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Amamentação ajuda a prevenir câncer de mama e outras doenças

Repo­dução: © Priscila Gomes Nóbrega/Arquivo Pes­soal

Risco de desenvolver tumor cai 4,3% a cada 12 meses de aleitamento


Pub­li­ca­do em 21/08/2021 — 15:55 Por Lud­mil­la Souza — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

O ato de ama­men­tar traz inúmeros bene­fí­cios para o bebê, como a mel­ho­ra nutri­cional, os efeitos pro­te­tores con­tra infecções mais comuns, como a diar­reia e a infecção res­pi­ratória, e ain­da min­i­miza o risco de aler­gias e obesi­dade nas cri­anças. Con­heça mais sobre os bene­fí­cios para as cri­anças na primeira matéria des­ta série de reporta­gens sobre o Agos­to Doura­do, a cam­pan­ha de incen­ti­vo à ama­men­tação.

A ama­men­tação traz grandes van­ta­gens tam­bém para a mãe, como diminuição do risco de câncer de mama, aju­da no pós-par­to, já que o útero se con­trai e vol­ta ao taman­ho nor­mal mais rap­i­da­mente, aumen­ta o fluxo de oci­toci­na, o hor­mônio do amor, evi­tan­do per­das de sangue e ane­mia, além de ter efeito anti­de­pres­si­vo. Cada vez mais, as mul­heres estão se ded­i­can­do a ama­men­tar exclu­si­va­mente até os seis meses de vida, con­forme recomen­dação da Orga­ni­za­ção Mundi­al da Saúde (OMS) e do Min­istério da Saúde.

Segun­do o Estu­do Nacional de Ali­men­tação e Nutrição Infan­til do Min­istério da Saúde, com dados de 2019 e pub­li­ca­do em 2020, os índices de aleita­men­to mater­no estão aumen­tan­do no Brasil e mais da metade das cri­anças brasileiras são ama­men­tadas no primeiro ano de vida, sendo que 45,7% das menores de seis meses recebem somente leite mater­no como ali­men­to. A pesquisa ain­da rev­ela que aumen­tou a taxa de adesão das mul­heres que pro­movem a ama­men­tação exclu­si­va. Os dados mostram que, em 2019, a prevalên­cia foi de 60% no Brasil.

Um estu­do da Orga­ni­za­ção Mundi­al de Saúde com o Fun­do das Nações Unidas para a Infân­cia real­iza­do em 2019, mostrou que as taxas globais de aleita­men­to mater­no per­manecem baixas, com ape­nas 43% dos recém-nasci­dos ini­cian­do o aleita­men­to mater­no den­tro da primeira hora após o par­to e 41% dos bebês com menos de seis meses de idade exclu­si­va­mente ama­men­ta­dos. Emb­o­ra 70% das mul­heres con­tin­uem ama­men­tan­do por pelo menos um ano, as taxas de aleita­men­to mater­no caem para 45% aos dois anos de idade.

A far­ma­cêu­ti­ca Priscila Gomes Nóbre­ga sabe dos bene­fí­cios da ama­men­tação para o seu primeiro fil­ho, o Davi, de 4 meses. “A opção por ama­men­tar foi exclu­si­va­mente pen­san­do no meu fil­ho, em todos os bene­fí­cios da ama­men­tação. Para ser uma cri­ança saudáv­el, tan­to fisi­ca­mente, emo­cional­mente e pelo vín­cu­lo que a ama­men­tação gera”.

“Não é só o Davi que gan­ha. Os bene­fí­cios que ger­am para mim são como uma con­se­quên­cia, a maio­r­ia deles eu desco­bri até depois que já tin­ha ini­ci­a­do a ama­men­tação. Reuni o útil ao agradáv­el, a gente só tem a gan­har, não tem nada que se per­ca com a ama­men­tação. Inclu­sive tem­po e din­heiro a gente gan­ha: o leite está pron­tin­ho, não tem que ficar car­regan­do um monte de mamadeira”, brin­ca Priscila.

Ela com­ple­ta: “com tudo isso não existe uma desvan­tagem na ama­men­tação, um seio racha­do no iní­cio, não é nada em com­para­ção a tudo que pro­por­ciona tan­to para mãe quan­to para a cri­ança”, defende.

Priscila con­ta como super­ou as difi­cul­dades que teve no iní­cio da ama­men­tação. “Meu leite não veio de ime­di­a­to. Tive que colo­car o Davi para ficar sugan­do mes­mo, para estim­u­lar o próprio cor­po. Cheguei a usar oci­toci­na nasal para aju­dar a estim­u­lar a lib­er­ação do leite e quan­do ele começou, eu tive um pouquin­ho de difi­cul­dade com empe­dra­men­to [das mamas], depois que pegou fiquei o primeiro mês com o seio racha­do, com mui­ta dor no iní­cio da ama­men­tação. Mas, essa dor é só no iní­cio, quan­do começa a sug­ar, logo depois, se a mul­her insi­s­tir um pouquin­ho mais, ela vai ver que essa dor vai pas­sar”.

Problemas comuns

A inter­cor­rên­cia mais comum durante a ama­men­tação é a  fis­sura no mami­lo cau­sa­da por posi­ciona­men­to incor­re­to do bebê, anquiloglos­sia (lín­gua pre­sa) ou até mes­mo algu­mas bom­bas extra­toras de leite, expli­ca a gine­col­o­gista, obste­tra e mas­tol­o­gista May­ka Vol­pa­to, mem­bro da Sociedade Brasileira de Mas­tolo­gia de São Paulo.

“Out­ro prob­le­ma comum é a dor mamária que pode ser cau­sa­da pelo exces­so de pro­dução de leite com empe­dra­men­to, infecção fúng­i­ca (can­didíase), dor fun­cional (dor da desci­da do leite), obstrução de duc­to cau­san­do dor local­iza­da, além das alter­ações no mami­lo (eczemas, fis­sur­as, psoríase, aler­gias)”.

Ela ori­en­ta uma avali­ação médi­ca para que inter­venções pre­co­ces sejam real­izadas, evi­tan­do dor crôni­ca e des­mame pre­coce. As ori­en­tações pre­ven­ti­vas são feitas na mater­nidade e incluem avali­ação da mama­da, cor­reção da pega  e avali­ação da lín­gua pelo pedi­atra.

“Já a mas­tite é cau­sa­da pelo trau­ma no mami­lo asso­ci­a­do à estase láctea (cau­sa­da pela hiper­pro­dução láctea ou não esvazi­a­men­to ade­qua­do das mamas). A pre­venção é evi­tar as fis­sur­as e man­ter as mamas esvazi­adas após as mamadas ou orden­ha”, ori­en­ta May­ka.

Acred­i­ta-se que 3% a 20% das mul­heres desen­volvem pelo menos um episó­dio de mas­tite durante o perío­do de ama­men­tação. Na maio­r­ia dos casos, a infla­mação ocorre nos três primeiros meses de aleita­men­to, poden­do ocor­rer em qual­quer fase da ama­men­tação inclu­sive no des­mame.

Esvazi­a­men­to efi­caz e cor­re­to da mama é essen­cial para o suces­so do trata­men­to, expli­ca a médi­ca May­ka Vol­pa­to no arti­go Trata­men­to Mas­tite Lacta­cional . Segun­da ela, “as mães devem ser enco­ra­jadas a ama­men­tar mais fre­quente­mente começan­do pela mama afe­ta­da e sem­pre orden­har (man­ual­mente ou com bom­ba) caso per­maneça leite nas mamas, man­ten­do-as sem­pre esvazi­adas.

“A ama­men­tação deve con­tin­uar fre­quente, por exem­p­lo, ama­men­tar de 8 a 12 vezes por dia, a fim de pro­mover a remoção efe­ti­va do leite. Tam­bém pode extrair o leite do lado afe­ta­do, caso indi­ca­do, e/ou mas­sagear, se tol­er­a­do”, com­ple­ta May­ka.Arte Agência Brasil amamentação

Repro­dução: Arte Agên­cia Brasil ama­men­tação — Daniel Dresch/ Arte Agên­cia Brasil

Prevenção ao câncer de mama

Con­forme dados do Insti­tu­to Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o mais inci­dente em mul­heres no mun­do, com aprox­i­mada­mente 2,3 mil­hões de casos novos esti­ma­dos em 2020, o que rep­re­sen­ta 24,5% dos casos novos por câncer em mul­heres.

É tam­bém a causa mais fre­quente de morte por câncer nes­sa pop­u­lação, com 684.996 óbitos esti­ma­dos para o ano pas­sa­do (15,5% dos óbitos por câncer em mul­heres). No Brasil, excluí­dos os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama tam­bém é o mais inci­dente em mul­heres de todas as regiões, com taxas mais altas no Sul e Sud­este. Para o ano de 2021 foram esti­ma­dos 66.280 casos novos no país, o que rep­re­sen­ta uma taxa de incidên­cia de 43,74 casos por 100 mil mul­heres.

A notí­cia boa vem de um estu­do pub­li­ca­do pela revista cien­tí­fi­ca Lancet em 2002, que envolveu mais de 146 mil mul­heres de 30 país­es, e que esti­ma que o risco de desen­volver o tumor de mama cai 4,3% a cada 12 meses de aleita­men­to.

A mãe de primeira viagem Priscila diz que este é out­ro moti­vo para seguir com a ama­men­tação, a pre­venção ao câncer de mama, mes­mo sem ter o fator hered­itário. “Não ten­ho nen­hum caso de câncer de mama, se tiv­er um é na ances­tral­i­dade, então não ten­ho con­hec­i­men­to. Com a parte pater­na fui ter con­ta­to só depois de adul­ta, então tam­bém não sei. Mas, mes­mo assim, pre­tendo ama­men­tar até pelo menos quan­do o Davi tiv­er dois anos”.

A gine­col­o­gista, obste­tra e mas­tol­o­gista Fer­nan­da Tor­ras expli­ca porque a ama­men­tação aju­da na pre­venção ao câncer de mama. “A ama­men­tação previne o câncer de mama pois durante o proces­so de aleita­men­to, as célu­las dos duc­tos mamários sofrem mat­u­ração e ficam então mais pro­te­gi­das para alter­ações celu­lares que lev­am ao câncer de mama. Além des­ta mat­u­ração dos duc­tos, durante a fase de aleita­men­to a mul­her fica sob escassez do hor­mônio estrogênio que é um fator asso­ci­a­do ao câncer de mama hor­mon­al”.

A médi­ca May­ka Vol­pa­to com­ple­ta a expli­cação da cole­ga, mas chama atenção para um fator impor­tante, a idade da mul­her ao ama­men­tar. “As mul­heres que ges­taram têm mor­tal­i­dade reduzi­da para todos os cânceres e para câncer de mama especi­fi­ca­mente, e em par­tic­u­lar em gravidez em idade pre­coce (menor que 20 anos) e ama­men­tação pro­lon­ga­da. Várias hipóte­ses são lev­an­tadas, de que uma redução no número de célu­las-tron­co mamárias pode levar a uma redução no risco de câncer de mama em mul­heres com fil­hos”.

Além dis­so, a médi­ca com­ple­ta, “a ama­men­tação pro­move a difer­en­ci­ação e mat­u­ração das célu­las mamárias nor­mais,  que podem ser mais resistentes à trans­for­mação em célu­las can­cerí­ge­nas”.

A gine­col­o­gista, obste­tra e mas­tol­o­gista Mar­i­ana Rosário con­cor­da com a cole­ga quan­to à efe­tivi­dade da pre­venção ao câncer de mama para quem ama­men­ta em idade pre­coce.  “A questão do câncer de mama é bem polêmi­ca, porque todos os arti­gos mais atu­ais falam que a ama­men­tação previne o câncer de mama se acon­te­cer antes dos 19 anos. Mas, a questão dessa pro­teção é que a mama só ter­mi­na a sua mat­u­ração quan­do ela vai ama­men­tar, então a mama de uma pes­soa que ain­da não ama­men­tou vai ter célu­las ain­da imat­uras que podem difer­en­ciar e se trans­for­mar em um câncer, esse é o mecan­is­mo colo­ca­do”, detal­ha.

Já os mecan­is­mos biológi­cos através dos quais a ama­men­tação pode reduzir o risco de câncer de ovário ain­da não são bem con­heci­dos, obser­va a médi­ca May­ka Vol­pa­to. “A prin­ci­pal hipótese até o momen­to se baseia na supressão da ovu­lação durante a ama­men­tação, inibindo a divisão e a pro­lif­er­ação celu­lar epitelial e reduzin­do a car­cinogê­nese”.

Prevenção para outras doenças

Além da diminuição do risco de câncer de mama, a ama­men­tação aju­da no pós-par­to, pois aumen­ta o fluxo de oci­toci­na – o hor­mônio do amor, evi­tan­do per­das de sangue e a ane­mia, além de ter efeito anti­de­pres­si­vo.

“A ama­men­tação tam­bém aju­da a pre­venir os proces­sos infla­matórios da mama no pós-par­to como mas­tites, aumen­ta o vín­cu­lo mater­no com o bebê, pre­venin­do depressão pós-par­to e con­tribui para a per­da de peso na mãe, evi­tan­do o sobrepe­so e dis­túr­bios asso­ci­a­dos como coles­terol alto”, pon­tua Fer­nan­da Tor­ras.

A médi­ca May­ka Vol­pa­to acres­cen­ta que a ama­men­tação aux­il­ia na con­tração ute­ri­na e diminuição do san­gra­men­to vagi­nal no pós-par­to, além de colab­o­rar com a involução ute­ri­na — o retorno ao taman­ho pré-gravídi­co. E reforça o papel da ama­men­tação no trata­men­to e pre­venção à obesi­dade e as doenças rela­cionadas.

“Como a ama­men­tação tem um alto gas­to calóri­co, podemos con­sid­er­ar como um fator facil­i­ta­dor para a per­da de peso, com­bate à obesi­dade e con­se­quente­mente ao dia­betes e à hiperten­são”, detal­ha May­ka.

A fal­ta de suple­men­tação de vit­a­m­i­nas durante a ges­tação pode levar a uma ane­mia no pós-par­to, esclarece a gine­col­o­gista Mar­i­ana Rosário. “A ane­mia durante a ama­men­tação acon­tece se a mul­her não fiz­er suple­men­tação durante a ges­tação. Não pode ter ane­mia depois do par­to, isso não é fisi­ológi­co, não é nor­mal, isso é fal­ta de atenção do obste­tra”, obser­va a médi­ca.

“A suple­men­tação é impor­tante porque o leite do bebê vai ser feito com todos os nutri­entes que o cor­po con­sid­er­ar impor­tante para isso. E não impor­ta se essa mãe tem ou não, o cor­po vai uti­lizar a reser­va que ela tem de nutri­entes, então a mãe vai ficar espo­li­a­da [desnu­tri­da] e o leite sem­pre vai ser o mel­hor pos­sív­el para esse bebê”, detal­ha a Mar­i­ana.

A médi­ca Fer­nan­da Tor­ras con­cor­da que o risco da ane­mia pode ocor­rer para quem não tem uma reser­va de vit­a­m­i­nas e min­erais, com o fer­ro, min­er­al impor­tante para a pre­venção da ane­mia. “Após o par­to é comum uma leve que­da da hemo­glo­bi­na pelo san­gra­men­to no par­to, tan­to nor­mal, como cesar­i­ana, e se reser­va de fer­ro for ade­qua­da, há ráp­i­da recu­per­ação. Porém, se a reser­va de fer­ro for insu­fi­ciente, há maior risco de ane­mia no pós-par­to e aleita­men­to”, com­ple­men­ta a espe­cial­ista.

Segun­do Fer­nan­da, a suple­men­tação deve ser real­iza­da na ama­men­tação para garan­tir as reser­vas de fer­ro, “ e ain­da a vit­a­m­i­na B12, cál­cio, Vit­a­m­i­na D, entre out­ros nutri­entes fun­da­men­tais ao bom fun­ciona­men­to do organ­is­mo mater­no, para não deixar a mãe entrar em desnu­trição, com risco de redução da mas­sa mus­cu­lar e da mas­sa óssea, já que a qual­i­dade do leite é sem­pre man­ti­da, mas pode dele­tar o organ­is­mo mater­no”, reforça.

Mitos

Muitas mães ain­da têm medo do efeito que a ama­men­tação pode­ria causar, esteti­ca­mente falan­do, em suas mamas. Existe o mito de que a sucção da cri­ança deixaria as mamas flá­ci­das e caí­das e uma peque­na parcela de mul­heres opta pelas fór­mu­las para evi­tar esse efeito. Esse é um erro de inter­pre­tação, expli­ca a médi­ca Mar­i­ana Rosário:

“As mul­heres que já têm as mamas flá­ci­das real­mente terão o prob­le­ma acen­tu­a­do. Porém, as que não as têm não sofr­erão do prob­le­ma. A mama pode aumen­tar bas­tante, não é a sucção que vai faz­er isso, pode acon­te­cer pelo aumen­to do vol­ume mamário durante a pro­dução de leite. Depois aque­la pele vai ser esti­ca­da e diminuir a pro­dução de leite e pode ter uma cer­ta flacidez. Mas, isso não tem nada a ver com a sucção da cri­ança e tem muitas mul­heres que não acon­tece isso, não é uma regra para todo mun­do”.

Out­ro mito recor­rente é do ‘leite mater­no fra­co’. “Esse é o maior mito que existe!”, aler­ta Mar­i­ana. “O leite mater­no é o úni­co ali­men­to com­ple­to do mun­do, capaz de ser a fonte exclu­si­va de nutri­entes de um ser humano. Há duas situ­ações que lev­am a esse entendi­men­to errô­neo. A primeira é que a pro­dução do leite mater­no pode ser pou­ca para saciar a fome do bebê e, então, a mãe acred­ite que seu leite seja pouco. A segun­da é que o bebê não con­si­ga mamar ade­quada­mente e, por isso, chore de fome, já que não se ali­men­tou cor­re­ta­mente”.

A solução é insi­s­tir na ama­men­tação, defen­d­em as espe­cial­is­tas ouvi­das na primeira matéria dessa série de reporta­gens.

Mais um mito a ser esclare­ci­do é de que exis­tem ali­men­tos que aju­dam a ‘aumen­tar o leite’. “Há mul­heres que ingerem grandes quan­ti­dades de leite de vaca e can­ji­ca, por exem­p­lo, na expec­ta­ti­va de aumentarem o vol­ume de leite. Isso tam­bém não tem qual­quer com­pro­vação cien­tí­fi­ca. A mul­her pre­cisa ali­men­tar-se bem, pref­er­en­cial­mente com a ori­en­tação de  nutri­cionista, para que seu organ­is­mo con­si­ga pro­duzir o leite. Tam­bém é pre­ciso estar relax­a­da, porque o estresse impede a lib­er­ação do hor­mônio pro­lacti­na, respon­sáv­el pela lac­tação”, pon­der­ou a espe­cial­ista Mar­i­ana Rosário.

Durante a ges­tação, a mul­her pode se preparar psi­co­logi­ca­mente para a ama­men­tação. Tra­ta-se de um ato de amor e muitas mul­heres relatam o bem-estar imen­so que sen­tem ao ama­men­tar, porque o vín­cu­lo que é cri­a­do entre a mãe e o bebê é ímpar.

“A mul­her pode se  preparar com mui­ta infor­mação des­de o pré-natal. E hoje a gente tem ain­da a con­sul­to­ria de aleita­men­to, então essa mul­her pre­cisa saber o que vai acon­te­cer, como pro­ced­er em cada caso e prin­ci­pal­mente, ter uma rede de apoio impor­tante para ajudá-la. É impor­tante ter alguém para apoiá-la tam­bém nesse momen­to, isso é o mais impor­tante”, con­clui Mar­i­ana.

Na últi­ma matéria dessa série de reporta­gens, vamos abor­dar os estu­dos que apon­tam que os anti­cor­pos ger­a­dos pela vaci­na con­tra covid-19 podem pas­sar para bebês pela ama­men­tação.

Edição: Valéria Aguiar

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