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Lula e Marina Silva conversam sobre ataques em comissão do Senado

Ministra do Meio Ambiente deixou audiência após falas desrespeitosas

Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 27/05/2025 — 19:27
Brasília
Brasília (DF), 27/05/2025 - Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado durante audiência para ouvir a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Repro­dução: © Lula Marques/Agência Brasil

pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va e a min­is­tra do Meio Ambi­ente e Mudança do Cli­ma, Mari­na Sil­va, con­ver­saram por tele­fone, nes­ta terça-feira (27), após a min­is­tra ter aban­don­a­do uma audiên­cia públi­ca na Comis­são de Infraestru­tu­ra do Sena­do depois de ouvir falas desre­speitosas de par­la­mentares.

Segun­do a asses­so­ria da min­is­tra, a con­ver­sa tra­tou da saúde do pres­i­dente, que se recu­pera de um quadro de labir­in­tite. Durante a lig­ação, Lula aproveitou para diz­er que Mari­na tomou a decisão cer­ta ao se reti­rar da audiên­cia e prestou sol­i­dariedade à aux­il­iar.

Mari­na Sil­va deixou a audiên­cia após ser ata­ca­da pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM). O tucano pediu a palavra para faz­er uma per­gun­ta e, em sua fala, disse que, como min­is­tra, Mari­na Sil­va não mere­cia respeito.

Em nota ofi­cial, Mari­na Sil­va relem­brou um episó­dio ante­ri­or envol­ven­do Plínio Valério e que a man­i­fes­tação de desre­speito não deixou alter­na­ti­va que não fos­se se reti­rar do local.

“Sou min­is­tra do Meio Ambi­ente e Mudança do Cli­ma e foi nes­ta condição que fui con­vi­da­da a falar na Comis­são de Infraestru­tu­ra do Sena­do (27). Ouvir de um senador que não me respei­ta como min­is­tra, não me deu out­ra opção a não ser deixar a comis­são. Ain­da mais porque essa agressão veio do mes­mo senador que, na out­ra vez em que estive no Sena­do, tam­bém como con­vi­da­da, disse que foi muito difí­cil para ele me ouvir durante seis horas e 10 min­u­tos sem me enfor­car. E hoje ele, nova­mente, veio me agredir”, afir­mou.

O senador Mar­cos Rogério (PL-RO), que coor­de­na­va os tra­bal­hos na comis­são, não chegou a falar sobre o assun­to nova­mente até o fechamen­to des­ta matéria.

Durante a audiên­cia, a min­is­tra tam­bém foi repreen­di­da e teve o micro­fone silen­ci­a­do pelo pres­i­dente do cole­gia­do, Mar­cos Rogério (PL-RO), que chegou a afir­mar que ela “dev­e­ria se pôr em seu lugar”.

Min­is­tras do gov­er­no fed­er­al e a primeira-dama Jan­ja da Sil­va repu­di­aram as agressõesOut­ros par­la­mentares, como o líder do gov­er­no no Sena­do, Jacques Wag­n­er (PT-BA) e o líder do gov­er­no no Con­gres­so Nacional, senador Ran­dolfe Rodrigues (PT-AP), tam­bém se man­i­fes­taram em sol­i­dariedade à min­is­tra.

Após o episó­dio, o senador Plínio Valério subiu à tri­buna do Sena­do para se pro­nun­ciar. Ele não chegou a pedir des­cul­pas, e voltou.

“Mul­her é dev­er respeitar sem­pre. Foi o que disse à min­is­tra Mari­na Sil­va e ela não me deixou con­tin­uar. Min­istro, gov­er­nador, senador pos­so respeitar ou não. E a do Meio Ambi­ente não ten­ho como respeitar porque ela nos desre­spei­ta impedin­do que sejamos brasileiros de fato e dire­ito”, afir­mou o senador, em refer­ên­cia à questão da pavi­men­tação da BR-319, entre Man­aus e Por­to Vel­ho, obra que atrav­es­sa alguns dos tre­chos mais sen­síveis da Amazô­nia e que depende de licen­ci­a­men­tos ambi­en­tais e planos para pre­venir o avanço do des­mata­men­to.

O senador Mar­cos Rogério (PL-RO), que coor­de­na­va os tra­bal­hos na comis­são, não chegou a falar sobre o assun­to nova­mente até o fechamen­to des­ta matéria.

Em sua nova man­i­fes­tação, Mari­na Sil­va voltou a criticar a aprovação do pro­je­to de lei que flex­i­bi­liza as regras de licen­ci­a­men­to ambi­en­tal no país. O tex­to pas­sou por ampla maio­r­ia no plenário do Sena­do, na sem­ana pas­sa­da, e voltará para análise na Câmara dos Dep­uta­dos.

“O licen­ci­a­men­to ambi­en­tal é uma con­quista da sociedade brasileira e, neste momen­to, sin­ce­ra­mente, só o povo brasileiro pode evi­tar o desmonte que está sendo pro­pos­to. Quem vota a favor desse desmonte pode pen­sar que está agredin­do uma pes­soa, mas está agredin­do um povo, o futuro de um povo, até mes­mo os dire­itos estratégi­cos de um povo”, afir­mou.

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