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Inflação desacelera para todas as faixas de renda em janeiro, diz Ipea

Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal Jr / Agên­cia Brasil

Grupo de alimentos e bebidas foi o principal foco da inflação


Pub­li­ca­do em 15/02/2022 — 11:58 Por Ana Cristi­na Cam­pos – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O Indi­cador Ipea de Inflação por Faixa de Ren­da apon­ta para uma nova desacel­er­ação infla­cionária para todas as faixas de ren­da. As famílias de ren­da alta reg­is­traram a menor taxa de inflação no perío­do (0,34%). O seg­men­to que apre­sen­tou a maior inflação em janeiro deste ano foi o das famílias com ren­da muito baixa (0,63%).

Os dados de janeiro foram divul­ga­dos hoje (15) pelo Insti­tu­to de Pesquisa Econômi­ca Apli­ca­da (Ipea).

“Na com­para­ção com janeiro do ano pas­sa­do, hou­ve alta da inflação para todas as faixas, sendo que o impacto foi maior para classe de ren­da mais baixa, cuja inflação em janeiro deste ano (0,63%) foi o trip­lo da apon­ta­da em janeiro de 2021 (0,21%)”, com­parou a pesquisado­ra do Ipea Maria Andreia Lameiras, auto­ra do indi­cador men­sal.

No acu­mu­la­do em 12 meses, as famílias de ren­da média baixa tiver­am a maior alta infla­cionária, uma taxa de 10,8%, um pouco supe­ri­or à reg­istra­da pela faixa de ren­da muito baixa (10,5%) e aci­ma da faixa de ren­da alta (9,6%).

Segun­do o Ipea, em janeiro, na análise dos dados desagre­ga­dos, enquan­to todos os gru­pos de bens e serviços pres­sion­aram a inflação das duas class­es de ren­da mais baixas, o grupo trans­porte trouxe alívio infla­cionário para as demais faixas.

Ape­sar do grupo ali­men­tos e bebidas ser o prin­ci­pal foco da inflação para todas as class­es, o impacto segue mais inten­so para as famílias da faixa muito baixa (com ren­da domi­cil­iar menor que R$ 1.808,79). Mes­mo diante das deflações da ener­gia (-1,1%), do gás de boti­jão (-0,73%) e da gasoli­na (-1,1%), os rea­justes dos aluguéis (1,5%) e das tar­i­fas de ônibus urbano (0,22%), inter­mu­nic­i­pal (0,56%) e inter­estad­ual (1,6%) resul­taram em impactos infla­cionários para as famílias de menor ren­da, nos gru­pos de habitação e trans­porte.

No caso das famílias da faixa mais alta (com ren­da domi­cil­iar maior que R$ 17.764,49), o aumen­to dos serviços de recreação, como pacote turís­ti­co (2,7%), hospedagem (2,0%) e cin­e­ma (1,9%) foram os prin­ci­pais respon­sáveis pela con­tribuição pos­i­ti­va exer­ci­da pelo grupo despe­sas pes­soais, em janeiro deste ano.

De acor­do com o estu­do, a que­da dos com­bustíveis – gasoli­na (-1,1%) e etanol (-2,8%) –, das pas­sagens aéreas (-18,4%) e do trans­porte por aplica­ti­vo (-18%) fez com que o grupo trans­portes trouxesse alívio infla­cionário para a faixa de ren­da mais alta.

A alta menos inten­sa no preço das hor­tal­iças e ver­duras (3,1%), fru­tas (2,7%) e do café (0,32%) em 2021, a deflação das carnes (-0,32%), do ves­tuário (-0,07%) e, sobre­tu­do, da ener­gia elétri­ca (-5,6%) expli­cam o desem­pen­ho mais favoráv­el da inflação para as famílias de ren­da muito baixa.

Edição: Maria Clau­dia

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