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Casos de Síndrome Respiratória Aguda se estabilizam, anuncia Fiocruz

Repro­dução: © Arquivo/Gilberto Marques/Governo do Esta­do de São Paulo

Entre crianças e adolescentes há tendência de queda


Pub­li­ca­do em 11/02/2022 — 18:44 Por Vladimir Platonow Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Os casos de Sín­drome Res­pi­ratória Agu­da Grave (SRAG) estão apre­sen­tan­do sinal de inter­rupção da tendên­cia de cresci­men­to no país, emb­o­ra alguns esta­dos ain­da demon­strem cresci­men­to. A infor­mação foi divul­ga­da nes­ta sex­ta-feira (11), no Rio de Janeiro, no Bole­tim Info­Gripe, da Fun­dação Oswal­do Cruz (Fiocruz).

A pub­li­cação é da sem­ana epi­demi­ológ­i­ca (SE) 5, de 30 de janeiro a 5 de fevereiro, e tem como base os dados inseri­dos no Sivep­Gripe até 31 de janeiro. Ele indi­ca que, nas últi­mas qua­tro sem­anas epi­demi­ológ­i­cas, os casos de covid-19 rep­re­sen­tam a maio­r­ia das ocor­rên­cias de SRAG, com a pro­porção de 87,4% de Sars-CoV­‑2 den­tre os casos pos­i­tivos, enquan­to se reg­istrou 3,9% influen­za A, 0,1% influen­za B e 1,4% vírus sin­ci­cial res­pi­ratório.

Em relação à evolução dos casos e óbitos de Sín­drome Res­pi­ratória Agu­da Grave, o bole­tim apon­ta um cenário nacional de inter­rupção do cresci­men­to em todas as faixas etárias da pop­u­lação adul­ta. Na faixa etária de 20 a 29 anos, que já havia ini­ci­a­do proces­so de que­da no iní­cio de janeiro, obser­va-se pos­sív­el inter­rupção na tendên­cia de que­da. Entre cri­anças e ado­les­centes (0 — 17 anos) ver­i­fi­ca-se manutenção da tendên­cia de que­da ini­ci­a­da na vira­da do ano.

Gripe

Segun­do a Fiocruz, nos casos asso­ci­a­dos a out­ros vírus res­pi­ratórios nota-se um aumen­to sig­ni­fica­ti­vo de ocor­rên­cias asso­ci­adas ao vírus influen­za A (gripe) no fim de novem­bro e ao lon­go de dezem­bro, ten­do inclu­sive super­a­do os reg­istros de covid-19 em algu­mas sem­anas.

“Emb­o­ra os dados asso­ci­a­dos às últi­mas sem­anas ain­da sejam par­ci­ais, há indí­cios de que a epi­demia de influen­za já ten­ha retor­na­do a vol­umes basais, pós-epidêmi­cos, ten­do atingi­do o pico de casos nas últi­mas sem­anas de dezem­bro, emb­o­ra a situ­ação de cada esta­do seja ligeira­mente dis­tin­ta para cada ter­ritório.

Em relação à pan­demia, os dados rel­a­tivos ao final de dezem­bro e primeira sem­ana de janeiro apon­tam para a retoma­da do cenário de pre­domínio da covid-19 e manutenção do cresci­men­to até o momen­to em alguns esta­dos, porém, já com sinal de inter­rupção no agre­ga­do nacional, indi­ca o bole­tim.

Estados

A análise indi­ca, ain­da, que 15 das 27 unidades fed­er­a­ti­vas apre­sen­tam sinal de cresci­men­to na tendên­cia de lon­go pra­zo (últi­mas seis sem­anas) até a sem­ana epi­demi­ológ­i­ca 5: Acre, Alagoas, Ama­zonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraí­ba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e San­ta Cata­ri­na.

Out­ros cin­co esta­dos têm sinal de cresci­men­to ape­nas na tendên­cia de cur­to pra­zo (últi­mas três sem­anas): Amapá, Maran­hão, Pará, Per­nam­bu­co e Rondô­nia.

Na Bahia, Ceará, Dis­tri­to Fed­er­al, Espíri­to San­to, Maran­hão, Per­nam­bu­co, Sergipe e São Paulo obser­va-se sinal de que­da na tendên­cia de lon­go pra­zo, sendo que no Ceará e em São Paulo tam­bém há sinal de que­da na tendên­cia de cur­to pra­zo.

No Maran­hão e em Per­nam­bu­co, a tendên­cia de cur­to pra­zo apon­ta nív­el mod­er­a­do de cresci­men­to. As infor­mações com­ple­tas do bole­tim podem ser aces­sadas na pági­na da Fiocruz.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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