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CNU ocorre sem problemas e 80% dos candidatos comparecem à prova

Resultado preliminar sai em 23 de janeiro

Lucas Pordeus León — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 07/12/2025 — 20:25
Brasília
Brasília (DF), 07/12/2025 - A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, durante entrevista coletiva e apresentação do balanço da aplicação das provas discursivas do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

A pro­va dis­cur­si­va da segun­da edição do Con­cur­so Públi­co Nacional Unifi­ca­do (CNU 2025) foi apli­ca­da neste domin­go (7) para 42 mil can­didatos em 228 municí­pios. O cer­tame ofer­ece 3.652 vagas para 32 órgãos públi­cos. 

Do total de inscritos, 80% com­pare­ce­r­am às provas, sendo de 20% a abstenção total do CNU 2025, ou seja, 8,5 mil can­didatos que pas­saram na primeira pro­va não com­pare­ce­r­am à dis­cur­si­va. Na primeira eta­pa do con­cur­so, em setem­bro, a ausên­cia foi de 42,8%.

Os resul­ta­dos pre­lim­inares com o espel­ho da cor­reção da pro­va de hoje serão pub­li­ca­dos no dia 23 de janeiro. Os recur­sos poderão ser apre­sen­ta­dos entre 26 e 27 de janeiro.

A lista dos aprova­dos está pre­vista para ser pub­li­ca­da no dia 20 de fevereiro.

Em entre­vista cole­ti­va, após o final da pro­va em Brasília, a min­is­tra da Gestão e Ino­vação (MGI), Esther Dweck, comem­o­rou o suces­so na apli­cação do exame.

“As provas chegaram nos locais sem nen­hu­ma inter­cor­rên­cia. Tudo ocor­reu muito tran­quil­a­mente. E a gente vai poder começar a cor­reção em breve. A tran­quil­i­dade é fru­to jus­ta­mente de um plane­ja­men­to”, disse Esther.

As maiores abstenções foram reg­istradas no Acre (27%), Ama­zonas (26%), Espíri­to San­to (26%), em Rondô­nia (26%) e San­ta Cata­ri­na (26%). Os esta­dos com o menor nív­el de abstenção foram o Dis­tri­to Fed­er­al (15%), Piauí (17%) e Rio Grande do Sul (17%).

“Essa pre­visão [de abstenção] está den­tro do esper­a­do para um con­cur­so que tem duas provas. Foi uma abstenção bem menor do que no CPNU 1 e bem abaixo da média dos con­cur­sos em ger­al. Então, a gente ficou muito feliz porque isso reforça a con­sol­i­dação de um mod­e­lo de con­cur­so”, com­ple­tou a min­is­tra.

Ao todo, entre 2023 e 2026, o gov­er­no fed­er­al terá con­vo­ca­do 22 mil pes­soas para a admin­is­tração públi­ca, excluin­do as uni­ver­si­dades e os insti­tu­tos fed­erais, que têm a ren­o­vação das vagas fei­ta pelo Min­istério da Edu­cação (MEC).

A min­is­tra Esther Dweck recon­heceu que o total de chama­dos durante esse ter­ceiro manda­to do pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va está aquém do necessário uma vez que, em dez anos, cer­ca de 180 mil servi­dores deixaram o serviço públi­co.

Mes­mo assim, ela pon­der­ou que as 22 mil vagas preenchi­das no atu­al gov­er­no for­t­ale­cem o setor.

“Quan­do o pres­i­dente Lula voltou no seu ter­ceiro manda­to, a gente obser­vou cer­ta inca­paci­dade do Esta­do brasileiro de faz­er políti­cas públi­cas. Não só [por causa] da carên­cia de pes­soas, mas a própria carên­cia de instru­men­tos e de von­tade políti­ca na con­dução de políti­cas públi­cas. A gente está retoman­do isso. O min­istério foi cri­a­do com o obje­ti­vo de recu­per­ar as capaci­dades do Esta­do brasileiro”, expli­cou.

O MGI esti­ma que, nos próx­i­mos 10 anos, a União deve perder 180 mil servi­dores que vão se aposen­tar. Esther avaliou que o ide­al, seria um Con­cur­so Públi­co Nacional Unifi­ca­do a cada dois anos.

“Des­de que a gente pen­sou [o CPNU], ele dev­e­ria ser, no mín­i­mo, a cada dois anos. Sem­pre vejo o mod­e­lo do Ita­ma­raty como ide­al, que é uma entra­da de pou­ca gente todo ano. É muito bom para a admin­is­tração públi­ca ter cer­ta pre­vis­i­bil­i­dade. Está sem­pre entran­do gente nova, não ter descon­tinuidade”, comen­tou.

Mulheres

A maio­r­ia dos clas­si­fi­ca­dos para essa 2ª eta­pa do CPNU foi de mul­heres, que rep­re­sen­taram 57,1% do total de inscritos, sendo 42% de home­ns. A min­is­tra Esther Dweck afir­mou que essa difer­ença ocor­reu por causa da políti­ca de equiparação de gênero entre a 1ª e 2º fase do con­cur­so.

A equiparação obri­ga que, sem­pre que há um número maior de home­ns para uma deter­mi­na­da pro­va, o MGI con­voque mais mul­heres para igualar o número de can­didatos de ambos os gêneros.

“Se não hou­vesse equiparação, em vez de 57% de mul­heres e 42,9% de home­ns, a gente teria tido 50% de home­ns e 49% de mul­heres. Então, a pro­porção seria bem difer­ente”, comen­tou.

Próximas prazos do CNU 2025

De 8 a 17 de dezem­bro – perío­do para car­ac­ter­i­za­ção de defi­ciên­cia e con­fir­mação e ver­i­fi­cação das vagas de pes­soas negras, indí­ge­nas e quilom­bo­las.

8 de janeiro – resul­ta­do pre­lim­i­nar de avali­ação de títu­los.

9 a 12 de janeiro – Pra­zo de recur­so para avali­ação de títu­los

15 de janeiro – resul­ta­do pre­lim­i­nar das ban­cas de avali­ação de autode­clar­ação para pes­soas negras, indí­ge­nas e quilom­bo­las.

16 a 19 de janeiro – Pra­zo de recur­so da avali­ação de pes­soas negras, indí­ge­nas e quilom­bo­las e de car­ac­ter­i­za­ção de pes­soa com defi­ciên­cia.

23 de janeiro – nota pre­lim­i­nar da pro­va dis­cur­si­va e divul­gação do espel­ho de cor­reção.

26 e 27 de janeiro – Pra­zo para recur­sos da pro­va dis­cur­si­va.

20 de fevereiro – pub­li­cação da lista dos aprova­dos de vagas ime­di­atas e lista de espera. Iní­cio do proces­so de três chamadas.

16 de março – data final após as três chamadas e iní­cio das con­vo­cações para os cur­sos de for­mação ou para posse.

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