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Belém deve receber cerca de 50 mil visitantes para a COP30

Repro­dução: @Agência Brasil / EBC

Estimativa é de secretário do Clima do Itamaraty


Pub­li­ca­do em 17/06/2023 — 08:30 Por Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasíli

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Em even­to neste sába­do (17), em Belém, o pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va deve anun­ciar as primeiras medi­das rela­cionadas ao proces­so de orga­ni­za­ção da 30ª Con­fer­ên­cia das Partes da Con­venção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Cli­ma (COP30), em 2025. O even­to será real­iza­do na cap­i­tal paraense.

A can­di­datu­ra do Brasil, ofi­cial­iza­da em maio, rece­beu apoio prati­ca­mente unân­ime dos demais país­es sul-amer­i­canos, uma exigên­cia das Orga­ni­za­ção da Nações Unidas (ONU) para a escol­ha, e deve ser ofi­cial­mente con­fir­ma­da no fim do ano, durante a COP28, em Dubai. Ape­sar dis­so, o proces­so de orga­ni­za­ção já está em cur­so.

A real­iza­ção de um even­to do porte de uma COP vai exi­gir um “grande esforço” da cidade-sede e do país. Segun­do o secretário de Cli­ma, Ener­gia e Maio Ambi­ente do Min­istério das Relações Exte­ri­ores (MRE), André Cor­rêa Lago, são esper­adas dezenas de mil­hares de pes­soas em Belém.

“Todas as cidades que con­vi­dam para que a COP acon­teça têm que faz­er um grande esforço para o even­to. É um even­to que, nos últi­mos anos, tem uma média de 40 mil a 50 mil pes­soas durante duas sem­anas. É a maior con­fer­ên­cia das Nações Unidas”, afir­mou a jor­nal­is­tas durante entre­vista cole­ti­va, em Belém. A maior parte dessas pre­senças são de inte­grantes das sociedades civis dos país­es, como enti­dades, cien­tis­tas e movi­men­tos soci­ais.

Com isso, Belém, assim como out­ras cidades que já abri­garam o even­to, pre­cisa se orga­ni­zar em ter­mos de infraestru­tu­ra, capaci­dade hoteleira, restau­rantes, trans­porte e avi­ação.

“Pelo que ten­ho vis­to, o gov­er­nador está con­sciente dis­so, o pres­i­dente Lula tam­bém. Esse even­to é uma ocasião muito impor­tante para asse­gu­rar que Belém ten­ha mel­ho­rias”, acres­cen­tou o secretário de Meio Ambi­ente do Ita­ma­raty. Segun­do ele, out­ras cidades gan­haram com mel­ho­rias em trân­si­to e em infraestru­tu­ra.

Por ser um even­to da ONU que pode reunir pres­en­cial­mente mais de 100 chefes de Esta­do, há todo um pro­to­co­lo rígi­do de segu­rança, mas tam­bém de sala de even­to, com difer­entes padrões de taman­ho de acor­do com a importân­cia das autori­dades, entre out­ras regras.

Países Amazônicos

A cap­i­tal paraense tam­bém se prepara para realizar, no dia 8 de agos­to, a reunião dos oito país­es inte­grantes da Orga­ni­za­ção do Trata­do de Coop­er­ação Amazôni­ca (OTCA). Par­tic­i­pam os pres­i­dentes de Brasil, Bolívia, Colôm­bia, Equador, Guiana, Peru, Suri­name e Venezuela. Um doc­u­men­to aprova­do no encon­tro será apre­sen­ta­do durante a próx­i­ma Assem­bleia das Nações Unidas, em setem­bro, em Nova York (EUA).

Segun­do o embaix­ador Cor­rêa Lago, a ideia deste even­to é for­t­ale­cer a OTCA, que é uma orga­ni­za­ção pouco con­heci­da e ain­da pouco atu­ante no cenário inter­na­cional. Ele crê que uma nova dinâmi­ca para esta artic­u­lação de país­es pos­sa “acen­tu­ar a pos­si­bil­i­dade de a Amazô­nia ser solução para o mun­do” em ter­mos de pro­teção climáti­ca.

Metas mais ambiciosas

Pela primeira vez real­iza­da na Amazô­nia, a COP Belém, em 2025, será o mar­co de 10 anos do Acor­do de Paris, a prin­ci­pal con­venção climáti­ca da ONU, assi­na­da em 2015 durante a COP21, na cap­i­tal france­sa. O doc­u­men­to esta­b­ele­ceu metas para a redução de emis­sões de gas­es cau­sadores do aque­c­i­men­to glob­al. De acor­do com Lago, há uma grande expec­ta­ti­va inter­na­cional sobre esta futu­ra reunião da ONU no Brasil.

“A COP de Belém vai ser a COP 10 anos depois de Paris. Então, é uma COP que vai ser extrema­mente impor­tante, porque é uma con­fer­ên­cia na qual os país­es são supos­tos a adi­antar maiores ambições climáti­cas. Todos os país­es do mun­do têm que apre­sen­tar, em Belém, na COP30, em 2025, ambições maiores de com­bate à mudança do cli­ma”, desta­cou.

A últi­ma atu­al­iza­ção da meta do Brasil no Acor­do de Paris ocor­reu em 2020, com cin­co anos da vigên­cia do trata­do climáti­co. Na época, o gov­er­no deter­mi­nou que a chama­da Con­tribuição Nacional Deter­mi­na­da (NDC, da sigla em inglês), será a neu­tral­i­dade nas emis­sões de gas­es do efeito est­u­fa até 2060.

Neu­tralizar a emis­são de gas­es de efeito est­u­fa, segun­do o Acor­do de Paris, sig­nifi­ca mudar a matriz energéti­ca para fontes sus­ten­táveis que não depen­dem de queima de com­bustíveis fós­seis e que façam com que o cli­ma não exce­da a média atu­al em 1.5 grau Cel­sius (esti­ma­ti­va agres­si­va) ou 2.0 graus Cel­sius (esti­ma­ti­va con­ser­vado­ra).

É uma mudança na econo­mia, elim­i­nan­do com­bustíveis fós­seis e out­ras fontes de emis­sões de gás car­bôni­co onde for pos­sív­el nos setores de trans­porte, ger­ação de ener­gia e na indús­tria. Para out­ras fontes, a cada tonela­da de gás car­bôni­co emi­ti­da, uma tonela­da deve ser com­pen­sa­da com medi­das de pro­teção climáti­ca, com o plan­tio de árvores, por exem­p­lo.

Até então, a Con­tribuição Nacional Deter­mi­na­da (NDC, da sigla em inglês), rat­i­fi­ca­da pelo gov­er­no brasileiro, em vig­or des­de 2015, pre­via que até 2025 as emis­sões de gas­es de efeito est­u­fa seri­am reduzi­das a 37% em relação a 2005, ano em que o país emi­tiu aprox­i­mada­mente 2,1 bil­hões de toneladas de gás car­bôni­co. Para 2030, a meta seria uma redução de 43%.

Acordo de Paris

Em 2015, o Brasil se jun­tou a mais de 190 país­es que inte­gram a Con­venção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Cli­ma na assi­natu­ra do chama­do Acor­do de Paris. Pelo acor­do, que foi resul­ta­do de mais de 20 anos de nego­ci­ação, as nações defini­ram obje­tivos de lon­go pra­zo para lim­i­tar o aque­c­i­men­to da tem­per­atu­ra glob­al em níveis abaixo de dois graus Cel­sius, se pos­sív­el a 1,5 grau, até o final deste sécu­lo. A par­tir dos com­pro­mis­sos do Acor­do de Paris, o Brasil definiu a sua NDC.

A meta con­sid­era os níveis pré-rev­olução indus­tri­al (1750) imple­men­ta­da a par­tir de 2020. A redução sig­ni­fica­ti­va do aque­c­i­men­to glob­al e o cumpri­men­to dos com­pro­mis­sos do Acor­do de Paris ain­da estão entre as metas dos Obje­tivos do Desen­volvi­men­to Sus­ten­táv­el (ODS), com o qual o Brasil tam­bém se com­pro­m­e­teu até 2030.

Edição: Marce­lo Brandão

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