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Crimes na web contra crianças se modernizaram, dizem especialistas

Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal Jr / Agên­cia Brasil

Central da ONG Safernet recebeu mais de 111 mil denúncias em 2022


Pub­li­ca­do em 07/02/2023 — 16:06 Por Lety­cia Bond — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

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Em 2022, o Brasil total­i­zou 111.929 denún­cias de armazena­men­to, divul­gação e pro­dução de ima­gens de abu­so e explo­ração sex­u­al infan­til, encam­in­hadas à orga­ni­za­ção não gov­er­na­men­tal Safer­net. O dado foi divul­ga­do hoje (7), pela enti­dade, que real­iza even­to para mar­car o lança­men­to do bal­anço, com autori­dades no assun­to, na cap­i­tal paulista.

Em 2021, o número foi 9,9% menor. Naque­le ano, a cen­tral rece­beu 101.833 noti­fi­cações desse tipo de crime.

Para a procu­rado­ra da Repúbli­ca Priscila Cos­ta Schrein­er, que inte­gra um grupo de com­bate a crimes cibernéti­cos do Min­istério Públi­co Fed­er­al, além do aumen­to nas denún­cias, o que se obser­va é tam­bém uma evolução das fer­ra­men­tas usadas pelos crim­i­nosos. Isso tem feito com que equipes espe­cial­izadas no enfrenta­men­to busquem se atu­alizar.

Priscila pon­tu­ou, ain­da, que o aumen­to de vio­lações a cri­ança acom­pan­ha um cresci­men­to quan­to à con­sci­en­ti­za­ção sobre a importân­cia de comu­nicá-las. “O mun­do do crime se mod­ern­iza, se mod­ern­iza com muito mais veloci­dade den­tro da inter­net”, com­ple­men­tou.

A pesquisado­ra Jes­si­ca Tay­lor Piotrows­ki, docente da Uni­ver­si­dade de Ams­ter­dam, disse que, atual­mente, medi­das como a restrição de idade não têm mais adi­anta­do, soz­in­has. Tal questão tam­bém foi lev­an­ta­da pela pesquisado­ra Ver­i­ety McIn­tosh, espe­cial­ista em real­i­dade vir­tu­al.

Em sua apre­sen­tação, Jes­si­ca ressaltou que a inter­net tem, hoje, um grau maior de com­plex­i­dade e que há recur­sos que as cri­anças ain­da não com­preen­dem em sua total­i­dade. Como exem­p­lo, a docente citou a inteligên­cia arti­fi­cial, algo rev­e­la­do por um estu­do de que par­ticipou.

Sobre os riscos a que as cri­anças estão sujeitas, ao aces­sar a inter­net, Jes­si­ca pon­tu­ou aspec­tos que tam­bém podem per­si­s­tir na vida adul­ta, como a pornografia infan­til, transtornos ali­menta­res, a desin­for­mação e a FOMO, sigla que, em inglês, resume a ideia de “medo de perder algo/algum acon­tec­i­men­to impor­tante”. “Hoje, as pes­soas têm uma hora a menos de sono, para ficar usan­do os dis­pos­i­tivos”, disse.

Edição: Valéria Aguiar

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