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Vendas de vinil ultrapassam as de CD pela primeira vez desde 1987

Repro­dução: © Val­ter Campanato/Agência Brasil

Em 2022, foram comercializados mais de 41 milhões de discos de vinil


Pub­li­ca­do em 30/03/2023 — 07:25 Por TV Brasil — Brasília

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Relatório da Asso­ci­ação Amer­i­cana da Indús­tria de Gravação rev­el­ou que, somente no ano pas­sa­do, foram ven­di­dos mais de 41 mil­hões de dis­cos de vinil con­tra 33 mil­hões de CDs, o que rep­re­sen­ta um lucro de mais de R$ 6 mil­hões. Pela primeira vez, des­de 1987, as ven­das de dis­cos em vinil ultra­pas­saram as de CD.

Para os fãs, o aumen­to na com­er­cial­iza­ção reflete a exper­iên­cia sono­ra e estéti­ca do pro­du­to.

“Você pega um álbum, você con­some a letra, você con­some a foto, o encar­te, o design grá­fi­co. Você não está ouvin­do só uma músi­ca, você está con­sumin­do um pro­du­to mais com­ple­to”, afir­ma o jor­nal­ista João Mar­con­des que é um apaixon­a­do por vinil e abriu uma loja espe­cial­iza­da em Brasília.

Brasília (DF), 29/03/2023 - Aumento das vendas de discos de vinil. João Marcondes é dono de loja especializada nesse ramo. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.
 Repro­dução: Aumen­to das ven­das de dis­cos de vinil. João Mar­con­des é dono de loja espe­cial­iza­da nesse ramo. — Foto: Val­ter Campanato/Agência Brasil

Ele garante que, nos últi­mos anos, o pro­du­to virou uma febre. “Cada vez mais pes­soas jovens com­pram vinil porque, antiga­mente, era só um hob­by de quar­en­tões para cima, um públi­co mais mas­culi­no. E, nos últi­mos 4 anos, isso mudou bas­tante. Mul­heres têm com­pra­do muitos dis­cos e jovens, a par­tir de 16, 17 anos [tam­bém]”.

Para João Mar­con­des, a exper­iên­cia com o vinil é tam­bém uma alter­na­ti­va para sair do mun­do dig­i­tal. “Você para tudo para ouvir um vinil. Você se desli­ga do celu­lar, se desconec­ta”.

A fun­cionária públi­ca Eri­ca Sil­va con­cor­da e afir­ma que, ape­sar de hoje em dia con­tar com as facil­i­dades do stream­ing e de aplica­tivos como o Spo­ti­fy, o som do vinil traz nos­tal­gia e mais qual­i­dade.

“A qual­i­dade da músi­ca tam­bém é incrív­el. Hoje em dia não existe nada que se com­pare ao vinil, às nuances da agul­ha no dis­co”, avalia Eri­ca, out­ra apaixon­a­da pelos “bolachões”.

Edição: Lílian Beral­do

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