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Empresas não alimentícias também buscam espaço no mercado árabe

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Executivos dizem que entrar no mercado árabe pode ser difícil


Pub­li­ca­do em 06/10/2021 — 12:18 Por Vitor Abdala – Envi­a­do espe­cial a Dubai (Emi­ra­dos Árabes) * — Dubai

Os ali­men­tos são o prin­ci­pal item da pau­ta expor­ta­do­ra brasileira para os país­es árabes, mas há espaço tam­bém para out­ros pro­du­tos nesse mer­ca­do con­sum­i­dor. De fer­ra­men­tas a pro­du­tos de beleza, empre­sas do Brasil bus­cam vender suas mer­cado­rias para o Ori­ente Médio e nações próx­i­mas, usan­do como base os Emi­ra­dos Árabes Unidos.

Uma delas é a Tra­mon­ti­na, empre­sa de uten­sílios e fer­ra­men­tas gaúcha com escritórios em mais de 15 país­es. A empre­sa, que vende seus pro­du­tos no país des­de a déca­da de 1990, mon­tou um cen­tro de dis­tribuição próprio nos Emi­ra­dos Árabes em 2013 e acabou de inau­gu­rar uma nova insta­lação, no com­plexo indus­tri­al de Dubai.

O mer­ca­do do Ori­ente Médio, que tam­bém inclui o sub­con­ti­nente indi­ano, responde por 7% a 10% das expor­tações da empre­sa. Aprox­i­mada­mente 1,2 mil pro­du­tos são ven­di­dos pela empre­sa gaúcha no mer­ca­do árabe e sul asiáti­co, entre eles tal­heres, pan­elas, fer­ra­men­tas de con­strução e móveis.

Alguns pro­du­tos fazem suces­so, como a faca de cor­tar tomates, que é cur­va como uma cim­i­tar­ra árabe; um marte­lo que tem mais de 100 mil unidades ven­di­das por ano ape­nas para uma rede ata­cadista da Arábia Sau­di­ta; e uma pá que tem ven­das anu­ais de 350 mil unidades para esse mes­mo revende­dor.

Segun­do um dos exec­u­tivos da empre­sa, basea­do em Dubai, entrar no mer­ca­do árabe com um pro­du­to que não seja ali­men­to ou algu­ma com­mod­i­ty (bem primário com cotação inter­na­cional) pode ser difí­cil. “O Brasil não é con­heci­do aqui pelo desen­volvi­men­to tec­nológi­co. Quan­do você vem com um pro­du­to man­u­fat­u­ra­do, em vez de uma com­mod­i­ty, é difer­ente. Então, uma coisa que nos aju­da muito a con­cretizar rela­ciona­men­tos com ess­es gru­pos [árabes] é levar um pes­soal para o Brasil, para con­hecer as fábri­c­as”, expli­ca Paulo Feyh.

Eduar­do Cansan, out­ro exec­u­ti­vo da empre­sa, diz que é pre­ciso que o Brasil tra­bal­he mel­hor sua imagem no exte­ri­or, para facil­i­tar a nego­ci­ação de seus pro­du­tos em país­es estrangeiros. “O Brasil não con­segue mostrar quem real­mente é. Nós [da Tra­mon­ti­na] sofre­mos tam­bém. Somos bem vis­tos, mas é sem­pre um pro­du­to brasileiro. O europeu chega aqui e tem mais facil­i­dade, só porque tem um Made in Ger­many [feito na Ale­man­ha] ou Made in Italy. A imagem do Brasil tem que ser mais bem tra­bal­ha­da”, defende.

A Weg, espe­cial­iza­da na fab­ri­cação de motores e out­ros tipos de máquinas, investiu na insta­lação de um escritório com­er­cial tam­bém em Dubai. No seg­men­to de cos­méti­cos e per­fumaria, a Boticário bus­cou uma estraté­gia de vare­jo próprio e hoje con­ta com qua­tro lojas no país árabe, além de ven­das online.

Há ain­da empre­sas que não fin­car­am o pé nos Emi­ra­dos, mas já ven­dem seus pro­du­tos para impor­tantes dis­tribuidores do país, como a Brazil­ian Secrets Hair, a Sweet Hair e a Embelleze.

De olho no mer­ca­do árabe, cer­ca de 30 empre­sas brasileiras de pro­du­tos de beleza e cos­méti­cos par­tic­i­pam do Beau­ty­world Mid­dleast, prin­ci­pal feira do seg­men­to no Ori­ente Médio que foi aber­ta ontem (5) e se encer­ra aman­hã (7).

“O Brasil é recon­heci­do prin­ci­pal­mente por seus pro­du­tos capi­lares. Mas temos empre­sas de diver­sas cat­e­go­rias que bus­cam o mer­ca­do não só dos Emi­ra­dos Árabes. Muitos vêm aqui bus­car os dis­tribuidores que aten­dem a toda a região. Todos eles vão procu­rar os grandes dis­tribuidores, porque são eles que vão faz­er com que os pro­du­tos cheguem nos pon­tos de ven­da”, diz a ger­ente de Negó­cios Inter­na­cionais da Asso­ci­ação Brasileira da Indús­tria de Higiene Pes­soal, Per­fumaria e Cos­méti­cos (Abih­pec), Gueisa Sil­ve­rio“Mas esse é um mer­ca­do bem exi­gente e cada um dos país­es se com­por­ta de uma deter­mi­na­da maneira”.

* O repórter Vitor Abdala e o fotó­grafo Marce­lo Camar­go via­jaram a con­vite da Apex-Brasil.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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