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Feminicídio: Ministras lamentam morte de servidoras do Cefet-RJ

“não podemos banalizar e naturalizar a violência” , disse Márcia Lopes

Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 02/12/2025 — 20:20
Brasília
Belém (PA), 19/11/2025 - A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participa do Evento de Alto Nível. Desenhando o futuro: mulheres, clima e justiça, no Pavilhão Brasil, na Blue Zone. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Repro­dução: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

A min­is­tra das Mul­heres, Már­cia Lopes, lamen­tou nes­ta terça-feira (2) a morte das servi­do­ras do Cefet-RJ, assas­si­nadas por um cole­ga de tra­bal­ho. Ela desta­cou a urgên­cia do enfrenta­men­to à vio­lên­cia ao afir­mar que “não podemos banalizar e nat­u­ralizar a vio­lên­cia” e lem­brou que a pas­ta está em cam­pan­ha pelos 21 Dias de Ativis­mo pelo Fim da Vio­lên­cia e do Racis­mo con­tra as Mul­heres.

A man­i­fes­tação foi endos­sa­da pela min­is­tra da Igual­dade Racial, Anielle Fran­co, e pela min­is­tra da Gestão e da Ino­vação em Serviços Públi­cos, Esther Dweck, que reforçaram a importân­cia de pactu­ar com­pro­mis­sos con­cre­tos de enfrenta­men­to à vio­lên­cia.

A min­is­tra da Igual­dade Racial tam­bém clas­si­fi­cou o episó­dio como extrema­mente grave.

“Não dá para nor­malizar que duas servi­do­ras sejam assas­si­nadas no exer­cí­cio de sua função”, declar­ou.

Dweck avaliou que o caso rev­ela um padrão estru­tur­al de vio­lên­cia de gênero no ambi­ente de tra­bal­ho, uma expressão de um padrão de mis­oginia pre­sente nos ambi­entes de tra­bal­ho, “É muito triste con­statar um caso típi­co de mis­oginia, de um homem que não acei­ta ser chefi­a­do por uma mul­her”, afir­mou.

As duas min­is­tras defend­er­am ain­da a adoção de um letra­men­to anti­machista como políti­ca estru­tu­rante de pre­venção à vio­lên­cia con­tra as mul­heres, nos espaços insti­tu­cionais e no serviço públi­co.

As declar­ações ocor­reram durante o even­to que mar­cou os 20 anos do Pro­gra­ma Pró-Equidade de Gênero e Raça, coor­de­na­do pelo Min­istério das Mul­heres, em Brasília. O sem­i­nário Pro­gra­ma Pró-Equidade de Gênero e Raça: Mais mul­heres na lid­er­ança, mais equidade nas empre­sas, mais igual­dade no mun­do do tra­bal­ho” foi pal­co de debates sobre os cam­in­hos e desafios para ampli­ar a pre­sença de mul­heres em car­gos de direção e a importân­cia do Pro­gra­ma nas últi­mas duas décadas.

Programa Pró-Equidade

O Pro­gra­ma Pró-Equidade de Gênero e Raça tem como obje­ti­vo estim­u­lar e insti­tu­cionalizar políti­cas de igual­dade de gênero e raça no ambi­ente de tra­bal­ho, espe­cial­mente em médias e grandes empre­sas, públi­cas ou pri­vadas. Coor­de­na­do pelo Min­istério das Mul­heres, em parce­ria com a ONU Mul­heres e a Orga­ni­za­ção Inter­na­cional do Tra­bal­ho, o pro­gra­ma bus­ca reduzir desigual­dades salari­ais e de opor­tu­nidades, ampli­ar a pre­sença de mul­heres,  em espe­cial mul­heres negras em car­gos de lid­er­ança, com­bat­er o racis­mo e o machis­mo insti­tu­cionais, for­t­ale­cer políti­cas de diver­si­dade, equidade e inclusão e pro­mover ambi­entes de tra­bal­ho mais jus­tos, seguros e igual­itários.

O pro­gra­ma existe des­de 2005 e está ago­ra na 7ª edição e a EBC é uma das empre­sas par­tic­i­pantes.

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