...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Noticias / Corpo da juíza morta no Rio será cremado neste sábado

Corpo da juíza morta no Rio será cremado neste sábado

7250253898_55583e0170_o

© Divulgação/TJRJ (Repro­dução)

Presidentes do STF e da Associação dos Magistrados lamentam crime


Publicado em 25/12/2020 — 17:34 Por Douglas Corrêa — Repórter da Agência Brasil — Rio de Janeiro

Atualizado em 25/12/2020 — 18:01

O cor­po da juíza Viviane Vieira do Ama­r­al Arro­nen­zi, de 45 anos, será cre­ma­do neste sába­do (26), às 10h30, em cer­imô­nia no Cre­matório e Cemitério da Pen­itên­cia, no bair­ro do Caju, zona por­tuária do Rio. A juíza do Tri­bunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) foi assas­si­na­da nes­ta quin­ta-feira (24), véspera do Dia de Natal, pelo ex-mari­do Paulo José Arro­nen­zi, de 52 anos, pre­so em fla­grante.

A mag­istra­da foi esfaque­a­da no momen­to em que entre­garia as três fil­has que tin­ha com Arro­nen­zi para pas­sar o Natal com ele. Ela chegou a pedir medi­da pro­te­ti­va con­tra o ex-mari­do, mas depois retirou o pedi­do. A escol­ta era fei­ta pela segu­rança do Tri­bunal de Justiça.

Em nota, o pres­i­dente do Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF) e do Con­sel­ho Nacional de Justiça (CNJ), min­istro Luiz Fux, lamen­tou a vio­lên­cia con­tra a juíza, mor­ta na pre­sença das fil­has e impos­si­bil­i­ta­da de reação. Ele desta­ca que o STF e o CNJ “unem-se à dor da sociedade flu­mi­nense e brasileira e à dos famil­iares da juíza Viviane Vieira do Ama­r­al Arro­nen­zi, mag­istra­da exem­plar, com­pro­m­e­tendo-se, nes­sa nota públi­ca, com o desen­volvi­men­to de ações que iden­ti­fiquem a mel­hor for­ma de pre­venir e de erradicar a vio­lên­cia domésti­ca con­tra as mul­heres no Brasil”.

Em out­ro tre­cho da nota, o min­istro lem­bra que “tal for­ma bru­tal de vio­lên­cia asso­la mul­heres de todas as faixas etárias, níveis e class­es soci­ais, uma triste real­i­dade que pre­cisa ser enfrenta­da, como esta­b­elece a Con­venção Inter­amer­i­cana para Pre­venir, Punir e Erradicar a Vio­lên­cia Con­tra a Mul­her, Con­venção de Belém do Pará, rat­i­fi­ca­da pelo Brasil em 1995”.

“Lamen­ta­mos mais essa morte e a de tan­tas out­ras mul­heres que se tor­nam víti­mas da vio­lên­cia domés­ti­ca, do ódio exac­er­ba­do e da descon­sid­er­ação da vida humana. A morte da juíza Viviane Vieira do Ama­r­al Arro­nen­zi, no dia 24 de dezem­bro de 2020, demon­stra o quão pre­mente é o debate do tema e a adoção de ações con­jun­tas e artic­u­ladas para o êxi­to na mudança desse doloroso enre­do. Pela mag­istra­da Viviane Vieira do Ama­r­al Arro­nen­zi. Por suas fil­has. Pelas mul­heres e meni­nas do Brasil”, con­clui  Fux.

Amaerj

O pres­i­dente da Asso­ci­ação dos Mag­istra­dos do Esta­do do Rio (Amaerj), Felipe Gonçalves, repu­diou o crime em nome da enti­dade e no dele, na condição de cole­ga, mag­istra­do e diri­gente de asso­ci­ação de classe. “A Amaerj está à dis­posição da família, com quem já esta­mos em con­ta­to. A douto­ra Viviane Ama­r­al não será esque­ci­da”, disse Gonçalves.

Ele infor­mou ter con­ver­sa­do com o secretário de Polí­cia Civ­il do Esta­do do Rio, Alan Turnows­ki, e com o del­e­ga­do Pedro Casaes, que esteve no local do crime. “Pos­so afi­ançar: esse crime não ficará impune. O fem­i­nicí­dio tem o repú­dio vee­mente da sociedade brasileira. O Brasil pre­cisa avançar. O que ocor­reu nes­ta quin­ta-feira na Bar­ra da Tiju­ca é abso­lu­ta­mente ina­ceitáv­el”, afir­mou.

Viviane Vieira do Ama­r­al Arro­nen­zi inte­gra­va a mag­i­s­tratu­ra do esta­do do Rio de Janeiro há 15 anos. Atual­mente, tra­bal­ha­va na 24ª Vara Cív­el da cap­i­tal. Antes, atu­ou na 16ª Vara de Fazen­da Públi­ca, no fórum cen­tral do Rio.

Títu­lo, sub­tí­tu­lo alter­ados às 18h01 para incluir nota do pres­i­dente do STF, Luiz Fux

Edição: Nádia Fran­co

Agên­cia Brasil / EBC


 

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d