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Lula: atos terroristas foram ação de aloprados que serão punidos

Repro­dução: © José Cruz/Agência Brasil

Parlamentares entregaram decreto de intervenção no DF ao presidente


Pub­li­ca­do em 11/01/2023 — 15:35 Por Agên­cia Brasil — Brasília

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O pres­i­dente da Repúbli­ca Luiz Iná­cio Lula da Sil­va rece­beu nes­ta quar­ta-feira (11) no Palá­cio do Planal­to um grupo de par­la­mentares, o pres­i­dente da Câmara dos Dep­uta­dos, Arthur Lira (PP), e o primeiro vice-pres­i­dente do Sena­do, Veneziano Vital do Rego (MDB), que fiz­er­am a entre­ga sim­bóli­ca do decre­to de inter­venção na área da segu­rança públi­ca no Dis­tri­to Fed­er­al.

O decre­to edi­ta­do no domin­go por Lula, após os atos golpis­tas cometi­dos por bol­sonar­is­tas incon­for­ma­dos com o resul­ta­do das eleições de 2022, foi chance­la­do pelas duas Casas do Leg­isla­ti­vo. A Câmara votou o tex­to na segun­da-feira e o Sena­do, ontem.

No encon­tro, Lula agrade­ceu a aprovação ráp­i­da pelos par­la­mentares do decre­to de inter­venção e a cober­tu­ra da impren­sa. Lula disse que os atos ter­ror­is­tas foram ação de um grupo de “alo­pra­dos” que não quer aceitar a urna eletrôni­ca.

“Eu pen­so que o que acon­te­ceu aqui, eu não gostaria de pen­sar em um golpe, até gostaria de pen­sar em uma coisa menor, quem sabe um grupo de pes­soas alo­pradas que ain­da não enten­der­am que a eleição acabou. Que ain­da não quer aceitar que a urna eletrôni­ca é pos­sivel­mente o mod­e­lo eleitoral mais per­feito que a gente tem em todos os país­es do mun­do”, disse o pres­i­dente.

Lula falou tam­bém sobre os atos de van­dal­is­mo ao sis­tema elétri­co do país. “Aqui­lo foi um ato de van­dal­is­mo tam­bém, um ato de ban­di­dos porque os cabos de aço foram fer­ra­dos. Sig­nifi­ca que proposi­tal­mente alguém cor­tou os cabos das duas tor­res grandes. Já tin­ha acon­te­ci­do no final do ano em Rondô­nia, da Eletronorte, que tin­ha sido der­ruba­da. Ou seja, obvi­a­mente que nós vamos inves­ti­gar, esta­mos ten­tan­do desco­brir”, disse.

“O que vocês estão fazen­do com esse decre­to é dizen­do que a gente tem que punir. Quem não quer respeitar a lei a gente tem que punir. Quem não quer respeitar a ordem democráti­ca tão difi­cil­mente alcança­da por nós a par­tir da Con­sti­tu­ição de 88”, afir­mou o pres­i­dente. “Qual­quer gesto que con­trarie a democ­ra­cia brasileira será punido den­tro daqui­lo que a lei per­mite punir. Todo mun­do, todo mun­do terá dire­ito de se defend­er, todo mun­do terá dire­ito a pro­va da inocên­cia, mas todo mun­do será punido”, afir­mou.

O pres­i­dente da Câmara afir­mou que a aprovação da inter­venção demon­stra uma unidade da Fed­er­ação em defe­sa da democ­ra­cia e o decre­to foi necessário para com­bat­er os atos de van­dal­is­mo e de ofen­sa à Con­sti­tu­ição.

“O ato de entre­ga do Pro­je­to de Decre­to Leg­isla­ti­vo cumpre o rito democráti­co, legal e con­sti­tu­cional que por cer­to tomarão rumo com diál­o­go e firmeza na defe­sa da democ­ra­cia”, afir­mou Lira.

Para Vital do Rego o decre­to mostra unidade do País no com­bate aos atos ter­ror­is­tas. “Demon­stra a sol­i­dariedade das 27 unidades que troux­er­am apoio e se dis­ser­am indig­na­dos com os atos per­pe­tra­dos por aque­les que imag­i­navam abalar nos­sas pilas­tras insti­tu­cionais”, disse.

O líder do gov­er­no no Con­gres­so, senador Ran­dolfe Rodrigues, disse que no domin­go ocor­reu um ataque à democ­ra­cia e ao povo brasileiro e os golpis­tas serão punidos com a força da lei.  Segun­do Rodrigues, o ato rep­re­sen­ta a man­i­fes­tação inequívo­ca do Con­gres­so Nacional de que o ter­ror não terá lugar no país.

“Ao fas­cis­mo e ao ter­ror só cabe na história uma posição: a posição do com­bate, do enfrenta­men­to”, disse o senador. “Cada um dos ter­ror­is­tas, este­jam eles onde estiverem, usem ou não broche par­la­men­tar, usem ou não toga, usem ou não far­da, este­ja onde estiv­er, seja quem for, ten­ho certeza que aque­les democ­ratas do país lid­er­a­dos pelo pres­i­dente Lula rea­girão para defend­er a nação ata­ca­da e para defend­er a democ­ra­cia”.

Edição: Aline Leal

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