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Veja dicas de cuidados com crianças nas férias para evitar acidentes

Rotina mais livre traz desafios para pais e responsáveis

Alana Gan­dra – repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 02/01/2026 — 09:02
Rio de Janeiro
Crianças brincam no Parque Estadual da Água Branca, na Barra Funda.
Repro­dução: © Rove­na Rosa/Agência Brasil

As mudanças no dia a dia das cri­anças durante as férias esco­lares com­bi­nam uma roti­na mais livre, com novas ativi­dades e menor super­visão dire­ta, trazen­do desafios para os pais e respon­sáveis.

Espe­cial­is­tas ouvi­dos pela Agên­cia Brasil dão dicas e recomen­dações sim­ples de cuida­dos para evi­tar aci­dentes em casa ou em out­ros lugares, durante esta época que começa em mea­d­os de dezem­bro e vai até fevereiro, var­ian­do em cada esta­do e municí­pio.

“A gente tem aí esse desafio de entreter as cri­anças e ocupá-las no perío­do de férias. As famílias acabam entran­do em pro­gra­mações onde os pais tiram tam­bém suas férias e propõem algu­ma ativi­dade extra para as cri­anças. Então, o primeiro desafio é o local onde serão real­izadas essas novas ativi­dades para ir ocu­pan­do as cri­anças e para elas se diver­tirem”, desta­cou o pedi­atra e aler­gista do Hos­pi­tal San­ta Cata­ri­na – Paulista, Jose­mar Lídio de Matos.

De acor­do com Matos, a primeira dica é estar aten­to se os locais escol­hi­dos para a brin­cadeira ofer­e­cem o mín­i­mo de segu­rança.

“Se vai a um par­quin­ho difer­ente, é pre­ciso ver se é um par­quin­ho em que os brin­que­dos estão con­ser­va­dos, são seguros, se tem um piso que absorve impacto em caso de que­da. Se, even­tual­mente, a família fre­quen­tar clubes, hotéis, deve-se averiguar se ofer­e­cem sis­temas de segu­rança, como rede nas janelas, pro­teção de pisci­nas para que os pequenos não caiam, se a área da pisci­na está iso­la­da”.

Riscos

Segun­do o pedi­atra, os riscos devem ser medi­dos con­forme a idade da cri­ança. Em cri­anças de até 3 anos de idade, os prin­ci­pais riscos podem estar até mes­mo den­tro de casa, como o risco de que­da.

“É a que­da do sofá, é a que­da da cama. A família via­ja para uma casa e aí, na hora de dormir, não vai ter o berço da cri­ança. Ela dorme em uma cama mais alta, cai e bate a cabeça. São os trau­mas”.

Jose­mar Lídio de Matos cita tam­bém os riscos de queimaduras: “O bebê vai lá, puxa algu­ma coisa, puxa uma pan­ela quente, puxa um pra­to que está com algo que acabou de sair do forno”.

Às queimaduras, segue-se o risco de intox­i­cação por ingestão de pro­du­tos de limpeza, por exem­p­lo, que não dev­e­ri­am estar ao alcance da cri­ança.

O pedi­atra expli­ca que quan­do se tra­ta de cri­anças maiores, os mecan­is­mos de trau­ma são resul­tantes da própria ener­gia das cri­anças que se expõem a riscos de que­da, por exem­p­lo, ao andar em apar­el­hos sobre rodas, como bici­cle­tas, skates e patins.

Lídio de Matos recomen­da aos pais que fiquem aten­tos e garan­tam equipa­men­tos de pro­teção como capacete, cotoveleiras e joel­heiras ade­qua­dos à idade da cri­ança: “E sem­pre sob super­visão de um adul­to”.

Ao alu­gar uma residên­cia para pas­sar as férias, os pais têm que ver­i­ficar se os brin­que­dos que even­tual­mente este­jam nes­sa casa são apro­pri­a­dos para a cri­ança e se con­têm peças peque­nas que ofer­e­cem risco de engas­go, por exem­p­lo.

“Se tiv­er um play­ground, deve-se ver­i­ficar que brin­que­dos são aque­les, se estão bem con­ser­va­dos, se não têm risco de a cri­ança escor­re­gar, de o brin­que­do que­brar enquan­to ela estiv­er brin­can­do e cair”.

O pedi­atra tam­bém aler­ta para os riscos de afoga­men­to em locais com pisci­na ou pra­ia. Nesse sen­ti­do, ele recomen­da checar se há pro­teção sobre a pisci­na e que os pequenos não acessem ess­es locais sem super­visão de um adul­to.

A pedi­atra Patri­cia Rol­li, que tam­bém tra­bal­ha no Hos­pi­tal San­ta Cata­ri­na, chama a atenção para a importân­cia de os pais estarem aten­tos, já que bas­ta um segun­do de dis­tração para um poten­cial risco aos pequenos.

“O aci­dente acon­tece em segun­dos. Bas­ta um instante de desatenção para que a cri­ança fique em peri­go”.

Diálogo

Para as cri­anças maiores, a ori­en­tação do pedi­atra Lídio de Matos é que os pais estim­ulem sem­pre o diál­o­go. Assim, ao pro­gra­mar um pas­seio no shop­ping, por exem­p­lo, é impor­tante explicar para os pequenos os riscos de se perder dos pais, e como pro­ced­er nes­sas situ­ações: procu­rar um adul­to con­fiáv­el, explicar a situ­ação e pedir aju­da. “Esse hábito cotid­i­ano deve ser pos­to em práti­ca nas férias, porque é uma coisa que foge da roti­na.”

“Quan­do os adul­tos seguem regras de segu­rança no trân­si­to e na hora do laz­er, as cri­anças repro­duzem esse com­por­ta­men­to nat­u­ral­mente. Ensi­nar como agir em situ­ações de risco, como pedir aju­da, recon­hecer peri­gos e mem­o­rizar números de emergên­cia, tam­bém con­tribui para uma roti­na mais segu­ra”, lem­bra a pedi­atra Patri­cia Rol­li.

Como as cri­anças vão faz­er ativi­dades difer­entes das habit­u­ais e, muitas vezes, em locais difer­entes, os pais já devem incu­tir nos fil­hos algu­mas regras de segu­rança. “Por exem­p­lo, a família chegou na pra­ia. Deve-se ensi­nar a cri­ança a enten­der as sinal­iza­ções dos guar­da-vidas sobre o mar. E o adul­to tam­bém não pode des­obe­de­cer a pla­ca. Isso aju­da bas­tante. É o adul­to dan­do o exem­p­lo”, salien­tou Jose­mar de Matos.

Out­ra recomen­dação é dar dicas de local­iza­ção para a cri­ança, pedir que não se dis­tan­cie muito do local escol­hi­do e mostrar pon­tos de refer­ên­cia claros.

Uma dica da pedi­atra Patrí­cia Rol­li é escol­her roupas chama­ti­vas para as cri­anças ao se fre­quen­tar locais com mui­ta gente. “Uma cri­ança com uma roupa em um tom pas­tel meio que se apa­ga na água, na areia. É muito mais difí­cil de o adul­to localizar à dis­tân­cia, de estar mon­i­toran­do o tem­po inteiro onde está essa cri­ança”. Daí, a importân­cia de sem­pre usar cores bem fortes e chama­ti­vas nas cri­anças, para que elas este­jam sem­pre no radar do adul­to respon­sáv­el.

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