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Paralimpíada: conheça mais sobre o ciclismo na Tóquio 2020

Repro­dução: © Mar­co Anto­nio Teixeira/MPIX/CPB

Brasil terá cinco atletas nas provas de pista e de estrada


Pub­li­ca­do em 22/08/2021 — 10:00 Por Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Um dos esportes mais prat­i­ca­dos no mun­do por pes­soas com defi­ciên­cia, o ciclis­mo adap­ta­do já é tradição nas Par­alimpíadas. Des­de Moscou, em 1980, até Tóquio 2020, a modal­i­dade evoluiu, ado­tou novas cat­e­go­rias e hoje englo­ba atle­tas de ambos os sex­os com difi­cul­dade de loco­moção, amputa­dos, cadeirantes e pes­soas com defi­ciên­cia visu­al.

O ciclis­mo par­alímpi­co é dis­puta­do em provas de pista no veló­dro­mo e de estra­da e tem algu­mas difer­enças do ciclis­mo con­ven­cional. Entre os atle­tas com difi­cul­dade de loco­moção, as bici­cle­tas podem ser con­ven­cionais ou tri­ci­c­los, de acor­do com grau de defi­ciên­cia do atle­ta. Os atle­tas com defi­ciên­cia visu­al ped­alam em uma bici­cle­ta de dois lugares chama­da de tan­dem, sendo guia­dos por out­ra pes­soa que enx­er­ga nor­mal­mente e que fica no ban­co da frente. Os cadeirantes uti­lizam uma bici­cle­ta adap­ta­da, a hand­bike, cujos pedais são impul­sion­a­dos pelas mãos dos com­peti­dores.

Os atletas são classificados em classes:

H1 a H4: Ciclis­tas uti­lizam a hand­bike, sendo H1 para atle­tas mais debil­i­ta­dos e H4, menos.
T1 e T2: Ciclis­tas com par­al­isia cere­bral cuja defi­ciên­cia os impede de andarem e que com­petem em tri­ci­c­los.
C1 a C5: Class­es dire­cionadas aos com­peti­dores com defi­ciên­cia físi­co-moto­ra e amputa­dos que com­petem em bici­cle­tas con­ven­cionais. A C1 é para graus mais severos de defi­ciên­cia e a C5, para menores graus.Tan­dem: Classe des­ti­na­da aos defi­cientes visuais, que uti­lizam a bici­cle­ta de dois lugares.

Lauro Chaman ganhou as primeiras medalhas paralímpicas do ciclismo brasileiro na Rio 2016 . — Washington Alves/MPIX/CPB

O Brasil estre­ou no ciclis­mo par­alímpi­co em Barcelona 1992, com a par­tic­i­pação de Rival­do Gonçalves Mar­tins, que foi o primeiro brasileiro a ser campeão mundi­al, em 1994, na Bél­gi­ca. As primeiras medal­has foram con­quis­ta­da por Lau­ro Chaman nos Jogos do Rio de Janeiro 2016; uma pra­ta na pro­va de estra­da C4‑5 e um bronze no con­trar­reló­gio C5. Lau­ro será um dos rep­re­sen­tantes brasileiros em Tóquio.

As provas de ciclis­mo de pista para o Brasil na Par­alimpía­da de Tóquio 2020 começam no dia 25 de agos­to e vão até o dia 28, no Izu Veló­dro­mo. As provas de estra­da ocor­rem no Fuji Inter­na­tion­al Speed­way, entre 31 de agos­to e 3 de setem­bro.

Cinco atletas serão o Brasil no ciclismo

A potiguar de natal, Ana Raquel Lins vai com­pe­tir na Classe C5 no Veló­dro­mo em Tóquio. Ela nasceu com a sín­drome de Poland, deformi­dade rara que afe­tou parte de seu cor­po e começou sua tra­jetória esporti­va na natação. Par­ticipou dos Jogos Par­alímpi­cos Rio 2016 na equipe do tri­at­lo. Mas ago­ra está foca­da no ciclis­mo.

André Luiz Grizante foi ciclista con­ven­cional por 15 anos. Em 2013, sofreu um aci­dente de moto e perdeu o movi­men­to na per­na e pé esquer­dos. O paulista de São Cae­tano do Sul ado­tou o ciclis­mo par­alímpi­co em 2017 e já teve con­quis­tas; foi ouro na pro­va de con­trar­reló­gio e de resistên­cia no Cir­cuito Para­pan-Amer­i­cano MC4 em 2018, em São Paulo, e campeão ger­al do Cir­cuito Para­pan-Amer­i­cano em 2019, tam­bém em São Paulo. Em Tóquio vai com­pe­tir na Classe C4 na estra­da e na pista.

Lau­ro Chaman é o primeiro ciclista brasileiro medal­hista em Par­alimpíadas, lev­ou a pra­ta na pro­va de estra­da e bronze na pro­va con­trar­reló­gio na Rio 2016 na Classe C5. Ele nasceu com o pé esquer­do vira­do para trás e depois de pas­sar por cirur­gia mau suce­di­da para cor­ri­gir o mem­bro, acabou per­den­do o movi­men­to do tornoze­lo, cau­san­do atrofia na pan­tur­ril­ha. Lau­ro começou como atle­ta com­petindo no moun­tain bike con­ven­cional con­tra ciclis­tas sem defi­ciên­cias e aos 22 anos começou no ciclis­mo par­alímpi­co. Além das medal­has par­alímpi­cas, o atle­ta foi campeão mundi­al em 2017 e pan-amer­i­cano em 2019.

Goiano de Anápo­lis, Car­los Alber­to Gomes Soares começou no esporte par­alímpi­co em 2016. Por causa da para­pare­sia espás­ti­ca, doença que atra­pal­ha a loco­moção, sua per­na esquer­da é quase total­mente par­al­isa­da. Car­los Alber­to vai com­pe­tir em Tóquio na classe C1, na estra­da. O atle­ta já lev­ou dois bronzes na pro­va de resistên­cia nas eta­pas da Itália e da Bél­gi­ca da Copa do Mun­do de 2019.

Jady Mar­tins Malavazzi vai rep­re­sen­tar o Brasil nas provas de estra­da na Classe H3. Ela perdeu o movi­men­to das per­nas aos 13 anos, depois de um aci­dente de car­ro. Começou como atle­ta no bas­quete sen­ta­do, mas em 2011 escol­heu o ciclis­mo. A paranaense de Janda­ia do Sul já foi bronze na pro­va con­trar­reló­gio e na pro­va de estra­da no Mundi­al de Ciclis­mo de Estra­da 2018 em Mani­a­go (Itália) e pra­ta na pro­va de estra­da nos Jogos Para­pan-Amer­i­canos de Guadala­jara 2011. Jady esteve tam­bém na Rio 2016.

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Edição: Gus­ta­vo Faria

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