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Iniciativas públicas e comunitárias aproximam brasileiros dos livros

Brasil tem 6.021 bibliotecas públicas e comunitárias

Anna Kari­na de Car­val­ho — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 24/08/2025 — 11:29
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 21/08/2025 - Biblioteca comunitária Atelier das Palavras, no morro da Mangueira, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Repro­dução: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

“As pes­soas falam que cri­ança e ado­les­cente não leem, mas eu dis­cor­do. É só ter novi­dade que eles cor­rem para pegar livros empresta­dos.’’ A opinião é de Kely Louza­da ide­al­izado­ra da bib­liote­ca comu­nitária Ate­lier das Palavras no mor­ro da Mangueira, no Rio de Janeiro.

‘’Acred­i­to que cresci bas­tante int­elec­tual­mente por con­ta da leitu­ra”, con­fir­ma Jorge Hen­rique de Souza que des­de cri­ança fre­quen­ta­va o Ate­lier das Palavras, e hoje é estu­dante uni­ver­sitário e tra­bal­ha na bib­liote­ca.

“Come­cei a aju­dar aqui des­de cri­ança, onde pas­sa­va muito tem­po do meu dia. Hoje, pos­so ret­ribuir tudo que apren­di na infân­cia, mostran­do com car­in­ho para as cri­anças que estão sem­pre aqui que a leitu­ra faz difer­ença, tam­bém que aqui é um espaço onde a gente pode acol­her com livros, mostrar para uma nova ger­ação muito tec­nológ­i­ca que os livros exis­tem para somar na vida deles’’, teste­munha Jorge Hen­rique

Rio de Janeiro (RJ), 21/08/2025 - Jorge Arruda, estudante, frequentador da Biblioteca comunitária Atelier das Palavras, no morro da Mangueira, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Repro­dução: Rio de Janeiro (RJ), 21/08/2025 — O estu­dante Jorge Hem­rique, fre­quen­ta­dor da Bib­liote­ca comu­nitária Ate­lier das Palavras, afir­ma que a leitu­ra é impor­tante para o seu desen­volvi­men­to int­elec­tu­al. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil — Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Ate­lier das Palavras foi uma das 300 bib­liote­cas comu­nitárias vence­do­ra do prêmio Pon­tos de Cul­tura em 2024, cri­a­do pelo Min­istério da Cul­tura (MinC). Con­tem­pla­da com R$ 30 mil, a bib­liote­ca fun­da­da por Kely Louza­da atu­al­i­zou seu acer­vo e man­teve o inter­esse dos pequenos e jovens leitores.

A bib­liote­ca que fica na entra­da do mor­ro da Mangueira tam­bém se mod­ern­iza com doações de livros de inter­esse do seu públi­co e par­tic­i­pa de edi­tais públi­cos para man­ter as estantes atu­al­izadas.

“A gente tra­bal­ha muito com doação, mas temos tam­bém uma par­ceira com as sec­re­tarias de Cul­tura do esta­do e do municí­pio, que nos aju­dam a estar sem­pre ren­o­van­do a nos­sa estante”, diz Kely se referindo aos acer­vos patroci­na­dos no ano pas­sa­do pelo Pro­gra­ma Nacional do Livro e do Mate­r­i­al Didáti­co (PNLD) do gov­er­no fed­er­al que é repas­sa­do pelas sec­re­tarias de Cul­tura e de Edu­cação.

Rio de Janeiro (RJ), 21/08/2025 - diretora da biblioteca comunitária Atelier das Palavras, no morro da Mangueira, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Repro­dução: Rio de Janeiro (RJ), 21/08/2025 — Kely Louza­da, dire­to­ra da bib­liote­ca comu­nitária Ate­lier das Palavras, no mor­ro da Mangueira, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil — Tânia Rêgo/Agência Brasil

“Des­de 2024, as bib­liote­cas comu­nitárias pas­saram a rece­ber livros literários para atu­alizar e ampli­ar seus acer­vos”, assi­nala Fabi­ano Dos San­tos Piú­ba, Secretário de For­mação Cul­tur­al, Livro e Leitu­ra do Min­istério da Cul­tura.

Naque­le ano, o Decre­to nº 12.021 expandiu o PNLD para incluir bib­liote­cas públi­cas e comu­nitárias. Estas bib­liote­cas, incluin­do aque­las cadastradas no Sis­tema Nacional de Bib­liote­cas Públi­cas (SNBP) do Min­istério da Cul­tura, recebem acer­vos literários de for­ma sis­temáti­ca, reg­u­lar e gra­tui­ta.

O Brasil tem 6.021 bib­liote­cas públi­cas (munic­i­pais e estad­u­ais) e comu­nitárias aptas a rece­ber os acer­vos do PNLD. Essas unidades estão reg­istradas no Cadas­tro Nacional de Bib­liote­cas e que inte­gram o Sis­tema Nacional de Bib­liote­cas Públi­cas (SNBP).

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A pesquisa Retratos da Leitu­ra no Brasil, de 2024, rev­ela que 85% das pes­soas entre­vis­tadas gostari­am de ler mais livros, evi­den­cian­do um enorme poten­cial para o for­t­alec­i­men­to do hábito de leitu­ra, inclu­sive entre quem não é leitor fre­quente.

O Panora­ma do Con­sumo de Livros da Câmara Brasileira do Livro acres­cen­ta que mes­mo entre pes­soas que não são con­sum­i­dores de livros o val­or da leitu­ra é ampla­mente recon­heci­do: 84% a con­sid­er­am a leitu­ra “impor­tante” ou “muito impor­tante” para a car­reira, laz­er, apren­diza­do e out­ros aspec­tos

‘’Ess­es números com­pro­vam que o inter­esse existe, mas ain­da enfrenta­mos bar­reiras como aces­so e desigual­dade’’, pon­dera a pres­i­dente da Câmara Brasileira do Livro, Sevani Matos em nota envi­a­da à Agên­cia Brasil.

Na opinião dela, as bib­liote­cas e livrarias desem­pen­ham papel estratégi­co, “crian­do espaços de encon­tro com o livro e for­man­do leitores em diver­sas regiões do país”. Para Sevani, é essen­cial for­t­ale­cer políti­cas públi­cas que incen­tivem a leitu­ra.

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