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Coluna — Tokyo Game Show volta a adotar formato digital

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© Tokyo Game Show/Divulgação (Repro­dução)

Maior feira de games da Ásia se junta a eventos atingidos por covid-19


Pub­li­ca­do em 01/04/2021 — 08:00 Por Guil­herme Neto — Apre­sen­ta­dor do quadro Flipera­ma no pro­gra­ma Sta­di­um, da TV Brasil. A col­u­na é pub­li­ca­da às quin­tas-feiras — Rio de Janeiro

A cap­i­tal japone­sa, que segue con­fir­man­do a real­iza­ção dos Jogos Olímpi­cos de Tóquio a par­tir de 23 de jul­ho, deixará de sedi­ar por mais um ano a maior feira de games da Ásia. Mel­hor dizen­do, pela segun­da vez con­sec­u­ti­va a Tokyo Game Show (TGS) acon­te­cerá no for­ma­to on-line entre os dias 30 de setem­bro e 3 de out­ubro. A novi­dade foi rev­e­la­da esta sem­ana, e os motivos todos já sabem, a pan­demia do novo coro­n­avírus (covid-19).

O even­to, que comem­o­ra 25 anos em 2021, tem como tema na próx­i­ma edição: “Nós sem­pre temos os jogos”. No ano pas­sa­do, em meio à crise san­itária cau­sa­da pelo novo coro­n­avírus, a TGS pre­cisou mudar os planos e realizar uma apre­sen­tação on-line, com dire­ito a uma série de pro­gra­mas espe­ci­ais nos quais as prin­ci­pais pub­li­cado­ras anun­cia­ram seus novos lança­men­tos. Foi assim que vimos as primeiras ima­gens de game­play de Hyrule War­riors: Age of Calami­ty (Switch), Mon­ster Hunter Rise (Switch e PC) e Res­i­dent Evil Vil­lage (mul­ti­platafor­ma).

Mes­mo com o iní­cio da vaci­nação pelo mun­do, even­tos dig­i­tais ain­da devem ser a nor­ma no ano de 2021. Foi assim com o Con­sumer Elec­tro­n­is Show (CES) 2021, maior feira de tec­nolo­gia do mun­do, em janeiro, nor­mal­mente sedi­a­da em Las Vegas (Esta­dos Unidos). A Game Devel­op­ers Con­fer­ence, con­gres­so volta­do a desen­volve­dores de games, tam­bém será inteira­mente on-line, e acon­tece entre os dias 19 e 23 de jul­ho. Já a Gamescom, feira de games sedi­a­da nor­mal­mente em Colô­nia (Ale­man­ha), plane­ja um for­ma­to híbri­do, parte pres­en­cial e parte on-line.

A E3, que até pouco tem­po atrás era con­sid­er­a­da o maior even­to do mun­do dos games, foi can­ce­la­da no ano pas­sa­do. Esse ano, deve voltar em for­ma­to dig­i­tal. Porém, dis­cordân­cias do mer­ca­do em relação às exigên­cias da feira, que tem cobra­do pela par­tic­i­pação das pro­du­toras na apre­sen­tação on-line, devem con­tribuir para o seu esvazi­a­men­to, em uma per­da de relevân­cia cada vez mais evi­dente no atu­al mun­do hiper­conec­ta­do. Mes­mo sem a E3, esti­ma-se que o mer­ca­do de games ten­ha cresci­do 20% no ano pas­sa­do, atingin­do a mar­ca recorde de US$ 179,7 bil­hões. Na fal­ta da E3, tradi­cional pal­co de anún­cio de novi­dades, muitas pub­li­cado­ras ado­taram apre­sen­tações exclu­si­vas inteira­mente on-line, for­ma­to que a própria Nin­ten­do já vin­ha fazen­do na últi­ma déca­da.

No mun­do do esporte eletrôni­co, a situ­ação não é muito difer­ente. Com­petições inteira­mente de for­ma remo­ta tem sido uma nor­ma no cenário. Tem sido assim no CBLoL, no Brasileirão de Rain­bow Six e na Liga Brasileira de Free Fire. Para campe­onatos inter­na­cionais, as orga­ni­za­ções têm bus­ca­do realizar par­tidas pres­en­ci­ais, ain­da que sem a pre­sença de tor­ci­da.

Será assim no MSI de League of Leg­ends, pre­vis­to para começar no dia 6 de maio em Reyk­javík (Islân­dia), e tam­bém no mundi­al de Free Fire, World Series, com iní­cio no dia 22 de maio em Sin­ga­pu­ra. Dono das maiores pre­mi­ações da história do esporte eletrôni­co, o The Inter­na­cional, o mundi­al do game Dota 2, ain­da não rev­el­ou o que vai acon­te­cer com a edição deste ano, após o torneio de 2020 ser can­ce­la­do. O mes­mo pode ser dito da Copa do Mun­do de Fort­nite deste ano, ape­sar de a Epic Games já ter rev­e­la­do que não pre­tende pro­mover com­petições pres­en­ci­ais em 2021.

Out­ra incóg­ni­ta é o Six Invi­ta­tion­al 2021. O prin­ci­pal torneio inter­na­cional de Rain­bow Six, nor­mal­mente sedi­a­do em Mon­tre­al (Canadá), acon­te­ceria em fevereiro, em Paris (França). Mas dias antes de começar, o campe­ona­to foi adi­a­do, e até hoje a desen­volve­do­ra Ubisoft não rev­el­ou uma nova data ou local para o even­to. No cenário de Counter Strike, des­de setem­bro de 2019 não acon­tece um Major, como são chamadas as com­petições mundi­ais pro­movi­das pela desen­volve­do­ra Valve. A edição do Rio de Janeiro, que seria a primeira sedi­a­da no Brasil, foi adi­a­da do primeiro para o segun­do semes­tre, até ser final­mente can­ce­la­da. O próx­i­mo Major deve acon­te­cer só em out­ubro, em Esto­col­mo (Sué­cia) se nada mudar até lá.

Com o mun­do ain­da muito dis­tante de zer­ar os casos de covid-19, mes­mo nos país­es onde o proces­so da vaci­nação está avança­do, é de se supor que este cenário de restrições, que colo­ca em risco até mes­mo a real­iza­ção dos Jogos Olímpi­cos, deve con­tin­uar pelo resto do ano, e pos­sivel­mente no primeiro semes­tre do ano que vem.

Edição: Fábio Lis­boa

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