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Fiocruz lança edital para construção do maior complexo de biofármacos

O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma durante cerimônia de divulgação do edital de licitação do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde-CIBS, na Fiocruz.
© Tomaz Silva/Agência Brasil (Repro­dução)

Os investidores vão ter 120 dias para elaborarem as propostas


Pub­li­ca­do em 05/02/2021 — 18:55 Por Viní­cius Lis­boa — Rio de Janeiro

O Min­istério da Saúde e a Fun­dação Oswal­do Cruz (Fiocruz) pub­licaram hoje (5) o edi­tal de lic­i­tação para a con­tratação de investi­dores inter­es­sa­dos na con­strução do novo Com­plexo Indus­tri­al de Biotec­nolo­gia em Saúde (CIBS), em San­ta Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. O empreendi­men­to tem o iní­cio de sua oper­ação com­er­cial pre­vis­to para 2025 e vai qua­dru­plicar a capaci­dade de pro­dução de vaci­nas e biofár­ma­cos do Insti­tu­to de Tec­nolo­gia em Imuno­bi­ológi­cos da Fun­dação Oswal­do Cruz (Bio-Man­guin­hos/­Fiocruz). 

A par­tir do lança­men­to do edi­tal, os poten­ci­ais investi­dores terão 120 dias para estu­darem o pro­je­to e elab­o­rarem suas pro­postas. A con­strução se dará por uma modal­i­dade chama­da  Built to Suit, em que os investi­dores pri­va­dos rece­berão na for­ma de aluguel, com rever­são do patrimônio após o pra­zo de 15 anos. O inves­ti­men­to é da ordem de R$ 3,4 bil­hões, e o aluguel men­sal não poderá ultra­pas­sar 1% do finan­cia­men­to.

A con­strução deve ger­ar de 5 mil empre­gos dire­tos, e a oper­ação do empreendi­men­to vai empre­gar 1,5 mil tra­bal­hadores. Quan­do estiv­er em pleno fun­ciona­men­to, o com­plexo poderá pro­duzir 120 mil­hões de fras­cos de vaci­nas e biofár­ma­cos por ano, poden­do ultra­pas­sar 600 mil­hões de dos­es anu­ais.

O lança­men­to do edi­tal foi cel­e­bra­do em uma cer­imô­nia na Fun­dação Oswal­do Cruz, da qual par­ticipou o min­istro da saúde, Eduar­do Pazuel­lo, a rep­re­sen­tante da Orga­ni­za­ção Pan-Amer­i­cana de Saúde (OPAS) no Brasil, Socor­ro Gross, a pres­i­dente da Fiocruz, Nísia Trindade, e o dire­tor de Bio-Man­guin­hos, Mauri­cio Zuma.

O min­istro afir­mou que o pro­je­to reforça o lega­do de 120 anos da Fiocruz e desta­cou que as vaci­nas que serão pro­duzi­das no com­plexo sal­varão vidas não ape­nas no Brasil, mas na Améri­ca Lati­na. “O Min­istério da Saúde tem orgul­ho hoje de lançar jun­to com a Fiocruz o maior com­plexo indus­tri­al de biotec­nolo­gia em saúde da Améri­ca Lati­na. Isso é muito impor­tante, e se havia dúvi­das dessa importân­cia, a pan­demia de covid-19 tirou essa dúvi­da”.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello durante cerimônia de divulgação do edital de licitação do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde-CIBS, na Fiocruz.
O min­istro da Saúde, Eduar­do Pazuel­lo durante cer­imô­nia de divul­gação do edi­tal de lic­i­tação do Com­plexo Indus­tri­al de Biotec­nolo­gia em Saúde-CIBS, na Fiocruz. — Tomaz Silva/Agência Brasil (Repro­dução)

Um dos respon­sáveis pelo pro­je­to, o dire­tor de Bio-Man­guin­hos expli­cou que o com­plexo indus­tri­al é impor­tante para reduzir a dependên­cia do Brasil de vaci­nas impor­tadas, que cor­re­spon­der­am a 45% das dos­es adquiri­das pelo Pro­gra­ma Nacional de Imu­niza­ções em 2020. “Esse pro­je­to rep­re­sen­ta a garan­tia de sus­tentabil­i­dade do PNI nas próx­i­mas décadas”, disse ele, que ressaltou out­ras van­ta­gens, como o for­t­alec­i­men­to da indús­tria nacional e o desen­volvi­men­to da zona oeste do Rio de Janeiro.

Zuma expli­cou que cer­ca de R$ 1 bil­hão já foi des­ti­na­do a fas­es ini­ci­ais do pro­je­to, como a ter­ra­plan­agem do ter­reno, o estaque­a­men­to, com­pen­sação ambi­en­tal e a elab­o­ração de pro­je­tos con­ceitu­al, bási­co e exec­u­ti­vo. Além dis­so, já foram adquiri­dos equipa­men­tos grandes que serão usa­dos nas plan­tas indus­tri­ais, vis­to que ess­es itens tem fab­ri­cação demor­a­da e pre­cisam ser insta­l­a­dos antes do fechamen­to dos pré­dios.

Para a pres­i­dente da Fiocruz, Nísia Trindade, a pan­demia de covid-19 fez os país­es repen­sarem a opção de impor­tar bens essen­ci­ais de saúde.

“É o momen­to de pen­sar­mos jun­to com esse com­plexo uma grande agen­da de ciên­cia e tec­nolo­gia para o nos­so país no cam­po da saúde, que coloque a autono­mia e o inves­ti­men­to em ciên­cia não como um cus­to, mas como um um efe­ti­vo inves­ti­men­to no futuro do nos­so país, da nos­sa sobera­nia, do nos­so desen­volvi­men­to social e da saúde dos povos”.

Edição: Clau­dia Fel­czak

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