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Insumos para a CoronaVac devem chegar até o dia 3 de fevereiro

São Paulo - Vacinação contra covid-19 aos profissionais da saúde do Hospital das Clínicas, no Centro de Convenções Rebouças.
© Rove­na Rosa/Agência Brasil (Repro­dução)

Segundo o Butantan, país deve receber 5,4 mil litros de insumos


Pub­li­ca­do em 26/01/2021 — 12:57 Por Elaine Patri­cia Cruz – Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

O Insti­tu­to Butan­tan pre­vê a chega­da de 5,4 mil litros de insumos necessários para a pro­dução da vaci­na Coro­n­aVac ao Brasil até o dia 3 de fevereiro. A infor­mação foi dada em entre­vista cole­ti­va hoje (26) logo após o gov­er­no paulista se reunir vir­tual­mente com o embaix­ador da Chi­na no Brasil, Yang Wan­ming. A Coro­n­aVac é uma vaci­na con­tra o novo coro­n­avírus pro­duzi­da em uma parce­ria do Insti­tu­to Butan­tan com a far­ma­cêu­ti­ca chi­ne­sa Sino­vac.

Segun­do Dimas Covas, dire­tor do Insti­tu­to Butan­tan, ess­es 5,4 mil litros serão sufi­cientes para pro­duzir em torno de 8,6 mil­hões de dos­es da vaci­na. Ele expli­cou que mais 5,6 mil litros dev­erão chegar ao país em breve, o sufi­ciente para pro­duzir mais 8,6 mil­hões de dos­es. Após chegarem ao país, essas vaci­nas serão pro­duzi­das e envasadas, além de pas­sar por um proces­so de qual­i­dade que deve durar em torno de 20 dias. Só então elas são lib­er­adas para a vaci­nação.

“Uma dose de vaci­na tem 0,62 ml”, expli­cou Dimas Covas. “Na ver­dade, uma dose da vaci­na apli­ca­da cor­re­sponde a 0,50 ml. Mas, pela reg­u­la­men­tação inter­na­cional, temos que colo­car 0,62 ml no fras­co. Então, um fras­co que ten­ha 10 dos­es, se hou­ver pre­cisão na hora de reti­ra­da de 0,50 ml, um fras­co pode ren­der não só dez, mas 12 dos­es. Se hou­ver grande obser­vação de quem apli­ca a vaci­na, não hou­ver des­perdí­cio, ter­e­mos a pos­si­bil­i­dade de, com um fras­co de dez dos­es imu­nizar 12 pes­soas”, expli­cou Dimas Covas.

Pelo con­tra­to esta­b­ele­ci­do entre o Insti­tu­to Butan­tan e a Sino­vac, o Brasil irá rece­ber, até abril, 46 mil­hões de dos­es da vaci­na, quan­ti­dade que pode se expandir para até out­ras 54 mil­hões de dos­es, caso haja inter­esse do Brasil. Até este momen­to, o Insti­tu­to Butan­tan já rece­beu 10,8 mil­hões de dos­es, sendo que mais de 6 mil­hões delas já estão sendo empre­gadas na vaci­nação no país.

Par­tic­i­pan­do da entre­vista cole­ti­va, de for­ma vir­tu­al, o embaix­ador ressaltou a parce­ria entre Brasil e Chi­na e falou da importân­cia da vaci­na para con­ter a pan­demia do novo coro­n­avírus. “Vaci­nas são uma arma para con­ter a pan­demia e garan­tir a saúde do povo e não instru­men­to políti­co”, disse. “A situ­ação da pan­demia é incer­ta. Haverá deman­da urgente e de lon­go pra­zo pelas vaci­nas”, acres­cen­tou.

 

Edição: Valéria Aguiar

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