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Especialista dá dicas sobre Concurso Nacional Unificado

Repro­dução: © Arte/EBC

E explica como se adaptar a cargos que não exigem formação específica


Pub­li­ca­do em 07/02/2024 — 06:45 Por Ake­mi Nita­hara — Repórter da Radioagên­cia Nacional   — Rio de Janeiro

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Do total de 6.640 vagas em 21 órgãos fed­erais, ofer­tadas no Con­cur­so Nacional Unifi­ca­do (CNU), 1.875 são para pes­soas com for­mação supe­ri­or em “qual­quer área de con­hec­i­men­to”. Tam­bém há car­gos que descrevem uma espe­cial­i­dade, mas não exigem diplo­ma especí­fi­co, como as 300 vagas para anal­ista em tec­nolo­gia da infor­mação no Min­istério da Gestão, e 900 para audi­tor fis­cal do tra­bal­ho. 

Mas como o can­dida­to con­segue saber se vai se adap­tar ao serviço, se não é uma função que apren­deu na fac­ul­dade? O pro­fes­sor Fran­cis­co Antônio Coel­ho Júnior, do Depar­ta­men­to de Admin­is­tração da Uni­ver­si­dade de Brasília, expli­ca que o primeiro pas­so é escol­her o blo­co com o qual ten­ha mais afinidade.

“Quan­do anal­isamos o edi­tal, temos aí os oito blo­cos temáti­cos, em que o can­dida­to escol­he um a par­tir do alin­hamen­to com o que inter­es­sa, com o que o moti­va, de pos­si­bil­i­dades de orga­ni­za­ções na área de gestão gov­er­na­men­tal e admin­is­tração públi­ca. Até um blo­co para nív­el inter­mediário, não pre­cisa ser um nív­el supe­ri­or, há um blo­co ambi­en­tal, um de qual­i­dade de vida e saúde do servi­dor, por exem­p­lo”.

O pro­fes­sor lem­bra que um dos prin­ci­pais atra­tivos do con­cur­so públi­co é a remu­ner­ação. Desta­ca, porém, que é impor­tante estar aten­to a out­ras questões antes de escol­her o car­go ao qual pre­tende con­cor­rer, como a iden­ti­fi­cação com o seu per­fil e as com­petên­cias exigi­das.

“Existe o aspec­to de uma remu­ner­ação não finan­ceira, em que out­ros ele­men­tos são lev­a­dos em con­ta, como as condições de tra­bal­ho, um ambi­ente agradáv­el para se tra­bal­har. É muito impor­tante que cada can­dida­to ten­ha con­hec­i­men­to do nív­el de difi­cul­dade que vai enfrentar, a par­tir da natureza do car­go que ocu­pará ou a par­tir do blo­co temáti­co que vai escol­her primeiro para faz­er o con­cur­so. Cada car­go tem uma iden­ti­dade”.

As atribuições de cada função estão descritas nos edi­tais. A min­is­tra da Gestão e Ino­vação em Serviços Públi­cos, Ester Dweck, em entre­vista ao pro­gra­ma Bom dia, Min­istro, do Canal Gov, expli­ca que o proces­so de apren­diza­do é con­tín­uo a par­tir do momen­to em que o aprova­do é con­vo­ca­do para assumir a vaga.

“A gente está real­mente queren­do esse per­fil de fun­cionário públi­co que ten­ha bom con­hec­i­men­to especí­fi­co, mas que tam­bém, a par­tir do momen­to que entrar no serviço públi­co, ten­ha capaci­dade de con­tin­uar apren­den­do. Porque ninguém entra no serviço públi­co saben­do tudo que vai pre­cis­ar faz­er, serviço públi­co é uma esco­la”.

A min­is­tra lem­bra que muitos car­gos têm a eta­pa de for­mação como parte inte­grante do con­cur­so.

“A par­tir do momen­to em que você entra, vai num proces­so con­tín­uo de apren­diza­do, e a gente espera que seja capaz de con­tin­uar apren­den­do ao lon­go da sua vida lab­o­ral. Esper­amos que a pes­soa que entre ago­ra fique aí uns 20 30 anos no serviço públi­co fed­er­al, então ela vai mudar de área, faz­er out­ras coisas”.

Para o pro­fes­sor Fran­cis­co Coel­ho Júnior, é impor­tante tam­bém lem­brar que o serviço públi­co tem como obje­ti­vo aten­der às neces­si­dades da pop­u­lação nas mais diver­sas áreas. De acor­do com ele, a admin­is­tração fed­er­al está cada vez mais profis­sion­al­iza­da.

“A buro­c­ra­cia é impor­tante e é necessária, garante a impes­soal­i­dade, o trata­men­to jus­to, a equidade, garante o foco nas com­petên­cias. O que nor­mal­mente a pop­u­lação con­funde é o exces­so, a buro­c­ra­ti­za­ção extrema, que é chama­da de dis­função da buro­c­ra­cia, mas isso é uma con­fusão nor­mal e nat­ur­al que a pop­u­lação como um todo tem, o sen­so comum faz”.

Ester Dweck desta­ca que o for­ma­to unifi­ca­do per­mite que pes­soas de todo o país con­cor­ram às vagas, já que as provas serão apli­cadas em 220 cidades de todos os esta­dos, pos­si­bil­i­tan­do maior diver­si­dade na con­tratação dos servi­dores públi­cos. Com isso, o serviço públi­co poderá con­tar com uma buro­c­ra­cia que é a cara do Brasil, segun­do a min­is­tra.

“Os con­cur­sos aber­tos, às vezes, eram só em Brasília. E se eu fiz­er um con­cur­so só em Brasília, não estou garan­ti­n­do a diver­si­dade do Brasil para entrar no serviço públi­co brasileiro. Porque quan­to mais diver­si­dade dos servi­dores públi­cos, maior a capaci­dade de pen­sar soluções ino­vado­ras para as políti­cas públi­cas e con­hecer a real­i­dade das pes­soas”.

A taxa de inscrição no CNU, que vai até sex­ta-feira (9), cus­ta R$ 60 para os car­gos de nív­el médio e R$ 90 para os de nív­el supe­ri­or. Todas as infor­mações sobre o con­cur­so podem ser con­feri­das no por­tal gov.br/concursonacional.

Edição: Graça Adju­to

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