra explicar um out­ro fenô­meno, a tal ener­gia escu­ra”, exem­pli­fi­ca.

A ener­gia escu­ra é um dos grandes mis­térios do Uni­ver­so. Tudo o que é sabido rep­re­sen­ta 5% do Cos­mo, e o restante é for­ma­do pelo que os cien­tis­tas chamam de ener­gia escu­ra. “Estre­las, plan­e­tas, galáx­i­as. Tudo que a gente con­hece é for­ma­do por matéria bar­iôni­ca. Mas o Uni­ver­so é for­ma­do por 95% de um, a gente chama de setor escuro, que a gente não sabe exata­mente o que é. Que 25%, mais ou menos, é de matéria escu­ra, uma matéria invisív­el, que a gente não sabe que partícu­las são essas, e aprox­i­mada­mente 70% de uma tal ener­gia escu­ra que está aceleran­do a expan­são do uni­ver­so”, detal­ha. Decifrar a natureza dessa ener­gia escu­ra é um dos prob­le­mas em aber­to mais impor­tantes da físi­ca atu­al.

Sobre a pos­si­b­l­i­dade de exi­s­tir vida fora da Ter­ra, Laris­sa diz que é ape­nas espec­u­lação, crença e que ain­da não há evidên­cia obser­va­cional que leve a essa pos­si­bil­i­dade. Mas lem­bra que já foi encon­tra­da água em luas de Sat­urno e Júpiter e, recen­te­mente, no sub­ter­râ­neo de Marte.

“A água está aí. E a gente sem­pre tem aque­la frase famosa, onde há água, há vida. Então, pode ser que ten­ha vida pare­ci­da com a nos­sa. No caso, quan­do eu falo, micro-organ­is­mos que esta­mos procu­ran­do e não seres humanos. Eu acred­i­to que a ciên­cia bus­ca o extra­ordinário. Nós esta­mos na ciên­cia pra isso. Acho que desco­brir vida fora da Ter­ra seria a maior descober­ta cien­tí­fi­ca de todos os tem­pos”, con­clui.

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