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Unesco inclui duas áreas do Brasil na lista de geoparques mundiais

Repro­dução: © ICMBIO/divulgação

Até o momento, Araripe era único geoparque brasileiro na lista


Pub­li­ca­do em 15/04/2022 — 13:17 Por Luciano Nasci­men­to — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

A Orga­ni­za­ção das Nações Unidas para a Edu­cação, Ciên­cia e a Cul­tura (Unesco) aprovou a inclusão de dois par­ques brasileiros na lista de geop­ar­ques mundi­ais recon­heci­dos pela enti­dade. Na lista, divul­ga­da nes­ta sem­ana, foram incluí­dos o par­que Cam­in­hos dos Cânions do Sul, situ­a­do entre San­ta Cata­ri­na e Rio Grande do Sul; e o par­que Seridó, local­iza­do no Rio Grande do Norte.

Com a aprovação, o Brasil pas­sa a con­tar com três geop­ar­ques mundi­ais, já que a orga­ni­za­ção já havia recon­heci­do o geop­ar­que de Araripe, local­iza­do na Bacia do Araripe, que se estende pelo sul do Ceará, noroeste de Per­nam­bu­co e leste do Piauí.

Os geop­ar­ques são ter­ritórios recon­heci­dos pela Unesco como regiões que pos­suem importân­cia cien­tí­fi­ca, cul­tur­al, pais­agís­ti­ca, geológ­i­ca, arque­ológ­i­ca, pale­on­tológ­i­ca e históri­ca e que tam­bém com­bi­nam a con­ser­vação com o desen­volvi­men­to sus­ten­táv­el, por meio do empodera­men­to das comu­nidades locais.

“Os sítios dessa rede apre­sen­tam uma extra­ordinária diver­si­dade geológ­i­ca que sus­ten­ta a diver­si­dade biológ­i­ca e cul­tur­al de difer­entes regiões. Os geop­ar­ques aten­dem as comu­nidades locais, e com­bi­nam a con­ser­vação de seu patrimônio geológi­co úni­co com a dis­sem­i­nação públi­ca e o desen­volvi­men­to sus­ten­táv­el”, infor­mou a Unesco.

Geoparques

O geop­ar­que mundi­al Seridó abrange uma área de 2.800 km² no semi­ári­do do nordeste brasileiro, onde moram mais de 120 mil habi­tantes, incluin­do comu­nidades como os quilom­bo­las. A Unesco disse que os habi­tantes man­têm “viva a memória de seus ances­trais africanos escrav­iza­dos para preser­var sua cul­tura por meio de práti­cas tradi­cionais, museus e cen­tros cul­tur­ais.”

A região, local­iza­da na caatin­ga, úni­co bio­ma exclu­si­va­mente brasileiro, con­ta ain­da com uma das maiores reser­vas min­erais de scheeli­ta da Améri­ca do Sul, um impor­tante minério de tungstênio, além de flux­os de basalto decor­rentes da ativi­dade vul­câni­ca durante as Eras Meso­zoica e Ceno­zoica.

O geop­ar­que mundi­al Cam­in­hos dos Cânions do Sul, no sul do Brasil, abrange uma área de 2.830,8 km² e abri­ga 74.120 habi­tantes. A região é car­ac­ter­i­za­da pela ocor­rên­cia de Mata Atlân­ti­ca, um dos ecos­sis­temas mais ricos do plan­e­ta em ter­mos de bio­di­ver­si­dade.

No perío­do pré-colom­biano, os habi­tantes da região se abri­gavam em pale­oto­cas (cavi­dades sub­ter­râneas escav­adas pela extin­ta megafau­na pale­over­te­bra­da, como a preguiça gigante), cujos numerosos vestí­gios ain­da são visíveis no geop­ar­que.

“Além dis­so, o local apre­sen­ta os cânions mais impres­sio­n­antes da Améri­ca do Sul, for­ma­dos pelos proces­sos geo­mor­fológi­cos úni­cos que o con­ti­nente sofreu durante o desmem­bra­men­to do super­con­ti­nente Gond­wana, há cer­ca de 180 mil­hões de anos”, infor­mou a Unesco.

Além dos dois par­ques no Brasil, a Unesco tam­bém declar­ou mais out­ros seis geop­ar­ques. São eles: o geop­ar­que de Sal­paus­selkä, na Fin­lân­dia; Ries, na Ale­man­ha; Cefalô­nia-Íta­ca, na Gré­cia; Mëllerdall, em Lux­em­bur­go; Região de Buzău, na Romê­nia; e Platåber­gens, na Sué­cia.

Com as novas inclusões, a Rede Mundi­al de Geop­ar­ques reúne ago­ra 177 áreas em 46 país­es.

Edição: Maria Clau­dia

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