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Hábitos saudáveis previnem incontinência urinária, diz especialista

Repro­dução: © Arquivo/Marcello Casal Jr/ Agên­cia Brasil

Doença pode afetar vida sexual, profissional e convívio pessoal


Pub­li­ca­do em 14/03/2022 — 07:02 Por Bruno Boc­chi­ni — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Hábitos saudáveis, exer­cí­cios físi­cos e con­t­role do peso podem pre­venir a incon­tinên­cia urinária – sin­toma car­ac­ter­i­za­do pela per­da invol­un­tária da uri­na, prob­le­ma que acomete cer­ca de 20 mil­hões de brasileiros, segun­do a Sociedade Brasileira de Urolo­gia (SBU).

De acor­do com o doutor em urolo­gia pela Fac­ul­dade de Med­i­c­i­na da Uni­ver­si­dade de São Paulo (USP) e dire­tor da SBU, Car­los Saco­mani, a incon­tinên­cia, quan­do mod­er­a­da ou grave, pode afe­tar a vida sex­u­al, profis­sion­al e o con­vívio pes­soal do paciente. “Em ter­mos de com­pro­me­ti­men­to da qual­i­dade de vida, pode ser bas­tante impor­tante se a inten­si­dade for de mod­er­a­da a grave”, desta­ca.

Segun­do o médi­co, quan­do ocorre em mul­heres, as causas prin­ci­pais estão lig­adas ao esforço, em pacientes que sofr­eram um enfraque­c­i­men­to da mus­cu­latu­ra do assoal­ho pélvi­co. “Quan­do elas tossem, espir­ram ou fazem esforço físi­co, algu­ma ativi­dade físi­ca, escapa uri­na”, expli­ca. De acor­do com ele, a mus­cu­latu­ra do assoal­ho pélvi­co pode ser sobre­car­rega­da em caso de mul­heres com muitos par­tos, gravidez de gêmeos ou de cri­anças muito pesadas.

As pacientes tam­bém podem ter incon­tinên­cia dev­i­do a um quadro de bex­i­ga hiper­a­ti­va, expli­ca o médi­co, quadro que pode ser acen­tu­a­do pelo con­sumo de café e chá pre­to. “São mul­heres que têm alter­ação na bex­i­ga, elas têm von­tade de uri­nar e se elas não forem rap­i­da­mente ao ban­heiro, per­dem uri­na”.

Nos home­ns, o quadro de bex­i­ga hiper­a­ti­va ocorre tam­bém, mas é mais comum nos pacientes  idosos. A incon­tinên­cia urinária ain­da ocorre em home­ns como sin­toma secundário à cirur­gia de prós­ta­ta. “Há pacientes que fiz­er­am cirur­gia de prós­ta­ta, prin­ci­pal­mente por câncer, e que evoluem com per­da urinária depois da cirur­gia. A causa é a própria cirur­gia”, ressalta Saco­mani.

O trata­men­to da incon­tinên­cia pode começar pela mudança do esti­lo de vida e fisioter­apia do assoal­ho pélvi­co. Nos casos de bex­i­ga hiper­a­ti­va, há a pos­si­bil­i­dade da uti­liza­ção de medica­men­tos e até o implante de um mar­ca-pas­so da bex­i­ga. Nos pacientes com per­da de uri­na asso­ci­a­da ao esforço, pode-se tam­bém faz­er o trata­men­to cirúr­gi­co.

A pre­venção pas­sa por hábitos saudáveis, segun­do o médi­co. “São aque­les hábitos de sem­pre, entre eles praticar ativi­dade físi­ca ade­qua­da e evi­tar obesi­dade, que está dire­ta­mente rela­ciona­da à incon­tinên­cia urinária — quan­to maior o sobrepe­so, maior a chance de incon­tinên­cia urinária”.

Edição: Graça Adju­to

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