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Presidente lamenta tiroteio em escola e cobra “caminho para paz”

Repro­dução: © TV Brasil

“Mais uma jovem vida tirada pelo ódio e a violência”, diz Lula


Pub­li­ca­do em 19/06/2023 — 12:52 Por Paula Labois­sière – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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O pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va lamen­tou a morte de uma estu­dante após tiroteio reg­istra­do na man­hã des­ta segun­da-feira (19) no Colé­gio Estad­ual Pro­fes­so­ra Hele­na Kolody, no municí­pio de Cam­bé (PR). Nas redes soci­ais, ele disse ter rece­bido com tris­teza e indig­nação a notí­cia do ataque ao colé­gio. 

“Mais uma jovem vida tira­da pelo ódio e a vio­lên­cia que não podemos mais tol­er­ar den­tro das nos­sas esco­las e na sociedade. É urgente con­stru­irmos jun­tos um cam­in­ho para a paz nas esco­las. Meus sen­ti­men­tos e pre­ces para a família e comu­nidade esco­lar”, pos­tou o pres­i­dente em sua con­ta no Twit­ter.

Em nota, o gov­er­no do Paraná infor­mou que o ex-aluno autor dos dis­paros já foi deti­do e encam­in­hado para Lon­d­ri­na, dis­tante cer­ca de 15 quilômet­ros de Cam­bé. O gov­er­nador do esta­do, Rat­in­ho Junior, decre­tou luto ofi­cial de três dias e lamen­tou o ocor­ri­do.

Outras manifestações

Durante agen­da no Rio de Janeiro, o min­istro da Justiça e Segu­rança Públi­ca, Flávio Dino, tam­bém man­i­festou sol­i­dariedade às famílias das víti­mas. “Infe­liz­mente, vimos a vio­lên­cia mais uma vez se man­i­fe­s­tando no local que é o mais sagra­do para as cri­anças e jovens do nos­so país e para suas famílias, que é uma esco­la.”

“Quan­do um jovem perde a vida, na ver­dade, toda a juven­tude perdeu um pedaço da sua vida. Sou pai e, por isso, sei bem da intran­quil­i­dade que aflige as famílias na medi­da em que, de modo ina­ceitáv­el, essa modal­i­dade de vio­lên­cia se implan­tou no Brasil e serve de reflexão quan­to aos traços cul­tur­ais da vio­lên­cia.”

No Twit­ter, Dino pos­tou: “Con­ver­sei com o gov­er­nador Rat­in­ho, do Paraná, man­i­fe­s­tando sol­i­dariedade e colo­can­do o gov­er­no fed­er­al à dis­posição para aux­il­iar o gov­er­no do Esta­do, em face da tragé­dia em uma esco­la estad­ual”.

Ataques anteriores

Em abril deste ano, um homem inva­diu a creche Can­tinho Bom Pas­tor, em Blu­me­nau (SC), no Vale do Ita­jaí, matan­do qua­tro cri­anças e ferindo out­ras três. A Polí­cia Civ­il do esta­do infor­mou que o autor do aten­ta­do foi pre­so após se entre­gar na cen­tral de plan­tão poli­cial da região.

O aten­tan­do foi o segun­do em pouco mais de uma sem­ana. No fim de de março, a pro­fes­so­ra Eliz­a­beth Ten­reiro, 71 anos, mor­reu após ataque na Esco­la Estad­ual Thomazia Mon­toro, no bair­ro Vila Sônia, em São Paulo. Um ado­les­cente de 13 anos, respon­sáv­el pelo ataque, foi apreen­di­do.

Levantamento

O primeiro ataque a esco­las de que se tem notí­cia no Brasil ocor­reu 21 anos atrás e, des­de então, hou­ve out­ros 23 casos pare­ci­dos. No total, os episó­dios fiz­er­am 137 víti­mas e 45 pes­soas mor­reram. Os dados são do Insti­tu­to Sou da Paz.

De acor­do com o lev­an­ta­men­to, revólveres e pis­to­las foram usa­dos em 11 dess­es episó­dios e causaram três vezes mais mortes do que armas bran­cas, como facas, que apare­ce­r­am em dez ocor­rên­cias. As armas de fogo foram respon­sáveis pela morte de 34 pes­soas (76%), enquan­to as bran­cas mataram 11 pes­soas (24%) em ataques a esco­las.

Operação Escola Segura

Em abril, 302 pes­soas havi­am sido pre­sas ou apreen­di­das pela Oper­ação Esco­la Segu­ra. O bal­anço mais recente do gov­er­no fed­er­al aponta.593 boletins de ocor­rên­cia reg­istra­dos, mais de mil pes­soas ouvi­das pelas polí­cias e 1.738 casos em inves­ti­gação, além de 270 ações de bus­ca e apreen­são de armas a artefatos de gru­pos extrem­is­tas.

À época, Flávio Dino disse que a oper­ação não tem data pra ter­mi­nar. “Nós vamos con­tin­uar a agir até nós com­bat­er­mos e debe­lar­mos um a um ess­es agru­pa­men­tos extrem­is­tas que estão queren­do faz­er ter­ror­is­mo con­tra as cri­anças, con­tra os ado­les­centes e con­tra a edu­cação. Essas pes­soas são inimi­gas da liber­dade.”

Denúncias

Após o reg­istro de ataques a esco­las nos últi­mos meses, o serviço Disque 100 pas­sou a rece­ber denún­cias de ameaças de ataques a esco­las. As infor­mações podem ser feitas por What­sApp, pelo número (61) 99611–0100.

O Min­istério da Justiça e Segu­rança Públi­ca tam­bém dis­põe de um canal para rece­ber denún­cias de vio­lên­cia esco­lar. Infor­mações sobre ameaças de ataques podem ser feitas ao canal Esco­la Segu­ra. As infor­mações envi­adas ao canal serão man­ti­das sob sig­i­lo e não há iden­ti­fi­cação do denun­ciante.

Edição: Aline Leal

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