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Padilha doa sangue e marca início da vacinação contra vírus sincicial

Ministro alerta gestantes para proteção de bebês contra bronqueolite

Flávia Albu­querque — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 06/12/2025 — 14:46
São Paulo
São Paulo (SP) - 06/12/2025 - ministro doa sangue e reforça vacinação de gestantes para proteger bebês da bronquiolite. Frame Ministério da Saúde
Repro­dução: © Frame Min­istério da Saúde

Com o obje­ti­vo de incen­ti­var a doação vol­un­tária de sangue e mar­car o iní­cio da vaci­nação con­tra o vírus sin­ci­cial res­pi­ratório (VSR) no esta­do, o min­istro da Saúde, Alexan­dre Padil­ha, par­ticipou neste sába­do (6), em São Paulo, do pro­je­to Sangue Corinthi­ano, na Neo Quími­ca Are­na.

O movi­men­to é real­iza­do vol­un­tari­a­mente pelo Corinthi­ans e volta­da à doação de sangue e ao for­t­alec­i­men­to das ações de cuida­do à saúde.

É a ter­ceira par­tic­i­pação de Padil­ha na mobi­liza­ção. Em anos ante­ri­ores, ele esteve pre­sente como min­istro e médi­co infec­tol­o­gista, desta­can­do a doação vol­un­tária como gesto per­ma­nente de sol­i­dariedade. Ele inte­grou mutirões no Par­que São Jorge e em unidades da hemorrede paulista, sem­pre defend­en­do a ampli­ação da doação de sangue e do aces­so à vaci­nação como políti­cas com­ple­mentares.

VSR

Ao par­tic­i­par pela ter­ceira vez do movi­men­to, Padil­ha reforçou a vaci­nação de ges­tantes con­tra o vírus sin­ci­cial res­pi­ratório (VSR), prin­ci­pal cau­sador da bron­quio­lite em recém-nasci­dos, mar­can­do o iní­cio da vaci­nação con­tra a bron­quio­lite no esta­do de São Paulo.

Segun­do o Min­istério da Saúde, do primeiro lote nacional, com 673 mil dos­es, 134,5 mil foram des­ti­nadas ao esta­do de São Paulo, sendo 34 mil à cap­i­tal. A aquisição inte­gra a cam­pan­ha que pre­vê ini­cial­mente 1,8 mil­hão de dos­es e inves­ti­men­to de R$ 1,17 bil­hão.

“A vaci­na con­tra a bron­quio­lite pro­tege a ges­tante e o seu fil­ho que está nascen­do. É muito impor­tante vaci­nar durante a gravidez para que o bebê já nasça pro­te­gi­do.

O min­istro ressaltou que o Sis­tema ùni­co de Saúde (SUS), é o maior sis­tema de saúde públi­ca do mun­do, garan­ti­n­do que as mães ten­ham aces­so gra­tu­ito à pro­teção para o seu fil­ho con­tra uma das prin­ci­pais causas de inter­nação de cri­anças.

A ofer­ta no SUS, que na rede pri­va­da pode cus­tar até R$ 1,5 mil, foi via­bi­liza­da por meio de uma parce­ria com o Insti­tu­to Butan­tan e o lab­o­ratório pro­du­tor, que inclui a trans­fer­ên­cia de tec­nolo­gia para o Brasil.

Com isso, o país pas­sará a fab­ricar o imu­nizante, amplian­do a autono­mia nacional e garan­ti­n­do aces­so equi­tati­vo para toda a pop­u­lação.

Importância da vacina

O VSR é respon­sáv­el por cer­ca de 75% dos casos de bron­quio­lite e 40% das pneu­mo­nias em cri­anças menores de dois anos. A vaci­na ofer­ece pro­teção ime­di­a­ta aos recém-nasci­dos, reduzin­do hos­pi­tal­iza­ções.

Em 2025, até 15 de novem­bro, o Brasil reg­istrou 43,1 mil casos de Sín­drome Res­pi­ratória Agu­da Grave (SRAG) cau­sa­dos pelo VSR. Desse total, mais de 35,5 mil hos­pi­tal­iza­ções ocor­reram em cri­anças com menos de dois anos, o que rep­re­sen­ta 82,5 por cen­to dos casos no perío­do.

Como a maio­r­ia das ocor­rên­cias é cau­sa­da por infecções virais, não há trata­men­to especí­fi­co para a bron­quio­lite.

O mane­jo clíni­co inclui ter­apia de suporte, suple­men­tação de oxigênio con­forme necessário, hidratação e uso de bron­codi­lata­dores, sub­stân­cias que dilatam as peque­nas vias aéreas, espe­cial­mente quan­do há chi­a­do evi­dente.

Quem deve se vacinar?

O grupo pri­or­itário é com­pos­to por todas as ges­tantes a par­tir da 28ª sem­ana de gravidez, sem restrição de idade. A recomen­dação é de dose úni­ca a cada nova ges­tação.

Com a chega­da das dos­es às Unidades Bási­cas de Saúde (UBS) e pos­tos de vaci­nação, o Min­istério ori­en­ta as equipes a atu­alizarem a situ­ação vaci­nal das ges­tantes, incluin­do influen­za e covid-19. A vaci­na con­tra o VSR pode ser admin­istra­da simul­tane­a­mente a ess­es imu­nizantes.

A eficá­cia da estraté­gia foi demon­stra­da em estu­dos clíni­cos, como o Estu­do Matisse, que rev­el­ou eficá­cia de 81,8% na pre­venção de doenças res­pi­ratórias graves cau­sadas pelo VSR nos primeiros 90 dias de vida dos bebês.

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