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Cerca de 50 mil turistas são esperados para o Círio de Nazaré em Belém

Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal Jr / Agên­cia Brasil

Número de turistas esperados ainda está abaixo do período pré-pandemia


Pub­li­ca­do em 10/09/2022 — 13:13 Por Alex Rodrigues — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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Uma das maiores e mais tradi­cionais man­i­fes­tações reli­giosas do Brasil, o Círio de Nazaré deve atrair cer­ca de 50 mil tur­is­tas de out­ros esta­dos à cap­i­tal do Pará, Belém, ao lon­go do mês de out­ubro. A esti­ma­ti­va é da sec­re­taria estad­ual de Tur­is­mo (Setur) e do Depar­ta­men­to Inter­sindi­cal de Estatís­ti­ca e Estu­dos Socioe­conômi­cos (Dieese/PA), que pre­vêem que só a pre­sença destes fiéis na cidade movi­men­ta­rá em torno de US$ 19,1 mil­hões (cer­ca de R$ 98,3 mil­hões).

A expec­ta­ti­va não inclui tur­is­tas prove­nientes de out­ras cidades do Pará, mas, se con­fir­ma­da, sig­nifi­cará uma movi­men­tação infe­ri­or à de anos ante­ri­ores, quan­do em torno de 80 mil pes­soas vin­das de out­ros esta­dos chegaram a Belém para o even­to ded­i­ca­do a cel­e­brar Nos­sa Sen­ho­ra de Nazaré.

“Não só a esti­ma­ti­va de públi­co ger­al, mas prin­ci­pal­mente a de tur­is­tas, leva em con­ta uma série de fatores que impactam a decisão das pes­soas. Para quem vem de out­ros esta­dos, há, por exem­p­lo, a questão dos cus­tos de viagem. Em ape­nas 12 meses, o preço das pas­sagens quase dobrou dev­i­do à con­jun­tu­ra. Os cus­tos de hospedagem e ali­men­tação tam­bém subi­ram”, expli­cou o super­vi­sor téc­ni­co do Dieese/PA, Rober­to de Sena Bentes, à Agên­cia Brasil.

Em anos pré-pan­demia, o even­to chegou a reunir mais de 2 mil­hões de pes­soas, entre moradores da cap­i­tal, de out­ros municí­pios paraens­es, de out­ros esta­dos e estrangeiros.

Dev­i­do à covid-19, em 2020 os fiéis não pud­er­am acom­pan­har pres­en­cial­mente às pro­cis­sões, que foram trans­mi­ti­das vir­tual­mente. Já em 2021, com o avanço da vaci­nação, o públi­co começou a retornar grad­ual­mente, mas ain­da ficou muito aquém do habit­u­al, reunin­do pouco mais de 400 mil pes­soas.

A mis­sa de aber­tu­ra ofi­cial do Círio deste ano ocor­rerá no dia 4 de setem­bro, mas alguns even­tos e atrações começam antes, como o tradi­cional Arra­ial de Nazaré, cuja estru­tu­ra começou a ser mon­ta­da hoje (10), no esta­ciona­men­to da Basíli­ca San­tuário de Nazaré, e que será aber­to ao públi­co já no próx­i­mo dia 23, com 87 bar­ra­cas e um par­que de diver­sões.

Turistas

Além da expec­ta­ti­va quan­to ao número de tur­is­tas vin­dos de out­ras unidades fed­er­a­ti­vas, a pesquisa real­iza­da pela Setur e pelo Dieese/PA traçam um per­fil dos vis­i­tantes. Quase a metade (47%) deles se hospedará em hotéis e 30% na casa de par­entes. Em segui­da vem casa de ami­gos (16,5%); casa alu­ga­da (2,7%), casa própria (1,6%); flat (0,55%) e out­ros.

Cinquen­ta e sete por cen­to destes tur­is­tas via­jarão com a família; 25% soz­in­hos e 17,6% em grupo. O meio de trans­porte mais uti­liza­do por quem sai de out­ros esta­dos é o avião (79%), segun­do de ônibus de empre­sas de trans­porte rodoviário (11,5%); automóv­el par­tic­u­lar (5,8%) e out­ros.

A maior parte destes tur­is­tas é de São Paulo (12,7%). Em segui­da vem o Maran­hão (12%); o Ceará (11,6%); Rio de Janeiro (8%); Ama­zonas (6,5%); Amapá (5%); Rio Grande do Sul (4%); Per­nam­bu­co (4%) e out­ros.

Qua­tro em cada dez destes tur­is­tas voltarão a seus esta­dos em menos de cin­co dias. Out­ros 41% destas pes­soas devem per­manecer entre cin­co e nove dias em Belém; 8,4% plane­jam ficar entre dez e 14 dias na cap­i­tal paranaense; 3%, de 15 a 19 dias e 7,6% mais de 19 dias.

A pesquisa tam­bém iden­ti­fi­ca os locais turís­ti­cos que os tur­is­tas plane­jam vis­i­tar duran­ta sua esta­da. Além de obvi­a­mente pas­sarem pela Basíli­ca de Nazaré, 24% dos via­jantes pre­ten­dem con­hecer a Estação das Docas; 23% querem ir ao Mer­ca­do Ver-o-Peso; 7%, o Man­gal das Garças. Out­ros pon­tos turís­ti­cos cita­dos são o Por­tal da Amazô­nia (6%); o Museu Emílio Goel­di (2%); o Museu de Arte Sacra (2%) e o Polo Joal­heiro (2%).

De acor­do com Bentes, o mapea­men­to dos locais turís­ti­cos é impor­tante por per­mi­tir aos órgãos públi­cos preparar ade­quada­mente o recep­ti­vo turís­ti­co, equa­cio­nan­do serviços como, por exem­p­lo, a segu­rança públi­ca.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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