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Brasil antecipou mais de 16 milhões de doses de vacinas, diz Queiroga

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Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal JrAgên­cia Brasil

Autonomia a partir de 2022 garantirá vacinação contínua no Brasil


Pub­li­ca­do em 21/06/2021 — 18:59 Por Agên­cia Brasil — Brasília

Atu­al­iza­do em 21/06/2021 — 21:12

O min­istro da Saúde Marce­lo Queiroga afir­mou hoje (21), em entre­vista ao pro­gra­ma A Voz do Brasil, que o gov­er­no fed­er­al con­seguiu ante­ci­par mais de 16 mil­hões de dos­es de vaci­nas em 2021.

Durante a entre­vista, Queiroga con­fir­mou que chega aman­hã (22) ao Brasil uma remes­sa de 1,5 mil­hão de dos­es de vaci­nas pro­duzi­das pelo lab­o­ratório Janssen. A entre­ga será fei­ta nes­ta terça-feira, às 7h, no Aero­por­to Inter­na­cional de Guarul­hos.

“Com isso, dá pra afir­mar que a pop­u­lação brasileira aci­ma de 18 anos — que são aprox­i­mada­mente 160 mil­hões — estará vaci­na­da até o final do ano de 2021. Uma esper­ança para pôr fim à pan­demia de covid-19”, disse Queiroga.

O Brasil ado­tou uma estraté­gia vari­a­da para levar vaci­nas aos brasileiros, expli­cou Queiroga. O acor­do de parce­ria tec­nológ­i­ca feito pela AstraZeneca e pela Fiocruz per­mi­tirá a inde­pendên­cia na pro­dução do ingre­di­ente far­ma­cêu­ti­co ati­vo (IFA) até 2022, o que garan­tirá autono­mia para a pro­dução con­tínua de vaci­nas em pos­síveis futuras cam­pan­has de imu­niza­ção e reforço.

Queiroga detal­hou tam­bém a par­tic­i­pação da Cov­ax Facil­i­ty — um pro­gra­ma de acel­er­ação, desen­volvi­men­to e com­par­til­hamen­to de vaci­nas a con­tra covid-19 ofer­e­ci­do pela Orga­ni­za­ção Mundi­al da Saúde -, que disponi­bi­lizará imu­nizantes sufi­cientes para 10% da pop­u­lação brasileira.

“Entreg­amos mais de 123 mil­hões de dos­es de vaci­nas, sendo o Brasil um dos 5 país­es que mais dis­tribuiu vaci­nas”, disse o min­istro. “Já é um mila­gre da ciên­cia ter­mos vaci­nas em tão cur­to espaço de tem­po para uma doença tão grave quan­to a covid-19. Esta­mos tra­bal­han­do e bus­can­do as mel­hores alter­na­ti­vas para aten­der à pop­u­lação brasileira”.

Terceira dose

Queiroga tam­bém respon­deu per­gun­tas de ouvintes durante a entre­vista. Em uma delas, Queiroga falou sobre a pos­si­bil­i­dade de uma ter­ceira dose para o imu­nizante Coro­n­aVac. Segun­do afir­mou o min­istro, não há evidên­cias cien­tí­fi­cas sobre a neces­si­dade de reforço. Caso haja, não há infor­mações sobre o que Queiroga chamou de “inter­cam­bial­i­dade”, ou seja, difer­entes vaci­nas usadas para reforçar os efeitos imunológi­cos con­tra a covid-19.

“A evolução da evidên­cia cien­tí­fi­ca pro­gride. Não se pode quer­er uma ciên­cia self-ser­vice — para o que a gente quer usa a evidên­cia, para o que não quer não usa. Temos tra­bal­ha­do forte­mente, em parce­ria com uni­ver­si­dades, com pesquisadores, e a questão da vaci­na para 2022 já é a ordem do dia”, ressaltou.

Tempo de efetividade

O min­istro da Saúde expli­cou que ain­da não há dados sobre a duração da memória  imunológ­i­ca cri­a­da pelas vaci­nas a lon­go pra­zo. A cidade de Botu­catu, em São Paulo, está sendo usa­da como base para estu­dos médi­co-cien­tí­fi­cos sobre a duração dos efeitos imu­nizantes das vaci­nas.

Sobre as vaci­nas da Pfiz­er e da AstraZeneca, Queiroga voltou a garan­tir a ampla eficá­cia e a baixa incidên­cia de efeitos colat­erais diver­sos. O min­istro frisou que todos os imu­nizantes em uso no Brasil foram desen­volvi­dos, tes­ta­dos e estu­da­dos pelas prin­ci­pais enti­dades san­itárias e de saúde do mun­do.

Acompanhe a entrevista:

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Edição: Fabio Mas­sal­li

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