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Fiocruz identifica subvariantes mais transmissíveis da Ômicron

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Os dados são computados semanalmente


Pub­li­ca­do em 13/06/2022 — 17:08 Por Mar­i­ana Tokar­nia — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

A Fun­dação Oswal­do Cruz (Fiocruz) iden­ti­fi­cou, por análise genômi­ca, a sub­sti­tu­ição da lin­hagem BA.1 da covid-19 pela lin­hagem BA.2 nas amostras anal­isadas entre 20 de maio e 2 de jun­ho. Ambas são sub­vari­antes da Ômi­cron. Além dis­so, a Fiocruz iden­ti­fi­cou, no perío­do, o aumen­to na detecção entre os meses de maio e jun­ho das lin­hagens BA.4, BA.5 e BA.2.12.1, que têm car­ac­terís­ti­cas genômi­cas que podem levar a uma maior trans­mis­si­bil­i­dade viral.

Os dados são com­puta­dos sem­anal­mente na Rede de Platafor­mas Tec­nológ­i­cas com a obtenção de dados da Platafor­ma Epi­CoV da Glob­al Ini­tia­tive on Shar­ing All Influen­za Data (Gisaid), uma platafor­ma inter­na­cional para com­par­til­hamen­to de dados genômi­cos dos vírus de influen­za e Sars-CoV­‑2.

A atu­al­iza­ção da Rede Genômi­ca Fiocruz mostra a car­ac­ter­i­za­ção genômi­ca de sete casos con­fir­ma­dos por RT-PCR de coin­fecção pelos vírus Sars-CoV­‑2 e influen­za e ain­da 69 casos de rein­fecção, 48 dos quais asso­ci­a­dos à rein­fecção pela Ômi­cron.

A vari­ante BA.1 foi a respon­sáv­el pelo sur­to da covid no país ocor­ri­do entre dezem­bro de 2021 e janeiro de 2022. A BA.2 têm gan­hado espaço não ape­nas no Brasil como em out­ros país­es. As cepas BA.4 e BA.5 pare­cem se espal­har ain­da mais rápi­do do que as mutações ante­ri­ores da Ômi­cron.

A Rede Genômi­ca Fiocruz já pro­duz­iu e envi­ou para as vig­ilân­cias e lab­o­ratórios estad­u­ais um total de 709 relatórios, que con­tin­ham 45.657 geno­mas. O tra­bal­ho é feito pelo Lab­o­ratório de Vírus Res­pi­ratórios e Saram­po do Insti­tu­to Oswal­do Cruz (IOC/Fiocruz), no Rio de Janeiro, e os lab­o­ratórios inte­grantes da Rede Genômi­ca Fiocruz em out­ros sete esta­dos: Ama­zonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Piauí, Paraná e Per­nam­bu­co. Ess­es oito cen­tros de mon­i­tora­men­to aten­dem aos 26 esta­dos e ao Dis­tri­to Fed­er­al.

Até o momen­to, a Orga­ni­za­ção Mundi­al da Saúde (OMS) recon­heceu dez vari­antes de mon­i­tora­men­to pri­or­itário, clas­sifi­cadas em qua­tro cat­e­go­rias: vari­antes de pre­ocu­pação (VOC), vari­antes de inter­esse (VOI), vari­antes sob mon­i­tora­men­to (VUM) e lin­hagens de vari­antes de pre­ocu­pação sob mon­i­tora­men­to (VOC-LUM). Estão em cir­cu­lação ape­nas as VOCs Ômi­cron e Delta.

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