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Julgamento de Flordelis e filhos pode durar três dias, prevê juíza

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Sessão começou com duas horas de atraso


Pub­li­ca­do em 07/11/2022 — 21:58 Por Vladimir Platonow – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Ouça a matéria:

O jul­ga­men­to da ex-dep­uta­da fed­er­al Flordelis dos San­tos de Souza, acu­sa­da pela morte do mari­do, pas­tor Ander­son do Car­mo, pode se esten­der por três dias. A pre­visão é da juíza Nearis Arce, que pre­side os tra­bal­hos. O rit­mo dos depoi­men­tos foi lento no primeiro dia (7), que começou com duas horas de atra­so e foi mar­ca­do por muitas dis­cussões entre advo­ga­dos de defe­sa e pro­mo­tores.

A primeira teste­munha a ser ouvi­da foi a del­e­ga­da de polí­cia Bár­bara Lom­ba, que pre­sid­iu a primeira fase das inves­ti­gações que levaram à cadeia Flávio dos San­tos Rodrigues, fil­ho biológi­co de Flordelis, e Lucas Cezar dos San­tos de Souza, fil­ho ado­ti­vo, em jul­ga­men­to ocor­ri­do em novem­bro de 2021. O depoi­men­to da del­e­ga­da durou mais de 4 horas.

Após inter­va­lo, foi a vez de ser ouvi­do o tam­bém del­e­ga­do de polí­cia Allan Duarte Lac­er­da, que sucedeu a cole­ga na con­dução do inquéri­to, na Del­e­ga­cia de Homicí­dios de Niterói, São Gonça­lo, Itab­o­raí e Mar­icá. Ele expli­cou que sua mis­são era esta­b­ele­cer a moti­vação e a par­tic­i­pação de out­ras pes­soas.

Segun­do ele, as lin­has de inves­ti­gação foram se afu­ni­lan­do até chegar à moti­vação da morte do pas­tor Ander­son, que seria finan­ceira. Ele descar­tou a pos­si­bil­i­dade do crime ter sido cometi­do por com­por­ta­men­to da víti­ma de cun­ho sex­u­al, tan­to con­tra Flordelis quan­to suas fil­has, con­forme sus­ten­ta a tese da defe­sa da ex-dep­uta­da.

“Com relação às questões sex­u­ais que foram ven­ti­ladas no cur­so do inquéri­to e do proces­so, elas foram anal­isadas, lev­adas em con­sid­er­ação, mas com relação à moti­vação do crime, a gente acred­i­ta que ten­ha sido finan­ceira. Eles ven­til­am essa tese, para mas­carar a moti­vação real, que é a finan­ceira. Não hou­ve con­fir­mação de vio­lên­cia sex­u­al e o supos­to autor do crime já esta­va mor­to. Por que eles não levaram isso à sede poli­cial na época? Deixaram para acusar uma pes­soa mor­ta de vio­lên­cia sex­u­al no momen­to em que não podia mais ser apu­ra­do”, rela­tou o del­e­ga­do.

Tam­bém depôs a empresária Regiane Ramos Cup­ti, ex-patroa de Lucas e por quem nutria um sen­ti­men­to mater­nal, aju­dan­do o meni­no ao lon­go de sua vida. Ela sus­ten­tou que havia um plano ini­cial para incrim­i­nar somente Lucas, livran­do os demais pelo crime. No iní­cio de seu depoi­men­to hou­ve um princí­pio de tumul­to e dis­cussão, pois o advo­ga­do Rodri­go Faucz, que defende Flordelis, ten­tou impedir Regiane de depor, mas a ini­cia­ti­va foi inde­feri­do pela juíza Nearis Arce.

Tam­bém estão sendo jul­ga­dos a fil­ha biológ­i­ca de Flordelis Simone dos San­tos Rodrigues e os fil­hos afe­tivos André Luiz de Oliveira e Marzy Teix­eira da Sil­va. Os três respon­dem por homicí­dio tripla­mente qual­i­fi­ca­do, ten­ta­ti­va de homicí­dio e asso­ci­ação crim­i­nosa arma­da. De acor­do com a acusação, hou­ve ten­ta­ti­vas ante­ri­ores de homicí­dio con­tra o pas­tor Ander­son, de for­ma con­tin­u­a­da, com a adição de veneno nas comi­das e bebidas da víti­ma.

A últi­ma ré no jul­ga­men­to é a neta de Flordelis Rayane dos San­tos Oliveira, acu­sa­da de homicí­dio tripla­mente qual­i­fi­ca­do e asso­ci­ação crim­i­nosa arma­da.

Ander­son foi mor­to a tiros, logo após chegar na casa da família, na noite de 16 de jun­ho de 2019. Em um primeiro momen­to, Flordelis argu­men­tou que seria uma ten­ta­ti­va de assalto, mas as inves­ti­gações provaram que se trata­va de homicí­dio.

Edição: Denise Griesinger

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