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Fitch eleva perspectiva da nota do Brasil de negativa para estável

Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal jr/Agência Brasil

Agência projeta que dívida bruta cairá para 78,8% do PIB neste ano


Pub­li­ca­do em 14/07/2022 — 17:26 Por Well­ton Máx­i­mo – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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A agên­cia de clas­si­fi­cação de risco Fitch elevou de neg­a­ti­va para estáv­el a per­spec­ti­va da nota da dívi­da públi­ca brasileira. A decisão foi divul­ga­da na tarde des­ta quin­ta-feira (14) e sig­nifi­ca que a agên­cia não pre­tende mudar a nota do país nos próx­i­mos meses ou anos.

Em maio de 2020, pouco após o iní­cio da pan­demia de covid-19, a Fitch man­tinha o Brasil com per­spec­ti­va neg­a­ti­va. Atual­mente, a agên­cia con­cede nota BB- para o país, três níveis abaixo do grau de inves­ti­men­to, garan­tia de que o país não corre risco de dar calote na dívi­da públi­ca.

Em comu­ni­ca­do, a Fitch infor­mou que a decisão “reflete a evolução mel­hor do que a esper­a­da das finanças públi­cas em meio aos suces­sivos choques dos últi­mos anos, des­de que atribuí­mos a per­spec­ti­va neg­a­ti­va em maio de 2020”. Isso porque, após o gas­to recorde do gov­er­no em 2020, as con­tas públi­cas mel­ho­raram em 2021 e 2022.

A agên­cia de clas­si­fi­cação de risco desta­cou que, em 2021, o Brasil reg­istrou o primeiro superávit primário (econo­mia de recur­sos para pagar os juros da dívi­da públi­ca) des­de 2013, nos critérios do Ban­co Cen­tral. No ano pas­sa­do, o setor públi­co con­sol­i­da­do (União, esta­dos, municí­pios e estatais) obteve superávit primário de 0,75% do Pro­du­to Inter­no Bru­to (PIB).

A Fitch tam­bém pro­je­ta que­da no endi­vi­da­men­to do gov­er­no em 2022. Segun­do a agên­cia, a relação entre a Dívi­da Bru­ta do Gov­er­no Ger­al e o PIB dev­erá encer­rar o ano em 78,8%, depois de ficar em 80,3% no ano pas­sa­do e atin­gir o nív­el recorde de 88,6% em 2020 por causa dos gas­tos com a pan­demia de covid-19.

Ape­sar da evolução recente, a Fitch desta­cou que a mel­ho­ra nas con­tas públi­cas ocor­reu no cur­to pra­zo. Para o proces­so ser sus­ten­táv­el, a agên­cia recomen­da a aprovação de refor­mas estru­tu­rais na econo­mia brasileira.

Em comu­ni­ca­do, o Min­istério da Econo­mia infor­mou que “reafir­ma seu com­pro­me­ti­men­to com a con­sol­i­dação fis­cal necessária para a con­tinuidade do cenário da recu­per­ação econômi­ca”.

A últi­ma vez em que a Fitch tin­ha rebaix­a­do a nota brasileira tin­ha sido em fevereiro de 2018, quan­do a clas­si­fi­cação do país foi reduzi­da para três níveis abaixo do grau de inves­ti­men­to. Essa é mes­ma nota con­ce­di­da pela Stan­dard & Poor’s (S&P), out­ra das prin­ci­pais agên­cias de clas­si­fi­cação de risco.

Moody’s clas­si­fi­ca o país dois níveis abaixo do grau de inves­ti­men­to. Tan­to a S&P como a Moody’s atribuem per­spec­ti­va estáv­el à nota da dívi­da brasileira. Ape­nas a Fitch man­tinha a per­spec­ti­va neg­a­ti­va até ago­ra.

 

Edição: Nádia Fran­co

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