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Cresce recusa de vacina contra covid-19; relato é de 2.097 cidades

O Distrito Federal começou a vacinar pessoas com 49 anos a partir de hoje. A vacinação contra a Covid-19 começou no dia 19 de janeiro e o DF já recebeu 1.455.070 doses de imunizantes.
Repro­dução: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Número corresponde a 74,2% das 2.826 prefeituras pesquisadas pela CNM


Pub­li­ca­do em 16/07/2021 — 16:19 Por Jonas Valente – Repórter Agên­cia Brasil — Brasília

Em 2.097 cidades, foi relata­da a recusa de vaci­na con­tra a covid-19 nes­ta sem­ana. O número cor­re­sponde a 74,2% das 2.826 prefeituras ouvi­das na 17ª edição da pesquisa da Con­fed­er­ação Nacional dos Municí­pios (CNM) sobre a pan­demia de covid-19. Em 689 municí­pios, as prefeituras não relataram esse tipo de situ­ação.

O lev­an­ta­men­to tam­bém detec­tou pes­soas ten­tan­do escol­her vaci­nas. Segun­do a pesquisa, 2.109 (74,6%) cidades con­stataram essa tipo de pos­tu­ra. Out­ras 687 (24,3%) não infor­maram tais práti­cas por parte dos cidadãos. Na sem­ana pas­sa­da, de 5 a 8 de jul­ho, em 68,5% (1.860) dos municí­pios entre­vis­ta­dos, a escol­ha pelo tipo da vaci­na era uma práti­ca comum.

Tam­bém foram repor­ta­dos, nes­ta sem­ana, casos de pes­soas que se recusam a tomar deter­mi­na­dos imu­nizantes. As vaci­nas mais recu­sadas foram a Coro­n­aVac, em 1.067 (50,6%), a Oxford/AstraZeneca, em 829 (39,3%) e, em menor pro­porção, a da Janssen, em 66 (3,1%).

Abastecimento

Entre as cidades que par­tic­i­param do lev­an­ta­men­to, 2.025 (71,7%) afir­maram não ter prob­le­ma de desabastec­i­men­to de vaci­nas con­tra covid-19, neste sem­ana. O número das que enfrentaram desabastec­i­men­to chegou a 775 (27,4%), maior do que o reg­istra­do na sem­ana pas­sa­da, quan­do 17,7% municí­pios recla­ma­ram.

Das cidades que não rece­ber­am imu­nizante, 739 (95,4%) ficaram sem a primeira dose. Em 102 (13,2%) das cidades sem imu­nizante, foi reg­istra­da a fal­ta da segun­da dose.

Faixa etária

Entre os municí­pios ouvi­dos, 74,6% começaram a imu­niza­ção nas faixas etárias abaixo dos 60 anos. Segun­do o lev­an­ta­men­to, 132 (4,7%) estão na faixa de 50 a 55, 349 (12,4%) de 45 a 49, 709 (25,2%) de 40 a 44 anos, 1.070 (38%) de 35 a 39, 379 (13,5%) de 30 a 34, 84 (3%) de 25 a 29 e 69 (2,4%) na faixa etária de 18 a 24 anos.

Do uni­ver­so de admin­is­trações munic­i­pais con­sul­tadas, 1.975 (69,9%) repor­taram a adoção de algu­ma for­ma de medi­da de dis­tan­ci­a­men­to ou restrição de horário das ativi­dades não essen­ci­ais. Out­ras 808 (28,6%) respon­der­am não ter lança­do mão deste recur­so durante a pan­demia. Na sem­ana pas­sa­da, regras de dis­tan­ci­a­men­to foram relatadas por 72,4% das cidades pesquisadas.

Casos e mortes

Das prefeituras con­sul­tadas, em 1.142 (40,4%) hou­ve redução do número de casos de covid-19, em 143 (5,1%) não foram reg­istra­dos novos casos, em 1.036 (36,7%) os casos se man­tiver­am estáveis e em 469 (16,6%) ocor­reu aumen­to.

Quan­to às mortes, em 1.426 (50,5%) não foram reg­istra­dos novos óbitos, em 610 (21,6%) a situ­ação se man­teve estáv­el, em 465 (16,5%) hou­ve que­da e em 289 (10,2%), foi detec­ta­do aumen­to de vidas per­di­das.

Insumos

O risco de desabastec­i­men­to de medica­men­tos do “kit intubação” foi man­i­fes­ta­do por 218 cidades, o equiv­a­lente a 7,7%. Out­ras 2.326 negaram o prob­le­ma, 82,3%.

Na sem­ana ante­ri­or, o per­centu­al de cidades que indicaram o prob­le­ma esta­va em 9,8%. O “kit intubação” com­preende remé­dios usa­dos no uso de suporte ven­ti­latório de pacientes com covid-19, como anestési­cos e neu­roblo­que­dores.

*Matéria alter­a­da às 17h31 para acrésci­mo de infor­mações.

Edição: Valéria Aguiar

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