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Conab diz que safra de café será de 54,94 milhões de sacas

Repro­dução: © Val­ter Campanato/Agência Brasil

Número pode ser 7,9% maior que o total colhido em 2022


Pub­li­ca­do em 19/01/2023 — 11:08 Por Pedro Peduzi — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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A Com­pan­hia Nacional de Abastec­i­men­to (Conab) esti­ma uma pro­dução de 54,94 mil­hões de sacas de café. A pre­visão con­s­ta do 1º Lev­an­ta­men­to da Safra de Café 2023, divul­ga­do hoje (19), em Brasília.

“Para a pre­sente safra, mes­mo sendo ano de bien­al­i­dade neg­a­ti­va, a pre­visão é supe­ri­or em 7,9%, na com­para­ção com a safra col­hi­da em 2022, que­bran­do o ciclo de evolução da série des­de a safra de 2001, quan­do a Conab começou a acom­pan­har a safra da pro­dução cafeeira no país”, disse o pres­i­dente da Conab, Guil­herme Ribeiro, ao anun­ciar os números.

Ele expli­cou que, das 54,94 mil­hões de sacas esti­madas, 37,44 mil­hões serão de café arábi­ca, o que cor­re­sponde a um vol­ume 14,4% maior do que o obti­do em 2022; e 17,51 mil­hões serão de sacas café conilon ben­e­fi­ci­a­do, o que rep­re­sen­ta uma pro­dução 3,8% menor do que o vol­ume obti­do em 2022.

“Em relação ao conilon, é impor­tante diz­er que, após uma safra recorde, a per­spec­ti­va nes­sa tem­po­ra­da sinal­iza cer­ta redução do poten­cial pro­du­ti­vo em razão das adver­si­dades climáti­cas reg­istradas no prin­ci­pal esta­do [pro­du­tor], que foi o Espíri­to San­to”, disse o pres­i­dente da Conab.

Área para produção

Segun­do a Conab, com relação à área total des­ti­na­da à pro­dução de café arábi­ca e conilon, a esti­ma­ti­va é de que sejam uti­liza­dos 2,26 mil­hões de hectares. “Isso rep­re­sen­ta um aumen­to de 0,8% em relação à safra pas­sa­da”, afir­mou Ribeiro. Em 2022, a área uti­liza­da para essas lavouras ficou em 1,9 mil­hão de hectares (pro­dução); e 355,5 mil hectares em for­mação para pos­te­ri­or pro­dução.

“Nos cic­los de bien­al­i­dade neg­a­ti­va, os pro­du­tores cos­tu­mam realizar os tratos cul­tur­ais mais inten­sos nas lavouras, pro­moven­do algum tipo de mane­jo em suas áreas que só entrarão em pro­dução nos próx­i­mos anos”, frisou o pres­i­dente da Conab.

Segun­do ele, dev­i­do ao cli­ma “muito des­fa­voráv­el” em 2021, muitas lavouras não entraram na pro­dução em 2022. “Ago­ra, em 2023, quase 100 mil hectares de lavouras estão em pro­dução, prin­ci­pal­mente em Minas Gerais, onde essa pro­dução é maior, mes­mo sendo ano de bien­al­i­dade neg­a­ti­va”, expli­cou.

De acor­do com o ger­ente de Acom­pan­hamen­to de Safras da Conab, Rafael Fogaça, ape­sar da per­spec­ti­va de aumen­to na área em pro­dução, a expec­ta­ti­va é de que haja que­da no rendi­men­to médio na com­para­ção com a safra ante­ri­or, o que dev­erá “impactar na per­spec­ti­va de pro­dução total, avali­a­da nesse primeiro lev­an­ta­men­to em 17,51 mil­hões de sacas de café conilon ben­e­fi­ci­a­do”, disse. O número é 3,8% menor que o vol­ume reg­istra­do na safra 2022.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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