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Butantan inaugura nova fábrica de vacinas em São Paulo

Repro­dução: © Butan­tan

Segundo o governo paulista, complexo deve gerar 130 empregos


Pub­li­ca­do em 25/03/2022 — 15:55 Por Elaine Patri­cia Cruz – Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

O Insti­tu­to Butan­tan inau­gurou hoje (25) uma nova fábri­ca de pro­dução de vaci­nas em São Paulo. O Cen­tro de Pro­dução Mul­ti­propósi­to de Vaci­nas do Insti­tu­to Butan­tan terá capaci­dade de pro­duzir 100 mil­hões de dos­es por ano e foi con­struí­da com inves­ti­men­tos que somam R$ 189 mil­hões, val­or que o gov­er­no paulista diz ter sido fru­to de doações de 75 empre­sas pri­vadas e de três pes­soas físi­cas.

Segun­do o gov­er­no paulista, a nova fábri­ca vai fun­cionar em um com­plexo de 11 mil met­ros quadra­dos (m²) de área con­struí­da, com dois pré­dios, e dev­erá ger­ar cer­ca de 130 empre­gos dire­tos. A pro­dução ficará no andar térreo. Já no piso supe­ri­or, serão tratadas as soluções usadas no proces­so. O sub­so­lo será des­ti­na­do à área de descon­t­a­m­i­nação de eflu­entes. Os lab­o­ratórios terão qual­i­fi­cação de biosse­gu­rança de nív­el 3 para manip­u­lação de vírus pandêmi­co.

Além da Coro­n­aVac, vaci­na con­tra a covid-19 que é pro­duzi­da pelo Butan­tan e o lab­o­ratório chinês Sino­vac, a fábri­ca tam­bém vai ampli­ar a pro­dução atu­al de vaci­nas con­tra rai­va, zika e hepatite A.

A pre­visão é de que a fábri­ca este­ja pronta para pro­duzir vaci­nas em grande escala, somente a par­tir do primeiro semes­tre do próx­i­mo ano. “Nos­sa expec­ta­ti­va é de que no ano que vem essa fábri­ca pos­sa estar liberan­do vaci­nas de for­ma reg­u­lar”, disse Dimas Covas, pres­i­dente do Insti­tu­to Butan­tan.

Após a insta­lação de equipa­men­tos e maquinários impor­ta­dos ao lon­go dos próx­i­mos meses, o com­plexo vai pas­sar por novas inspeções da Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa) e testes de segu­rança para fab­ri­cação e cer­ti­fi­cação de vaci­nas.

“Nesse momen­to, o que se entre­ga é a infraestru­tu­ra físi­ca. Entreg­amos todas as obras com todas as util­i­dades já insta­l­adas e fun­cionais e já com os equipa­men­tos den­tro da fábri­ca. A próx­i­ma fase é a insta­lação dess­es equipa­men­tos. Ess­es equipa­men­tos lig­a­dos nos sis­temas de con­t­role têm que ser colo­ca­dos para fun­cionar. Quem faz isso é o Butan­tan com os pro­du­tores [fab­ri­cantes dos equipa­men­tos], que vem do mun­do inteiro. Eles [pro­du­tores] é que são os respon­sáveis pela cer­ti­fi­cação final. Vamos faz­er isso ao lon­go dos próx­i­mos meses para ter­mos no final do ano a cer­ti­fi­cação da fábri­ca. A fábri­ca deve ser toda cer­ti­fi­ca­da para, aí sim, começar os primeiros ensaios de pro­dução de vaci­nas. É um proces­so muito com­plexo”, expli­cou Covas.

Protesto

Durante a apre­sen­tação da nova fábri­ca pelo gov­er­nador de São Paulo, João Doria, dezenas de pesquisadores e cien­tis­tas do Insti­tu­to Butan­tan fazi­am um protesto no local, recla­man­do que estão sem rea­juste des­de 2011. “Se vaci­na boa é vaci­na no braço, ciên­cia bem fei­ta se faz com cien­tis­tas val­oriza­dos”, dizia uma faixa que os man­i­fes­tantes segu­ravam na man­i­fes­tação.

Agên­cia Brasil procurou o Insti­tu­to Butan­tan e o gov­er­no de São Paulo para comentarem sobre o protesto dos pesquisadores do insti­tu­to, mas até este momen­to não obteve retorno.

Edição: Denise Griesinger

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