...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Saúde / SP: só um em cada 100 mil idosos teve reação a vacinas de 2015 a 2017

SP: só um em cada 100 mil idosos teve reação a vacinas de 2015 a 2017

Idosos são vacinados em estação de metrô em Brasília, durante o dia D da Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe de 2014 que começou na última terça-feira (22) vai até 9 de maio (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Dados são de estudo da USP e da Universidade Católica de Brasília


Pub­li­ca­do em 07/05/2021 — 07:00 Por Cami­la Maciel — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Dos 15 mil­hões de idosos vaci­na­dos em São Paulo de 2015 a 2017, ape­nas 207 tiver­am algu­ma reação adver­sa. Dess­es, 89% tiver­am reações leves, como dor no local da apli­cação da vaci­na, e 3% relataram even­tos graves. Os dados fazem parte de estu­do pub­li­ca­do na revista Cader­nos de Saúde Públi­ca, das uni­ver­si­dades de São Paulo (USP) e Católi­ca de Brasília (UCB).

“O estu­do mostrou que o risco é mín­i­mo se com­para­do com o efeito que a pes­soa pode ter, por exem­p­lo, ao con­trair uma gripe, que pode virar pneu­mo­nia, pre­cis­ar de uma inter­nação e até ir a óbito”, afir­ma Beat­riz Apare­ci­da Ozel­lo Gutier­rez, uma das autoras do estu­do, pro­fes­so­ra da Esco­la de Artes, Ciên­cias e Humanidades (Each) da USP. Entre os casos graves, foram dois reg­istros com hos­pi­tal­iza­ção e nen­hum óbito.

O lev­an­ta­men­to foi feito a par­tir de noti­fi­cações de even­tos adver­sos do Sis­tema de Infor­mações do Pro­gra­ma Nacional de Imu­niza­ções (PNI). O pro­gra­ma, do Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS), ofer­ece à pop­u­lação idosa, no cal­endário nacional de vaci­nação e em cam­pan­has nacionais, cin­co tipos de vaci­nas: dif­te­ria e tétano (dT), hepatite B, febre amarela, influen­za e pneu­mocó­ci­ca 23 (Pn23).

Para a pesquisado­ra, os dados reforçam a segu­rança das vaci­nas e a importân­cia da imu­niza­ção. “É fun­da­men­tal que out­ros estu­dos tragam isso, espe­cial­mente ago­ra que esta­mos na vaci­nação con­tra a covid-19, para que a pop­u­lação vá se vaci­nar”, desta­ca. O tra­bal­ho con­tou com a divul­gação da Agên­cia Bori.

Orientação

Para diminuir ain­da mais a pos­si­bil­i­dade de efeitos adver­sos, que já estão pre­vis­tos inclu­sive na bula do imu­nizante, é fun­da­men­tal a ori­en­tação dos usuários. Beat­riz acred­i­ta que isso é papel do profis­sion­al de saúde, mas tam­bém pode ser feito por meio de out­ros instru­men­tos de comu­ni­cação, como pan­fle­tos.

“Vocês toma a vaci­na e recebe um pan­fle­to dizen­do: ‘Olha, essa vaci­na pode traz­er uma dor no local, pode traz­er uma hiperemia, todos os efeitos que estão na bula. Existe um estu­do para isso, então ele corre um risco sim de apre­sen­tar alguns dess­es efeitos. A pop­u­lação tem que ser aler­ta­da quan­to a isso”, defende.

Notificação

Ain­da de acor­do com a pesquisado­ra, a análise dos dados mostrou algu­mas fal­has nas noti­fi­cações. O primeiro pon­to de atenção é que “o próprio usuário daque­le serviço de saúde deve ser bem ori­en­ta­do sobre a neces­si­dade de, em qual­quer inter­cor­rên­cia, procu­rar o serviço de saúde”.

Além dis­so, ela lem­bra que os profis­sion­ais devem estar aten­tos aos reg­istros. “A noti­fi­cação pre­cisa ser muito bem fei­ta pelo profis­sion­al de saúde. A gente viu que alguns cam­pos estavam em bran­co, mostran­do que o profis­sion­al esque­ceu de preencher, ou que ele não per­gun­tou para a pes­soa que esta­va ali fazen­do a noti­fi­cação”. Ela defende mecan­is­mos de edu­cação con­tin­u­a­da dos profis­sion­ais da área.

Edição: Graça Adju­to

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Saúde pública no RJ registra aumento nos atendimentos ligados ao calor

Dor de cabeça, náusea e tontura estão entre os possíveis sinais Ana Cristi­na Cam­pos — …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d