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Vírus respiratórios ressurgem em crianças e acendem alerta

Repro­dução:  © Agên­cia Petro­bras

Alerta é do boletim Infogripe, da Fiocruz


Pub­li­ca­do em 28/10/2021 — 15:17 Por Léo Rodrigues — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

O bole­tim sem­anal Info­gripe, divul­ga­do pela Fun­dação Oswal­do Cruz (Fiocruz), traz um aler­ta para o rea­parec­i­men­to de out­ros vírus res­pi­ratórios. Assim como a covid-19, os vírus tam­bém têm ger­a­do quadros de Sín­drome Res­pi­ratória Agu­da Grave (SRAG). A maior pre­ocu­pação é com cri­anças até 9 anos de idade.

O aler­ta é para o Bocavírus e para as Parain­fluen­za 3 e 4, além do Vírus Sin­ci­cial Res­pi­ratório (VSR) e do Rinovírus, que já vin­ham sendo reg­istra­dos des­de o iní­cio do ano. Nas cri­anças até 9 anos de idade, os casos sem­anais de SRAG se esta­bi­lizaram em um pata­mar ele­va­do, entre 1.000 e 1.200, próx­i­mos ao que se reg­istrou no pico de jul­ho de 2020.

“A análise ver­i­fi­cou que nes­sa faixa etária hou­ve aumen­to sig­ni­fica­ti­vo de reg­istros de VSR, com val­ores sem­anais supe­ri­ores aos obser­va­dos para Sars-CoV­‑2 [coro­n­avírus respon­sáv­el pela covid-19]”, diz a Fiocruz. O VSR é uma das prin­ci­pais causas de infecções das vias res­pi­ratórias e pul­mões em recém-nasci­dos. Ele é respon­sáv­el por 75% das bron­quio­lites e 40% das pneu­mo­nias em cri­anças até 2 anos de idade. Nes­sa faixa etária, cer­ca de 10% a 15% dos casos deman­dam inter­nação hos­pi­ta­lar. Em adul­tos car­diopatas ou com prob­le­mas crôni­cos no pul­mão, o VSR tam­bém pode ger­ar quadros que neces­si­tam mais cuida­dos.

A SRAG é uma com­pli­cação res­pi­ratória asso­ci­a­da muitas vezes ao agrava­men­to de algu­ma infecção viral. O paciente pode apre­sen­tar descon­for­to res­pi­ratório e que­da no nív­el de sat­u­ração de oxigênio, entre out­ros sin­tomas. As noti­fi­cações em 2020 e 2021 aumen­taram em decor­rên­cia da dis­sem­i­nação da covid-19.

Nas demais faixas etárias, o pata­mar atu­al dos casos de SRAG rep­re­sen­ta os menores val­ores des­de o iní­cio da pan­demia no país.

O Info­gripe leva em con­ta as noti­fi­cações reg­istradas no Sivep-gripe, sis­tema de infor­mação man­ti­do pelo Min­istério de Saúde e ali­men­ta­do por esta­dos e municí­pios. A nova edição se baseia nos dados ref­er­entes à 42ª sem­ana epi­demi­ológ­i­ca, que foi de 17 e 23 de setem­bro.

“Entre a pop­u­lação adul­ta (20 anos de idade ou mais), obser­va-se um pre­domínio prati­ca­mente abso­lu­to de detecção de Sars-CoV­‑2 entre os casos de SRAG. No que se ref­ere à cri­anças e ado­les­centes, o pre­domínio de SRAG se man­tém na faixa de 10 a 19 anos de idade, porém com maior pre­sença de casos pos­i­tivos para o Rinovírus”, apon­ta o bole­tim.

Dados

No ano pas­sa­do, foram repor­ta­dos 39,4 mil casos de SRAG. Neste ano, já são 584.176, dos quais 54,8% tiver­am resul­ta­do lab­o­ra­to­r­i­al indi­can­do pre­sença de algum vírus res­pi­ratório.

Entre as ocor­rên­cias com exame pos­i­ti­vo para infecção viral, 97,7% estão rela­ciona­dos com o novo coro­n­avírus, 0,4% com o vírus influen­za A, 0,4% com o VSR e 0,2% com o vírus influen­za B. Mas quan­do anal­isa­dos os casos que evoluíram à óbito, 99,3% estão vin­cu­la­dos ao novo coro­n­avírus.

O lev­an­ta­men­to traz uma análise para as próx­i­mas três sem­anas (cur­to pra­zo) e para as próx­i­mas seis sem­anas (lon­go pra­zo). Das 27 cap­i­tais, dez reg­is­tram sinal mod­er­a­do ou forte de cresci­men­to na tendên­cia de lon­go pra­zo: Alagoas, Amapá, Ceará, Espíri­to San­to, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima e Sergipe. A ínte­gra está disponi­bi­liza­da no por­tal da Fiocruz.

Ouça na Radi­ogên­cia Nacional:

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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