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Dino determina inquérito para apurar genocídio em território Yanomami

Repro­dução: Repro­dução: © Val­ter Campanato/Agência Brasil

Crimes ambientais também serão alvo da investigação


Pub­li­ca­do em 21/01/2023 — 17:48 Por Andréia Verdélio — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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O min­istro da Justiça e Segu­rança Públi­ca, Flávio Dino, vai deter­mi­nar aber­tu­ra de inquéri­to poli­cial para apu­rar o crime de genocí­dio e crimes ambi­en­tais na Ter­ra Indí­ge­na Yanoma­mi, em Roraima. Dino inte­grou a comi­ti­va do pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, que esteve hoje (21) em Boa Vista e viu de per­to a crise san­itária que atinge os indí­ge­nas, víti­mas de desnu­trição e out­ras doenças.

A par­tir de segun­da-feira (23), a Polí­cia Fed­er­al estará à frente das inves­ti­gações para apu­rar as respon­s­abil­i­dades pela situ­ação dos indí­ge­nas. Para Dino, “há fortes indí­cios de crime de genocí­dio” diante dos “sofri­men­tos crim­i­nosos impos­tos aos yanoma­mi”.

A ter­ra indí­ge­na Yanoma­mi é a maior do país, em exten­são ter­ri­to­r­i­al, e sofre com a invasão de garimpeiros. A con­t­a­m­i­nação da ter­ra e da água pelo mer­cúrio uti­liza­do no garim­po impacta na disponi­bil­i­dade de ali­men­to nas comu­nidades.

A situ­ação de con­t­a­m­i­nação e fome já lev­ou à morte 570 cri­anças nos últi­mos anos, sendo que 505 tin­ham menos de 1 ano. Além dis­so, em 2022 foram con­fir­ma­dos 11.530 casos de malária na região do Dis­tri­to San­itário Espe­cial Indí­ge­na Yanoma­mi. As faixas etárias mais afe­tadas estão entre os maiores de 50 anos, seguidas pelas faixas de 18 a 49 anos e de 5 a 11 anos.

Em entre­vista à impren­sa, Lula se com­pro­m­e­teu a com­bat­er as ile­gal­i­dades nas ter­ras indí­ge­nas e criti­cou o gov­er­no ante­ri­or pela desatenção aos povos da região.

A min­is­tra dos Povos Indí­ge­nas, Sonia Gua­ja­jara tam­bém cobrou respon­s­abi­liza­ção. “Nós viemos aqui nes­sa comi­ti­va para con­statar essa situ­ação e tam­bém tomar todas as medi­das cabíveis para a gente resolver esse prob­le­ma. Pre­cisamos respon­s­abi­lizar a gestão ante­ri­or por ter per­mi­ti­do que essa situ­ação se agravasse ao pon­to de chegar aqui e a gente encon­trar adul­tos com peso de cri­ança e cri­anças numa situ­ação de pele e osso”, disse em entre­vista à impren­sa.

Além de Dino e Gua­ja­jara, inte­graram a comi­ti­va os min­istros da Saúde, Nisia Trindade; do Desen­volvi­men­to e Assistên­cia Social, Família e Com­bate à Fome, Welling­ton Dias; dos Dire­itos Humanos e Cidada­nia, Sil­vio Almei­da; Sec­re­taria-Ger­al da Presidên­cia, Mar­cio Macê­do; e do Gabi­nete de Segu­rança Insti­tu­cional, gen­er­al Gonçalves Dias, além da primeira-dama Jan­ja Sil­va, entre out­ras autori­dades.

Edição: Clau­dia Fel­czak

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