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LinkedIn passa a permitir anúncio de vagas com políticas afirmativas

Repro­dução: © Repro­dução linked in

Decisão vem após questionamento do Procon e do MPF


Pub­li­ca­do em 30/03/2022 — 15:30 Por Daniel Mel­lo – Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Após rece­ber ques­tion­a­men­tos do Pro­con de São Paulo e do Min­istério Públi­co Fed­er­al (MPF), a platafor­ma LinkedIn mudou a políti­ca que não per­mi­tia anún­cio de vagas de emprego com políti­cas afir­ma­ti­vas.

“No Brasil, ago­ra são per­mi­ti­das vagas afir­ma­ti­vas, inclu­sive para pes­soas negras e indí­ge­nas”, diz o comu­ni­ca­do da rede social que tem como foco o mer­ca­do de tra­bal­ho, com per­fis de profis­sion­ais, empre­sas e divul­gação de opor­tu­nidades.

A platafor­ma havia excluí­do um anún­cio de uma vaga de emprego, feito pelo Cen­tro de Análise da Liber­dade e do Autori­taris­mo (Laut), em que seria dada prefer­ên­cia a can­didatos negros e indí­ge­nas. Na ocasião, o LinkedIn disse, pelo Twit­ter, que as ofer­tas não dev­e­ri­am especi­ficar “prefer­ên­cias ou req­ui­si­tos rela­ciona­dos a car­ac­terís­ti­cas indi­vid­u­ais, como idade, sexo, religião, etnia, raça ou ori­en­tação sex­u­al”.

O MPF con­sider­ou que a medi­da con­trari­a­va os esforços para inclusão de gru­pos que sofr­eram vio­lên­cias históri­c­as no Brasil. “No âmbito públi­co, é obri­gação con­sti­tu­cional do Esta­do pro­mover as ações afir­ma­ti­vas, como as cotas nas uni­ver­si­dades públi­cas. Já no setor pri­va­do, não há obri­ga­to­riedade, mas é cada vez maior o número de empre­sas que ado­tam medi­das inclu­si­vas”, disse a procu­rado­ria em nota divul­ga­da na sem­ana pas­sa­da.

Novo posicionamento

Em nova man­i­fes­tação, a platafor­ma anun­ciou ter muda­do o posi­ciona­men­to sobre o tema. “Atu­al­izamos nos­sa políti­ca glob­al de anún­cios de vagas para per­mi­tir a divul­gação de pub­li­cações que expressem prefer­ên­cia por profis­sion­ais de gru­pos his­tori­ca­mente des­fa­vore­ci­dos na con­tratação em país­es onde esta práti­ca é con­sid­er­a­da legal”, diz a nota do LinkedIn.

A rede social recon­heceu que a mudança foi moti­va­da pelos ques­tion­a­men­tos rece­bidos de órgãos públi­cos e dos usuários brasileiros.

“No Brasil, ago­ra são per­mi­ti­das vagas afir­ma­ti­vas, inclu­sive para pes­soas negras e indí­ge­nas. Agrade­ce­mos o feed­back que recebe­mos da nos­sa comu­nidade no Brasil. Faz­er a coisa cer­ta é impor­tante e esta­mos com­pro­meti­dos em con­tin­uar apren­den­do e mel­ho­ran­do”, acres­cen­ta o comu­ni­ca­do.

Empresas apoiam mudança

Empre­sas e diver­sos usuários se mostraram sat­is­feitos com a mudança de posi­ciona­men­to do LinkedIn. Em um posi­ciona­men­to con­jun­to, o vare­jista Mag­a­zine Luiza, o Nu Bank e a platafor­ma de entre­ga de refeições Ifood cel­e­braram a nova políti­ca. “Recebe­mos com mui­ta sat­is­fação o posi­ciona­men­to do LinkedIn sobre a atu­al­iza­ção de sua políti­ca glob­al de anún­cios de empre­gos, de for­ma a per­mi­tir a divul­gação de vagas afir­ma­ti­vas de acor­do com a leg­is­lação vigente de cada país”, diz a nota das empre­sas divul­ga­da na própria platafor­ma.

As três empre­sas aproveitaram a opor­tu­nidade para afir­mar que têm com­pro­mis­so em aumen­tar a inclusão no mer­ca­do de tra­bal­ho brasileiro. “Agrade­ce­mos ao LinkedIn pelo diál­o­go dire­to esta­b­ele­ci­do conosco na sem­ana pas­sa­da, quan­do pudemos expor mais dados e detal­h­es sobre os avanços obti­dos por nos­sas empre­sas nos últi­mos tem­pos, uti­lizan­do a platafor­ma para postar vagas afir­ma­ti­vas. Reit­er­amos nos­so com­pro­mis­so e apoio a estas ações, para que empre­sas brasileiras se tornem cada vez mais diver­sas e inclu­si­vas”, acres­cen­ta o comu­ni­ca­do con­jun­to.

A fab­ri­cante de cos­méti­cos Natu­ra tam­bém comem­o­rou a decisão em nota divul­ga­da pelo LinkedIn. “Em um mun­do ain­da pro­fun­da­mente mar­ca­do pela injustiça social, é dessa sen­si­bil­i­dade e cor­agem que pre­cisamos para efe­ti­var as trans­for­mações necessárias que ampliem o aces­so de pop­u­lações his­tori­ca­mente excluí­das do mer­ca­do de tra­bal­ho dig­no”, diz o comu­ni­ca­do da empre­sa.

A com­pan­hia desta­cou ain­da a importân­cia da mobi­liza­ção social em relação ao tema. “A inten­sa mobi­liza­ção social de empre­sas e pes­soas físi­cas para revert­er essa decisão tam­bém nos enche de esper­ança e ates­ta a nos­sa crença de que o aman­hã é cole­ti­vo. Jun­tos, podemos ir muito mais longe”, acres­cen­ta a nota.

Edição: Denise Griesinger

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