...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Esportes / França quer igualdade de gênero em Olimpíadas de 2024

França quer igualdade de gênero em Olimpíadas de 2024

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Paris será a sede do evento esportivo


Pub­li­ca­do em 08/03/2022 — 21:10 Por Heloisa Cristal­do — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

A bus­ca pela igual­dade de gênero será uma das pri­or­i­dades nos Jogos Olímpi­cos de Paris 2024. Segun­do a embaix­ado­ra da França no Brasil, Brigitte Col­let, a França esta­b­ele­ceu como obje­ti­vo políti­co para as próx­i­mas Olimpíadas a pari­dade entre atle­tas home­ns e mul­heres.

“Com relação à pari­dade de home­ns e mul­heres, não é algo que [o país sede dos Jogos Olímpi­cos] pode decidir, mas é algo que podemos enco­ra­jar, fomen­tar. É o que está fazen­do o Comitê Olímpi­co Nacional e Desporti­vo da França com o Comitê Olímpi­co Inter­na­cional”, expli­cou Brigitte Col­let, durante even­to para sobre a igual­dade de gênero no esporte real­iza­do nes­ta terça-feira (8), em Brasília.

De acor­do com a embaix­ado­ra, a França tam­bém quer incluir jovens de áreas menos favore­ci­das e mostrar que o even­to esporti­vo inter­na­cional pode ser real­iza­do com menos impactos ao meio ambi­ente.

“A França quer que os Jogos Olímpi­cos sejam exem­p­lo para o mun­do, em todos os cam­pos. Com relação à igual­dade, quer que isso ocor­ra entre home­ns e mul­heres na par­tic­i­pação dos atle­tas, tam­bém os par­alímpi­cos. Além dis­so, deve incluir jovens de zonas menos favore­ci­das da França. O país tam­bém quer que sejam jogos refer­ên­cia na pro­teção do meio ambi­ente, por exem­p­lo, a França está con­stru­in­do muito pou­cas insta­lações novas. Aprovei­tan­do aqui­lo que já existe, adap­tan­do, acres­cen­tan­do”, afir­mou.

A França é pio­neira nos Jogos Olímpi­cos. Foi em Paris, em 1900, que as mul­heres par­tic­i­param pela primeira vez de uma Olimpía­da. Na ocasião, ape­nas seis atle­tas par­tic­i­param do even­to. Des­de então, a pre­sença fem­i­ni­na tem cresci­do. O per­centu­al de mul­heres foi de ape­nas 9% nos Jogos de Los Ange­les de 1932, chegou a 45% nos Jogos Olímpi­cos do Rio de Janeiro, em 2016, e atingiu seu maior índice, 48,8%, em Tóquio 2020.

Desafios

A vivên­cia das mul­heres no esporte é reple­ta de desafios, avanços e obstácu­los. Para a esgrim­ista Aman­da Simeão, par­tic­i­pante dos Jogos Olímpi­cos de 2016, a mater­nidade é um dos assun­tos mais del­i­ca­dos entre as atle­tas. Muitas adi­am o son­ho de ser mãe em razão da car­reira esporti­va.

“A gente, den­tro do esporte, tem que plane­jar tudo. Cada ciclo [olímpi­co] que pas­sa são qua­tro anos e a cada qua­tro anos, a gente envel­hece. Nós, mul­heres, temos um reló­gio biológi­co e acho que temos que ter um preparo. Den­tro do esporte, o que me pre­ocu­pa não ape­nas a questão da idade ou de poder estar em uma com­petição, mas tam­bém tem a questão finan­ceira porque se hoje eu engravi­dar, não vou con­tin­uar sendo paga”, argu­men­tou.

De acor­do com Aman­da, além dos desafios em con­cil­iar treinos, com­petições e uma ges­tação, ain­da há o risco de que a pon­tu­ação da atle­ta no rank­ing de sua cat­e­go­ria seja per­di­do. Há país­es que “con­ge­lam” o rank­ing por um perío­do deter­mi­na­do após a gravidez. No Brasil, no entan­to, é comum que as atle­tas per­cam essa pon­tu­ação.

“Por out­ro lado, vejo muitas atle­tas que, depois que foram mães, parece que ficam mais fer­ozes, mães leoas”, con­ta. “Não vejo que ser atle­ta e pen­sar em ser mãe seja algo neg­a­ti­vo, mas acho que é necessário um res­guar­do de que você vai poder voltar e vai ter apoio”, acres­cen­ta.

Aman­da con­ta que começou no esporte aos 11 anos, quan­do mora­va na Itália. Para ela, a deter­mi­nação e o plane­ja­men­to são fun­da­men­tais na car­reira esporti­va. “O meu son­ho era ser jogado­ra de fute­bol e não tin­ha time fem­i­ni­no. Eu treina­va com meni­nos e tin­ha vários obstácu­los, como tomar ban­ho. Eu tin­ha que esper­ar os meni­nos usarem o ban­heiro para depois poder usar”, con­ta.

Edição: Lílian Beral­do

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

TV Brasil inicia transmissão do Campeonato Cearense nesta quarta

Programação acompanha Ceará x Maranguape a partir de 21h20 EBC Pub­li­ca­do em 14/01/2026 — 08:10 …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d