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Ministra da Cultura promete apoio federal ao Carnaval

Repro­dução: © Eve­lyn Lee/ Min­istério da Cul­tura

Recursos serão descentralizados, disse ministra


Pub­li­ca­do em 19/02/2023 — 20:01 Por Viní­cius Lis­boa — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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A min­is­tra da Cul­tura, Mar­gareth Menezes anun­ciou hoje (19) que o Min­istério da Cul­tura e o gov­er­no fed­er­al vão apoiar o car­naval nas difer­entes partes do Brasil, descen­tral­izan­do leis de fomen­to e estim­u­lan­do empre­sas e a sociedade a inve­stirem mais na cul­tura via leis de incen­ti­vo. Depois de acom­pan­har a aber­tu­ra dos car­navais de Sal­vador e Recife, a min­is­tra fez um pro­nun­ci­a­men­to no iní­cio da noite deste domin­go no Rio de Janeiro, onde vai acom­pan­har a primeira noite do des­file das esco­las de sam­ba do Grupo Espe­cial.

“Fir­mamos com­pro­mis­so de que, a par­tir de ago­ra, ire­mos bus­car cada vez mais sen­si­bi­lizar as empre­sas e a sociedade para perce­ber as van­ta­gens de inve­stir na cul­tura do país. Via­bi­lizare­mos ações que façam chegar os recur­sos necessários. A descen­tral­iza­ção das leis de fomen­to à cul­tura e o diál­o­go que esta­b­ele­cer­e­mos com as empre­sas para cati­var mais apoio e inves­ti­men­to em ações no setor cul­tur­al já são metas traçadas no min­istério”.

A min­is­tra desta­cou que as leis de incen­ti­vo à cul­tura cumprem um papel fun­da­men­tal no car­naval, e que as esco­las de sam­ba teri­am mui­ta difi­cul­dade em orga­ni­zar seus des­files sem elas. Mar­gareth Menezes anun­ciou que Mangueira e Unidos da Tiju­ca apre­sen­taram pro­je­tos para rece­ber apoio fed­er­al via lei de incen­ti­vo, e rece­berão recur­sos.

“A par­tir do próx­i­mo ano, quer­e­mos esten­der essa pos­si­bil­i­dade de apoio às mais diver­sas regiões do país”, disse ela, que defend­eu a importân­cia econômi­ca do car­naval.

“Não se tra­ta abso­lu­ta­mente ape­nas de um momen­to de dis­tração do povo. Há muito tem­po o car­naval brasileiro já mostrou a que veio. O nos­so car­naval é uma grande platafor­ma de opor­tu­nidades de tra­bal­ho e um vetor de ger­ação de empre­gos e ren­da muito maior do que podemos imag­i­nar”.

A min­is­tra disse que o car­naval cumpre um papel impor­tante no recon­hec­i­men­to da cul­tura e da iden­ti­dade brasileira mun­do afo­ra, e que é pre­ciso tirar maior proveito dis­so. Ao fim de seu pro­nun­ci­a­men­to, ela aproveitou para can­tar um dos mais famosos sam­bas-enre­dos do car­naval do Rio de Janeiro, “É Hoje”, com­pos­to para o des­file de 1982 da União da Ilha do Gov­er­nador.

“A min­ha ale­gria atrav­es­sou o mar/ E ancorou na pas­sarela / Fez um desem­bar­que fasci­nante / No maior show da Ter­ra. Viva o Car­naval do Rio de Janeiro!”

Embratur

O pres­i­dente da Embratur, Marce­lo Freixo, tam­bém par­ticipou do even­to e defend­eu que o desen­volvi­men­to do Brasil não pode abrir mão de sua cul­tura e da ale­gria do car­naval, poten­cial em que poucos país­es do mun­do se equiparam ao Brasil.

“O car­naval é um momen­to de cel­e­bração da vida, onde o povo brasileiro vai recu­per­ar a ale­gria. São dois anos de pan­demia e qua­tro anos da destru­ição de qual­quer pro­je­to cul­tur­al no país, fazen­do muito mal à imagem do Brasil lá fora e ao nos­so espíri­to aqui den­tro”, disse. “Esse é o primeiro car­naval depois da pan­demia e depois do pan­demônio, e a gente terá a chance de faz­er o car­naval mais boni­to da nos­sa história, porque a gente merece”.

Freixo ressaltou que o car­naval gera gan­hos aos empresários do setor hoteleiro e de serviços, e tam­bém para tra­bal­hadores autônomos como taxis­tas e ambu­lantes.

“Graças à ciên­cia, graças à vaci­na, graças aos profis­sion­ais de saúde, a gente está vivo e a gente vai para o car­naval, porque car­naval é vida, é emprego, é emprego, é tra­bal­ho, é ren­da, é desen­volvi­men­to e é isso que o Brasil pre­cisa”.

A secretária de esta­do de cul­tura e econo­mia cria­ti­va do Rio de Janeiro, Danielle Bar­ros, agrade­ceu a pre­sença da min­is­tra no car­naval car­i­o­ca e disse que esta­do e municí­pio vin­ham tra­bal­han­do sem apoio fed­er­al na pro­moção do car­naval.

“Nos últi­mos anos, a gente tem feito car­naval soz­in­ho no Rio de Janeiro. Só a prefeitu­ra e o gov­er­no do esta­do. E é uma fes­ta grande demais para ficar só na mão da prefeitu­ra e do gov­er­no do esta­do. Esta­va fal­tan­do uma mão. E a sua pre­sença aqui é um aceno de que essa mão chega para nos aju­dar, e que no ano que vem a gente tem a certeza de que vai faz­er car­naval jun­to com o Min­istério da Cul­tura, e entre­gar um car­naval ain­da muito mais potente, se é que isso é pos­sív­el”.

Edição: Clau­dia Fel­czak

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