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CPI da Pandemia aprova quebras de sigilo de cinco empresários

EDILSON RODRIGUES/AGENCIA SENADO
Repro­dução: © Edil­son Rodrigues/Agência Sena­do

Pub­li­ca­do em 16/06/2021 — 12:31 Por Karine Melo — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Os senadores que inte­gram a Comis­são Par­la­men­tar de Inquéri­to (CPI) da Pan­demia aprovaram, nes­ta quar­ta-feira (16), diver­sas que­bras de sig­i­lo tele­fôni­co, telemáti­co, fis­cal e bancário. Des­ta vez, cin­co empresários, entre eles Car­los Wiz­ard, estão entre os alvos. Senadores da comis­são sus­peitam que ele inte­gre um “gabi­nete para­le­lo” de acon­sel­hamen­to do gov­er­no em assun­tos rela­ciona­dos à pan­demia da covid-19.

Exec­u­tivos de empre­sas far­ma­cêu­ti­cas que se ben­e­fi­cia­ram com o aumen­to nas ven­das de medica­men­tos como hidrox­i­cloro­quina e iver­mecti­na durante a pan­demia tam­bém estão na lista.

Nomes

Com o lab­o­ratório far­ma­cêu­ti­co Apsen cita­do em doc­u­men­tos rece­bidos pela CPI, que mostram men­sagens do Min­istério das Relações Exte­ri­ores jun­to ao gov­er­no indi­ano, o pres­i­dente e a dire­to­ra do lab­o­ratório, Rena­to Spal­lic­ci, e Rena­ta Farias Spal­lic­ci, respec­ti­va­mente, tiver­am as que­bras de sig­i­lo aprovadas.

Tam­bém deve ter os sig­i­los tele­fôni­co, fis­cal, bancário e telemáti­co que­bra­dos o sócio da Pre­cisa Medica­men­tos, Fran­cis­co Emer­son Max­imi­ano. A empre­sa inter­me­diou a nego­ci­ação entre a Bharat Biotech e o Brasil para a aquisição da vaci­na pela Cov­ax­in. Ao jus­ti­ficar o requer­i­men­to, o vice-pres­i­dente do cole­gia­do, senador, Ran­dolfe Rodrigues (Rede-AP), argu­men­ta que doc­u­men­tos rece­bidos pela comis­são apon­tam que a Pre­cisa rece­beu R$ 500 mil­hões do con­tra­to de R$ 1,6 bil­hão fecha­do pelo gov­er­no brasileiro com o lab­o­ratório indi­ano. Isso rep­re­sen­ta um terço do val­or total pre­vis­to no doc­u­men­to assi­na­do no final de fevereiro.

A CPI tam­bém aprovou a que­bra de infor­mações bancárias e fis­cais do sócio-admin­istrador da empre­sa Vita­medic Indús­tria Far­ma­cêu­ti­ca, Jose Alves Fil­ho. Segun­do Ran­dolfe, jun­to com a Apsen, a Vita­medic foi líder de ven­da do chama­do kit covid, com­pos­to por medica­men­tos sem eficá­cia com­pro­va­da con­tra covid-19. “A ven­da do ver­mífu­go iver­mecti­na saltou de R$ 44,4 mil­hões em 2019 para R$ 409 mil­hões no ano pas­sa­do, alta de 829%. No caso da cloro­quina e hidrox­i­cloro­quina, indi­ca­dos para malária e lúpus, a recei­ta subiu de R$ 55 mil­hões para R$ 91,6 mil­hões no mes­mo perío­do, segun­do lev­an­ta­men­to do Sindi­ca­to da Indús­tria de Pro­du­tos Far­ma­cêu­ti­cos – Sin­dus­far­ma — com base nos dados da con­sul­to­ria IQVIA”, afir­mou o senador.

PGR

Out­ra decisão dos senadores foi pedir à Procu­rado­ria-Ger­al da Repúbli­ca que forneça à CPI a relação de pro­ced­i­men­tos e proces­sos instau­ra­dos que envolvam o ex-min­istro da Saúde Eduar­do Pazuel­lo. Esse requer­i­men­to, apre­sen­ta­do pelo rela­tor da CPI, senador Renan Cal­heiros (MDB-AL), tam­bém solici­ta as cópias inte­grais dos autos que exis­tam sobre Pazuel­lo.

Edição: Juliana Andrade

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