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Casos graves de dengue têm alta; idosos são os mais afetados

Repro­dução: © Fabio Rodrigues-Pozze­bom/ Agên­cia Brasil

Dados mostram mais de 7,7 mil casos graves e com sinais de alarme


Pub­li­ca­do em 28/02/2024 — 16:39 Por Paula Labois­sière — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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A secretária de Vig­ilân­cia em Saúde e Ambi­ente do Min­istério da Saúde, Ethel Maciel, aler­tou para o alto número de casos graves de dengue no país – sobre­tu­do entre idosos com algum tipo de comor­bidade. A declar­ação foi dada nes­ta quar­ta-feira (28) durante reunião com o Con­sel­ho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Con­sel­ho Nacional de Sec­re­tarias Munic­i­pais de Saúde (Conasems).

“Esse é nos­so pior pico dos últi­mos anos”, disse Ethel. “Pre­cisamos pen­sar em uma entra­da difer­en­ci­a­da para ess­es idosos no sis­tema de saúde. Uma por­ta de entra­da para diag­nós­ti­co ini­cial e, para os pacientes que já estão com dengue e apre­sen­taram pio­ra no quadro, out­ro tipo de atendi­men­to. Eles não podem com­pe­tir com todos os out­ros para serem avali­a­dos”, disse. São mais de 7,7 mil casos con­sid­er­a­dos grave e com sinais de alarme, con­forme dados do min­istério.

De acor­do com a secretária, ape­sar do aumen­to de casos graves, o país reg­is­tra menor letal­i­dade provo­ca­da pela dengue. Os prin­ci­pais soroti­pos que cir­cu­lam no Brasil neste momen­to, segun­do ela, são o 1 e o 2, mas há reg­istros do tipo 3 e do 4. No ano pas­sa­do, o prin­ci­pal sorotipo em cir­cu­lação era o 2.

Durante a reunião, em Brasília, a secretária lem­brou que, em 2023, o pico da dengue foi reg­istra­do entre o final de março e o iní­cio de abril. Em 2024, dados da pas­ta mostram que os primeiros dois meses já ultra­pas­saram o total de casos reg­istra­dos durante o pico do ano ante­ri­or.

O painel de mon­i­tora­men­to de arbovi­ros­es do Min­istério da Saúde reg­is­tra, des­de 1º de janeiro, 991 mil casos prováveis de dengue e 195 mortes con­fir­madas. Há ain­da 674 mortes em inves­ti­gação. O índice de incidên­cia, atual­mente, é de 488 casos para cada grupo de 100 mil habi­tantes.

Dia D

No próx­i­mo sába­do (2), o Min­istério da Saúde, em parce­ria com esta­dos e municí­pios, vai realizar o Dia D de com­bate à doença. Com o tema Brasil Unido Con­tra a Dengue, serão real­izadas ações de ori­en­tação para a pop­u­lação sobre os cuida­dos para evi­tar a dis­sem­i­nação da doença, como elim­i­nar os cri­adouros do mos­qui­to trans­mis­sor.

 

Vacinação

Em entre­vista nes­sa terça-feira (27), a min­is­tra da Saúde, Nísia Trindade, esclare­ceu que a vaci­na con­tra a dengue con­tin­uará a ser disponi­bi­liza­da para os municí­pios sele­ciona­dos pela pas­ta para a faixa etária entre 10 e 14 anos. Os imu­nizantes para as idades de 10 e 11 anos já foram dis­tribuí­dos.

Segun­do ela, o quadro atu­al da vaci­nação no país não é uma respos­ta para a situ­ação de sur­to epidêmi­co, espe­cial­mente porque a vaci­na con­tra a dengue é com­pos­ta por duas dos­es, com três meses de inter­va­lo entre elas.

O lab­o­ratório Take­da, fab­ri­cante da vaci­na Qden­ga, vai ampli­ar a pro­dução das dos­es por meio de um acor­do com o lab­o­ratório indi­ano Bio­log­i­cal, que pas­sará a fab­ricar 50 mil­hões de dos­es da Qden­ga por ano. Com isso, a meta de entre­ga de 100 mil­hões de dos­es poderá ser atingi­da até 2030.

Os principais sintomas da dengue. Foto: Arte/EBC
Repro­dução: Arte/EBC

Edição: Car­oli­na Pimentel

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