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Na expectativa por Tóquio, Silvana Lima descarta aposentadoria

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© Rede do Esporte (Repro­dução)

Surfista de 36 anos aguarda próximos eventos para seguir preparação


Pub­li­ca­do em 06/03/2021 — 09:00 Por Lin­coln Chaves — Repórter da Rádio Nacional e da TV Brasil — São Paulo

Uma das rep­re­sen­tantes do Brasil na estreia olímpi­ca do surfe, nos Jogos de Tóquio (Japão), Sil­vana Lima aguar­da a definição das próx­i­mas eta­pas do QS, divisão de aces­so à elite do surfe mundi­al, para voltar a com­pe­tir inter­na­cional­mente. Dev­i­do à pan­demia do novo coro­n­avírus (covid-19), as 14 dis­putas que con­stam no cal­endário da Liga Mundi­al de Surfe (WSL, sigla em inglês) até jun­ho, um mês antes da Olimpía­da, apare­cem com sta­tus de “Ten­ta­tive” (ten­ta­ti­va, na tradução lit­er­al do inglês).

“Há duas eta­pas no Equador [em Mon­tañi­ta e Sali­nas] que ain­da pre­cisam ser con­fir­madas. Quase todas as out­ras tam­bém estão indefinidas. A úni­ca coisa que a gente está fazen­do é treinar e focar para real­mente estar prepara­da caso algu­ma eta­pa seja con­fir­ma­da”, resume Sil­vana, elei­ta oito vezes a mel­hor sur­fista do país, à Agên­cia Brasil.

“Com­pe­tir em out­ras eta­pas é real­mente muito impor­tante na preparação. O que a gente mais quer no momen­to é com­pe­tir. Os atle­tas estão son­han­do com o momen­to de colo­car a lycra nova­mente e rezan­do para a pan­demia dar uma cal­maria. O momen­to é del­i­ca­do. Temos que nos cuidar bas­tante e nos preparamos a todo momen­to, físi­ca e psi­co­logi­ca­mente. Tóquio é um son­ho para todo atle­ta e prin­ci­pal­mente do surfe. Cada treino é son­han­do com o momen­to de rep­re­sen­tar nos­sa família, cidade e país”, com­ple­ta a sur­fista, de 36 anos.

A vaga olímpi­ca de Sil­vana foi con­quis­ta­da em dezem­bro de 2019, na eta­pa de Mauí, no Havaí, do Cir­cuito Mundi­al de Surfe. As oito mel­hores do rank­ing se clas­si­fi­cavam para Tóquio, mas o lim­ite de duas sur­fis­tas por país — que tirou atle­tas norte-amer­i­canas e aus­tralianas que estavam à frente do páreo — colo­cou Sil­vana, 12º do rank­ing, na briga com a neoze­landesa Paige Hareb, 16ª. As duas foram elim­i­nadas nas oitavas de final e a brasileira, por estar à frente de Hareb, obteve o lugar nos Jogos.

Além dela, o Brasil será rep­re­sen­ta­do por Tatiana West­on-Webb nas dis­putas fem­i­ni­nas e pelos campeões mundi­ais Íta­lo Fer­reira e Gabriel Med­i­na entre os home­ns. A clas­si­fi­cação olímpi­ca, segun­do Sil­vana, trouxe opor­tu­nidades e patrocínios. Cenário, porém, que ela entende ain­da serem raros no surfe fem­i­ni­no brasileiro. E a cearense, que já chegou a vender um aparta­men­to, após se recu­per­ar de uma lesão séria no joel­ho esquer­do, para seguir com­petindo, entende a difi­cul­dade de se obter apoio.

“Depois que con­segui min­ha vaga olímpi­ca, tudo mudou na min­ha car­reira, na parte de patrocínio, na opor­tu­nidade de par­tic­i­par de pro­je­tos. Mas as novas ger­ações não estão ten­do essa opor­tu­nidade, mes­mo com o surfe na Olimpía­da. Apare­cem alguns campe­onatos no Brasil, mas não são tan­tos como antiga­mente. É com­pli­ca­do para as meni­nas que son­ham real­mente chegar entre as mel­hores do mun­do. A maio­r­ia faz por amor, son­han­do que algum empresário olhe para elas”, desta­ca.

Novi­dade em Tóquio, o surfe está garan­ti­do, tam­bém, nos Jogos de Paris (França). Em 2024, Sil­vana terá 39 anos, mes­ma idade que Kel­ly Slater, norte-amer­i­cano con­sid­er­a­do o maior sur­fista de todos os tem­pos, tin­ha quan­do obteve seu 11º títu­lo mundi­al. Até por isso, a brasileira não descar­ta brigar por um lugar na próx­i­ma Olimpía­da tam­bém.

“Não estou pen­san­do nis­so ain­da [Paris], o foco maior é no ago­ra. Mas, quem sabe eu pos­sa ser um Kel­ly Slater da vida e sur­far até onde o cor­po aguen­tar e Deus per­mi­tir. Deus me deu o tal­en­to e a força de von­tade para rep­re­sen­tar muito bem min­ha família, cidade e país, da mel­hor for­ma pos­sív­el. Tem garo­ta da min­ha ger­ação que já parou, mas a von­tade de com­pe­tir ain­da é muito grande. Não pen­so em aposen­ta­do­ria ain­da, só vou começar a pen­sar quan­do perce­ber que não estou mais fazen­do resul­ta­dos. Até lá, vou treinar forte, ten­tan­do evoluir cada vez mais”, con­clui.

Edição: Car­ol Jardim

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