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Paralimpíada: conheça mais sobre o hipismo na Tóquio 2020

Repro­dução: © Cezar Loureiro/MPIX/CPB

Brasil vai competir com Sérgio Oliva e Rodolpho Riskalla


Pub­li­ca­do em 21/08/2021 — 12:00 Por Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

No hip­is­mo, a relação mútua de con­fi­ança entre o atle­ta e o cav­a­lo é fun­da­men­tal. Na Par­alimpía­da de Tóquio 2020, o ade­stra­men­to parae­questre será a úni­ca dis­ci­plina no pro­gra­ma do hip­is­mo, com provas nas cat­e­go­rias práti­ca indi­vid­ual, esti­lo livre indi­vid­ual e por equipes.

O hip­is­mo par­alímpi­co estre­ou nos Jogos Par­alímpi­cos de Nova York, em 1984. Em Tóquio, os atle­tas par­alímpi­cos com defi­ciên­cia físi­co-moto­ra ou visu­al serão divi­di­dos em cin­co graus denom­i­na­dos por algar­is­mos romanos, de I a V, sendo que o grau IA é para atle­tas com maior com­pro­me­ti­men­to físi­co e o V, com menor com­pro­me­ti­men­to.

Os graus par­alímpi­cos

Grau I — Cadeirantes com pouco ou nen­hum equi­líbrio do tron­co, ou debil­i­ta­dos nos qua­tro mem­bros

Grau II — Cadeirantes ou atle­tas com sev­era debil­i­tação no tron­co ou uni­lat­er­al

Grau III — Atle­tas capazes de cam­in­har sem suporte, com mod­er­a­da debil­i­tação uni­lat­er­al; atle­tas com total per­da de visão em ambos os olhos

Grau IV — Atle­tas com defi­ciên­cia sev­era dos mem­bros supe­ri­ores, defi­ciên­cia mod­er­a­da nos qua­tro mem­bros ou baixa estatu­ra.

Grau V — Com­pro­me­ti­men­to leve em um ou dois mem­bros. Atle­tas com defi­ciên­cia visu­al leve.

No hip­is­mo par­alímpi­co, a pista recebe algu­mas adap­tações em relação à modal­i­dade con­ven­cional. A areia é com­pacta­da para facil­i­tar a loco­moção e são uti­lizadas sinal­iza­ções sono­ras para ori­en­tar os com­peti­dores cegos. Na pro­va indi­vid­ual téc­ni­ca, o con­jun­to deve apre­sen­tar movi­men­tos obri­gatórios pré-deter­mi­na­dos pelo Comitê Inter­na­cional Parae­questre (IPEC). No esti­lo livre, o atle­ta e o cav­a­lo são acom­pan­hados por músi­ca e o con­jun­to pode faz­er sua apre­sen­tação de for­ma cria­ti­va, incor­po­ran­do os movi­men­tos obri­gatórios.

O Brasil já con­quis­tou qua­tro medal­has par­alímpi­cas no hip­is­mo. Mar­cos Fer­nan­des Alves, o Joca, lev­ou dois bronze nos Jogos de Pequim 2008, um no esti­lo livre e out­ro na práti­ca indi­vid­ual. No Rio de Janeiro, em 2016, Sér­gio Oli­va gan­hou mais dois bronzes: um no ade­stra­men­to e out­ro no esti­lo livre. Sér­gio vai voltar a lutar por medal­has em Tóquio.

As provas do hip­is­mo nos Jogos Par­alímpi­cos de Tóquio terá 78 com­peti­dores de 27 país­es e serão real­izadas entre 26 e 30 de agos­to no Baji Koen Eques­tri­an Park.

Sérgio Oliva e Rodolpho Riskala representam o Brasil

Gan­hador de dois bronzes na Par­alimpía­da do Rio 2016 no grau IA, Sér­gio Fróes De Ribeiro Oli­va, prom­ete traz­er mais con­quis­tas para o hip­is­mo par­alímpi­co brasileiro em Tóquio. O brasiliense começou no hip­is­mo como for­ma de ter­apia, pois sofreu par­al­isia cere­bral por fal­ta de oxi­ge­nação na incubado­ra. Deu tão cer­to que o atle­ta hoje é destaque mundi­al na modal­i­dade. Além das medal­has olímpi­cas, Sér­gio já gan­hou vários torneios inter­na­cionais, foi campeão do mun­do em 2007 e venceu os Jogos Para­pan-Amer­i­canos de Mar del Pla­ta (Argenti­na) 2003.

O paulis­tano Rodolpho Riskalla de Grande era cav­aleiro do hip­is­mo con­ven­cional, com pas­sagens pela seleção brasileira. Em 2015 ele teve menin­gite bac­te­ri­ana e pre­cisou amputar parte da mão e das per­nas. Dois meses após sua recu­per­ação, ingres­sou no hip­is­mo par­alímpi­co. A adap­tação de Rodolpho foi um suces­so. Entre suas con­quis­tas estão o ouro no indi­vid­ual no Hart­pury Fes­ti­val of Dres­sage 2019, na Inglater­ra, campeão ger­al do Con­cur­so Inter­na­cional Parae­questre de Doha 2019 e pra­ta no indi­vid­ual e esti­lo livre nos Jogos Equestres Mundi­ais EUA 2018.

Fontes: Comitê Par­alímpi­co Brasileiro (CPB), Rede do Esporte — Sec­re­taria Espe­cial do Esporte, Con­fed­er­ação Brasileira de Hip­is­mo (CBH)

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Edição: Gus­ta­vo Faria

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