...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Direitos Humanos / Manifestantes fazem ato contra lesbofobia no centro do Rio

Manifestantes fazem ato contra lesbofobia no centro do Rio

Reprodução: © Vitor Abdala/Divulgação

Protesto é resposta a ataques sofridos por funcionários de museu


Pub­li­ca­do em 03/06/2023 — 15:28 Por Vitor Abdala – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

ouvir:

Ativis­tas dos dire­itos das mul­heres lés­bi­cas fiz­er­am neste sába­do (3) um protesto con­tra a les­bo­fo­bia no cen­tro da cidade do Rio de Janeiro. A man­i­fes­tação foi real­iza­da em frente ao Museu do Aman­hã, onde, no fim de sem­ana pas­sa­da, uma psicólo­ga agrediu fisi­ca­mente e ver­bal­mente dois fun­cionários, com palavras homofóbi­cas e les­bofóbi­cas.

O ato incluiu dis­cur­sos e exibição de faixas com diz­eres como “Somos mul­heres lés­bi­cas na luta” e “Acol­he tua fil­ha sap­atão”.

A jor­nal­ista Cami­la Marins, que orga­ni­zou o protesto, expli­cou que a man­i­fes­tação teve por obje­ti­vo apoiar as víti­mas da agressão da sem­ana ante­ri­or e chamar a atenção da sociedade para o prob­le­ma da les­bo­fo­bia.

“Les­bo­fo­bia é o ódio con­tra as mul­heres lés­bi­cas. A gente entende que a les­bo­fo­bia é da sociedade, mas tam­bém do poder públi­co, que não for­mu­la políti­cas públi­cas especí­fi­cas para as lés­bi­cas. Há um apaga­men­to das mul­heres lés­bi­cas na con­strução e qual­i­fi­cação das políti­cas públi­cas”, afir­ma a ativista, que é edi­to­ra da revista Bre­jeiras, volta­da para o públi­co lés­bi­co.

Segun­do Cami­la, as lés­bi­cas pas­sam por grandes difi­cul­dades em situ­ações sim­ples do cotid­i­ano, como a real­iza­ção de exam­es pre­ven­tivos para a saúde fem­i­ni­na em unidades públi­cas. Além dis­so, há questões como a própria fal­ta de acol­hi­men­to no seio famil­iar. “[Há situ­ações em que a mul­her] sofre les­bo­fo­bia den­tro de sua própria casa e é expul­sa, ou sofre ten­ta­ti­vas de estupro ‘cor­re­ti­vo’ den­tro de casa”, con­ta Cami­la.

A jor­nal­ista desta­ca ain­da o risco de les­bocí­dio, que seria o assas­si­na­to de mul­heres lés­bi­cas por causa de sua ori­en­tação sex­u­al. “Temos um caso emblemáti­co, que é o de Lua­na Bar­bosa [assas­si­na­da em São Paulo, em 2016], uma mul­her negra, per­iféri­ca, sap­atão, bar­bara­mente espan­ca­da, víti­ma da vio­lên­cia poli­cial, em que o Esta­do brasileiro até hoje não deu retorno para a gente”.

 

Edição: Nádia Fran­co

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d