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Surfe: com dobradinha, Brasil domina topo do pódio em Margaret River

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Repro­dução: © Cait Miers/WSL

Filipe Toledo é campeão entre os homens e Tati Webb vence no feminino


Pub­li­ca­do em 10/05/2021 — 13:49 Por Lin­coln Chaves — Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional — São Paulo

No ano da estreia olímpi­ca do surfe, o Brasil vive grande fase na modal­i­dade. Nes­ta segun­da-feira (10), o país mar­cou pre­sença em dose dupla no topo do pódio na eta­pa de Mar­garet Riv­er (Aus­trália), a quar­ta do cir­cuito mundi­al, com as vitórias de Fil­ipe Tole­do e Tatiana West­on-Webb.

Tole­do decid­iu a eta­pa mas­culi­na con­tra o sul-africano Jordy Smith. O rival começou mel­hor, com uma nota oito na segun­da onda e um seis na quar­ta. A estraté­gia do brasileiro foi esper­ar as ondas maiores. Valeu a pena. Primeiro, cravou um 8.33, que o colo­cou à frente na dis­pu­ta. Depois, obteve um nove. Ele mel­ho­raria a pon­tu­ação na oita­va onda, tro­can­do o 8.33 por um 8.40, enquan­to Smith só con­seguiu evoluir de seis para 6.23. No fim, o paulista acu­mu­lou 17.40, ante 14.23 do con­cor­rente.

“O even­to foi difí­cil, mas bem diver­tido sur­far tan­tas bate­rias boas com tan­tos sur­fis­tas bons. Prometi para min­ha esposa e para o meu fil­ho, Koa, que vence­ria para levar esse troféu para ele de aniver­sário, que está comem­o­ran­do hoje [segun­da-feira]. O mais impor­tante é ser con­sis­tente nos even­tos. Não é sem­pre que se gan­ha, mas é impor­tante estar sem­pre chegan­do nas finais, ou semi­fi­nais, para me man­ter entre os top‑5”, disse Tole­do, após a final, à comu­ni­cação da Liga Mundi­al de Surfe (WSL, sigla em inglês).

Foi a oita­va vitória do brasileiro em dis­putas do cir­cuito mundi­al. O resul­ta­do o lev­ou para o ter­ceiro lugar da tem­po­ra­da, com 20.735 pon­tos, sendo dez mil obti­dos em Mar­garet Riv­er. Ele só fica atrás de out­ros dois com­pa­tri­o­tas: Gabriel Med­i­na, que lid­era com 28.920 pon­tos; e Íta­lo Fer­reira, atu­al campeão, segun­do com 24.150. Os dois últi­mos são os rep­re­sen­tantes do país na Olimpía­da de Tóquio (Japão) e havi­am ven­ci­do as duas eta­pas ante­ri­ores, tam­bém real­izadas na Aus­trália.

Tati, por sua vez, decid­iu o títu­lo fem­i­ni­no con­tra a aus­traliana Stephanie Gilmore, hep­ta­cam­peã mundi­al. Na segun­da onda, a gaúcha con­seguiu a nota mais alta da final, um 8.50. Na quar­ta, a brasileira evoluiu a segun­da mel­hor nota de cin­co para 7.73, pres­sio­n­an­do a rival — então com um 6.83 e um seis — a cravar, pelo menos, um 9.40 para virar. Gilmore foi bem, mas o 8.17 da últi­ma onda foi insu­fi­ciente. Com 16.23 a 15 no acu­mu­la­do, a sur­fista do Brasil con­quis­tou o segun­do títu­lo da car­reira em uma eta­pa do cir­cuito.

“Eu nem con­si­go explicar essa sen­sação incrív­el que estou sentin­do. A Steph é uma das mel­hores sur­fis­tas de todos os tem­pos, que sem­pre admirei muito, então foi incrív­el enfren­tá-la em uma final. Você não cos­tu­ma sur­far con­tra uma sur­fista sete vezes campeã mundi­al e estou muito gra­ta por ter ven­ci­do”, cele­brou Tati à WSL.

A gaúcha, que será uma das brasileiras em Tóquio (a out­ra é Sil­vana Lima), assum­iu a vice-lid­er­ança da tem­po­ra­da fem­i­ni­na, com 26.495 pon­tos, 3.475 atrás da norte-amer­i­cana Caris­sa Moore (que com­pete pelo Havaí). Super­a­da por Tati na final em Mar­garet Riv­er, Gilmore é a ter­ceira, com 22.035 pon­tos.

A edição 2021 do cir­cuito mundi­al prossegue no próx­i­mo sába­do (16), em Rot­tnest Island, nova­mente na Aus­trália.

Edição: Mar­cio Par­ente

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