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Caminhos da Reportagem faz viagem pelo Recôncavo baiano

Repro­dução: © Cam­in­hos da Reportagem/TV Brasil

Programa será transmitido hoje, às 20h, na TV Brasil


Pub­li­ca­do em 19/09/2021 — 08:01 Por EBC — Brasília

O Cam­in­hos da Reportagem Pedra do Cav­a­lo: uma Viagem do Recôn­ca­vo ao Por­tal do Sertão, pro­duzi­do pela TV Feira, afil­i­a­da da TV Brasil, leva o tele­spec­ta­dor a uma viagem pelo inte­ri­or da Bahia. O pro­gra­ma mostra o gigan­tesco reser­vatório de água doce local­iza­do no coração do Recôn­ca­vo baiano, na cidade de Cachoeira.

As águas repre­sadas pela con­strução da bar­ragem de Pedra do Cav­a­lo cri­aram um lago for­ma­do por dois impor­tantes rios da Bahia, o Jacuípe e o Paraguaçu, que além de fornecer água potáv­el e ener­gia elétri­ca para 4 mil­hões de pes­soas, ain­da rev­ela um enorme poten­cial ecológi­co e turís­ti­co abrindo espaço para a pesca esporti­va e a práti­ca de esportes aquáti­cos, como o jet sky, caiaque, vela e sky­surf.

O entorno da bar­ragem, cer­ca­do pela Caatin­ga e pela Mata Atlân­ti­ca, é uma Área de Pro­teção Ambi­en­tal. A explo­ração de pesca­dos para fins com­er­ci­ais e a pesca arte­sanal ocorre em todo o lago de Pedra do Cav­a­lo. Ali, o pescador Luci­val­do Pedreira mostra sat­is­fação com os pro­je­tos de apoio aos pescadores.

Repro­dução: A pesca arte­sanal está pre­sente em todo o lago de Pedra do Cav­a­lo — Cam­in­hos da Reportagem/TV Brasil

“A pesca aqui é muito legal para a nos­sa comu­nidade. Esse pro­je­to que veio pra gente chama­do ‘Peixe na Rede’ foi muito lucra­ti­vo, geran­do emprego e ren­da.”  

O pro­gra­ma ain­da rev­ela como as cidades históri­c­as do Recôn­ca­vo se desen­volver­am em torno dessa bar­ragem. É o caso de Cachoeira e sua irmã São Félix sep­a­radas ape­nas pelo Rio Paraguaçu. As duas cidades são impor­tantes patrimônios históri­cos, não ape­nas da Bahia, mas de todo o Brasil.

O his­to­ri­ador Jacó dos San­tos expli­ca porque a região tem esse impor­tante lega­do. “Foi aqui em Cachoeira que acon­te­ceu o primeiro pas­so para a inde­pendên­cia do Brasil, no dia 25 de jun­ho de 1822. Foi o momen­to em que os por­tugue­ses ain­da resi­s­ti­ram na Bahia”, expli­ca. “Inclu­sive porque, aqui, Dom Pedro I foi acla­ma­do Imper­ador e defen­sor per­pé­tuo do Brasil”, argu­men­ta.

Segun­do o his­to­ri­ador, no sécu­lo 19, o Recôn­ca­vo da Bahia tin­ha mais de 40 engen­hos, cujas ruí­nas ain­da resistem ao tem­po, como é o caso da Casa Grande do Engen­ho Vitória mostra­da na reportagem. Não é à toa que Cachoeira é con­sid­er­a­da a cidade mais negra da Bahia e do Brasil, man­ten­do vários ter­reiros de can­domblé e umban­da que entram no cir­cuito do tur­is­mo reli­gioso, alguns, tomba­dos pelo patrimônio ima­te­r­i­al.

O episó­dio tam­bém mostra que entre Cachoeira e Feira de San­tana está a cidade de Caba­ceiras do Paraguaçu, onde nasceu Cas­tro Alves, o poeta dos escravos. Ali, a casa onde ele viveu na infân­cia foi trans­for­ma­da em museu que já reabriu as por­tas aos vis­i­tantes depois de ficar fecha­da por meses durante a pan­demia.

Dio­genisa Oli­va, coor­de­nado­ra do Par­que Históri­co Cas­tro Alves, fala com orgul­ho da preser­vação da memória do escritor. “Nós temos uma gra­va­ta, que foi guarda­da antes da morte dele, temos um cachin­ho de cabe­lo, uma cômo­da papeleira e uns man­u­scritos dele do livro dos escravos”. E com­ple­men­ta: “Ele era um artista com­ple­to, escreveu peças de teatro e desen­ha­va muito bem”, expli­ca Dio­genisa apon­tan­do a pin­tu­ra de Cas­tro Alves na parede do museu.

Por fim, o episó­dio rev­ela as belezas de Feira de San­tana. Con­heci­da como a Prince­sa do Sertão, apeli­do dado por Rui Bar­bosa, é a maior cidade do inte­ri­or da Bahia e uma das mais impor­tantes do inte­ri­or do Nordeste.

A região man­tém fortes tradições. Algu­mas com mais de 100 anos como o Reisa­do de São Vicente, fes­te­ja­do no Dia de Reis.

Tam­bém foi ali que o sam­ba de roda do Recôn­ca­vo gan­hou um sotaque ser­tane­jo e rompeu fron­teiras. Rep­re­sen­tante do grupo de cul­tura pop­u­lar Quix­abeira da Mat­in­ha, Galdino Oliveira, con­heci­do como Guda, expli­ca como seu pai, o saudoso Coleir­in­ho da Bahia, pop­u­lar­i­zou o sam­ba de roda.

“O sam­ba de roda só era vis­to na zona rur­al, que a gente cos­tu­ma falar, den­tro da roça. E ele pegou esse sam­ba e começou a levar para apre­sen­tar nas cidades e depois para as cap­i­tais. E graças a Deus hoje, esse sam­ba está no mun­do”, con­clui orgul­hoso.

Cam­in­hos da Reportagem vai ao ar neste domin­go, às 20h, na TV Brasil.  A ínte­gra do Cam­in­hos da Reportagem fica disponív­el no site do pro­gra­ma.

Clique aqui para saber como sin­tonizar a TV Brasil.

 

Edição: Lílian Beral­do

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