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Brasil quer atrair empresas de tecnologia do Japão e de Singapura

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Inscrições para o ScaleUp in Brazi vão até junho deste ano


Pub­li­ca­do em 13/03/2022 — 19:40 Por Cami­la Maciel — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

O pro­gra­ma Scale­Up in Brazil, da Agên­cia Brasileira de Pro­moção de Expor­tações e Inves­ti­men­tos (ApexBrasil), recebe inscrições até jun­ho deste ano de empre­sas do Japão e de Sin­ga­pu­ra que queiram abrir negó­cio no país. A ideia é atrair empre­sas de alta tec­nolo­gia que ten­ham inter­esse em escalar a ven­da dos seus pro­du­tos ou soluções. De acor­do com a agên­cia, as dimen­sões e poten­cial­i­dades do mer­ca­do con­sum­i­dor do Brasil são um atra­ti­vo para empresários estrangeiros.

“O obje­ti­vo não é que elas ven­ham expor­tar os seus pro­du­tos e serviços aqui para que o mer­ca­do brasileiro adquira. O obje­ti­vo é que elas real­mente ven­ham se insta­lar aqui”, apon­ta Hele­na Bon­na Brandão, Coor­de­nado­ra de Inves­ti­men­tos da ApexBrasil. Ela expli­ca que a bus­ca é por país­es pequenos que são con­heci­dos como Start­up Nations e que estão ran­quea­d­os no Índice de Ino­vação Glob­al.

Esta é a ter­ceira edição do pro­gra­ma. Segun­do a ApexBrasil, a ini­cia­ti­va já trouxe US$ 9,9 mil­hões de inves­ti­men­tos de empre­sas israe­lens­es. Entre elas, está a AgroScout, que pres­ta serviços de mon­i­tora­men­to por drones para pro­du­tores e com­pan­hias ded­i­cadas à pro­teção de plan­tios. O Scale­Up in Brazil é feito em parce­ria com a Asso­ci­ação Brasileira de Pri­vate Equi­ty e Ven­ture Cap­i­tal (ABVCAP) e da Israel Trade & Invest­ment Brazil (IT&I).

Na primeira fase, os sele­ciona­dos vão ter uma visão ampla do mer­ca­do brasileiro, por exem­p­lo, reg­u­lação para abrir um negó­cio, sis­tema bancário, entre out­ras infor­mações. O pas­so seguinte é um ciclo de imer­são pres­en­cial no Brasil, segui­do por um perío­do de ajustes e reestru­tu­rações. Todo o proces­so dura 18 meses e inclui tam­bém encon­tros e rodadas de nego­ci­ação com pos­síveis clientes e investi­dores. Os par­tic­i­pantes tam­bém recebem con­sul­to­rias sobre adap­tações do pro­du­to, serviço ou solução.

“É um pro­gra­ma de acel­er­ação. Uma vez ela insta­l­a­da aqui no país, ela vai traz­er ino­vação, vai suprir um gap de neces­si­dades da cadeia brasileira de tec­nolo­gia. Vai ger­ar novos empre­gos, vai traz­er novas opor­tu­nidades de negó­cios, vai traz­er tam­bém ger­ação de ren­da, recol­hi­men­to de impos­tos para o gov­er­no, já que é uma nova empre­sa. Então ela se tor­na uma empre­sa brasileira. Esse é o obje­ti­vo do pro­gra­ma”, pon­tua a coor­de­nado­ra da ApexBrasil.

Hele­na desta­ca que essa ambi­en­tação e apoio ao empresário estrangeiro é fun­da­men­tal. “O Brasil é um mer­ca­do, um país, muito grande, com especi­fi­ci­dades que não exis­tem em out­ros país­es. Por exem­p­lo, o próprio sis­tema trib­utário brasileiro, que é bem com­plexo. Exis­tem trib­u­tos munic­i­pais, fed­erais, estad­u­ais, trib­u­tos apli­ca­dos a serviços, a pro­du­tos, e isso para um estrangeiro que quer abrir uma empre­sa aqui no Brasil é muito com­pli­ca­do”, exem­pli­fi­ca.

O primeiro ano do pro­gra­ma fun­cio­nou como um pilo­to com cin­co empre­sas israe­lens­es. A segun­da edição foi total­mente online por con­ta da pan­demia de covid-19 e dela par­tic­i­param dez empre­sas. Na ter­ceira edição, a ideia é aten­der 20 empre­sas. “A gente faz uma seleção bem rig­orosa. A empre­sa real­mente tem que ter inter­esse de inter­na­cional­iza­ção aqui para o país”, desta­ca Hele­na.

Edição: Valéria Aguiar

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