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Coletivos negros fazem ato contra ex-atleta que agrediu entregadores

Repro­dução: @Agência Brasil / EBC

Organizadores reafirmaram legado de resistência e luta


Pub­li­ca­do em 21/04/2023 — 00:41 Por Dou­glas Cor­rêa — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Cole­tivos negros e movi­men­tos soci­ais do Rio de Janeiro realizaram nes­ta quin­ta-feira (20) um ato de resistên­cia con­tra o racis­mo no país. Mais de 80 orga­ni­za­ções cobraram a prisão da ex-jogado­ra de vôlei de pra­ia, San­dra Math­ias Cor­reia de Sá, 53 anos que agrediu os entre­gadores de aplica­ti­vo, Max Ânge­lo e Viviane Maria, no bair­ro de São Con­ra­do, zona sul do Rio de Janeiro, onde os dois tra­bal­havam.

Em man­i­festo, orga­ni­zadores reafir­maram “lega­do de resistên­cia, luta, pro­dução de saberes e de vida”.

“His­tori­ca­mente, seguimos enfrentan­do o racis­mo, que estru­tu­ra a sociedade e pro­duz desigual­dades que atingem prin­ci­pal­mente nos­sas existên­cias. Durante os quase qua­tro­cen­tos anos de escrav­iza­ção e des­de o iní­cio da Repúbli­ca, somos alvo de vio­lações de dire­itos, do racis­mo, da dis­crim­i­nação racial, da vio­lên­cia e do genocí­dio”.

Em out­ro tre­cho, o doc­u­men­to ressalta que a história exige da pop­u­lação negra brasileira e de toda a diás­po­ra africana ações artic­u­ladas para o enfrenta­men­to ao racis­mo, ao genocí­dio e às desigual­dades, injustiças e vio­lên­cias derivadas des­ta real­i­dade.

“Esta unidade de luta negra se reúne em defe­sa da vida, do bem viv­er e de dire­itos ard­u­a­mente con­quis­ta­dos na resistên­cia e luta do povo negro pobre e da classe tra­bal­hado­ra, irre­nun­ciáveis e inego­ciáveis, seguire­mos hon­ran­do nos­sas e nos­sos ances­trais, unif­i­can­do em luta toda a pop­u­lação afro e demais mem­bros da classe tra­bal­hado­ra, por um futuro livre de racis­mo”.

Agressões

No dia 9 de abril, San­dra agrediu vio­len­ta­mente os entre­gadores em São Con­ra­do, per­to de onde ela mora. As ima­gens gravadas mostram a ex-atle­ta des­ferindo socos em Max e puxões fortes na camisa dele. Na cena mais forte, a mul­her deu chico­tadas no tra­bal­hador usan­do a guia do cachor­ro dela. Em segui­da, ele se esqui­va e ten­ta se afas­tar. Depois, San­dra retornou e deu tapas e socos na entre­gado­ra Viviane Maria Souza.

A ex-atle­ta, se apre­sen­ta nas redes soci­ais como nutri­cionista e dona de uma esco­la de vôlei de pra­ia no Leblon. No depoi­men­to à polí­cia na últi­ma segun­da-feira (17), San­dra disse ter sofri­do pre­con­ceito de gênero e negou racis­mo. Max negou a ver­são da mul­her.

O caso foi reg­istra­do como lesão cor­po­ral e injúria sim­ples. Segun­do a del­e­ga­da respon­sáv­el pelo inquéri­to, ain­da não há ele­men­tos sufi­cientes para que o caso seja car­ac­ter­i­za­do como injúria racial. A polí­cia inves­ti­ga se tam­bém hou­ve o crime de injúria racial, que tem trata­men­to jurídi­co do racis­mo e pena de dois a cin­co anos. A del­e­ga­da ain­da ouvirá out­ros três depoi­men­tos.

Edição: Heloisa Cristal­do

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