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Veículos de imprensa mudam política de cobertura de ataques a escolas

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Objetivo é evitar o chamado efeito contágio


Pub­li­ca­do em 06/04/2023 — 18:26 Por Rena­to Ribeiro — Repórter Rádio Nacional — Brasília

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Veícu­los de impren­sa anun­cia­ram mudanças na for­ma de noti­ciar ataques a esco­las. Nos últi­mos 20 anos, o Brasil reg­istrou ao menos 24 aten­ta­dos.

CNN, Band, Grupo Globo e Canal Meio decidi­ram não divul­gar nomes, fotos e vídeos dos acu­sa­dos. A Empre­sa Brasil de Comu­ni­cação já ado­ta esse pro­to­co­lo em sua cober­tu­ra.

As medi­das seguem recomen­dações de espe­cial­is­tas e de insti­tu­ições para que a impren­sa evite usar ima­gens, nomes e infor­mações de sus­peitos, de víti­mas e da tragé­dia. O obje­ti­vo é evi­tar o chama­do efeito con­tá­gio, que é estim­u­lar out­ros aten­ta­dos.

Enti­dades médi­cas apon­tam conexão causal entre vio­lên­cia na mídia e com­por­ta­men­to agres­si­vo em algu­mas cri­anças.

O Min­istério Públi­co de San­ta Cata­ri­na e a Sec­re­taria de Segu­rança Públi­ca de São Paulo tam­bém pedi­ram que os profis­sion­ais de comu­ni­cação evitem a exposição de agres­sores e víti­mas.

A pro­fes­so­ra e pesquisado­ra da Uni­ver­si­dade Estad­ual de Camp­inas (Uni­camp) Dani­la Zam­bian­co diz que o ide­al é não traz­er espetácu­lo e noto­riedade para os autores dess­es atos.

“Não pub­li­cizar o seu nome, não pub­li­cizar a sua imagem, não traz­er detal­h­es de como a situ­ação acon­te­ceu, de como eles con­struíram esse per­cur­so. Às vezes, a notí­cia é quase um tuto­r­i­al do mas­sacre, de como se faz­er. Então esse tipo de infor­mação não tem que ser pub­li­ciza­do, não tem que ser veic­u­la­do”, disse.

Dani­la Zam­bian­co desta­ca qual seria o papel da mídia na cober­tu­ra. “O papel da impren­sa pre­cisa focar nas víti­mas, na recon­strução daque­le espaço, na recon­strução do sen­ti­do dessa esco­la, Can­tinho Bom Pas­tor, para que ela pos­sa adquirir ago­ra um novo sig­nifi­ca­do para essas pes­soas, para que essa políti­ca públi­ca de pro­moção da con­vivên­cia [seja difun­di­da], o acom­pan­hamen­to dis­so jun­to às insti­tu­ições estad­u­ais, esse é o papel da impren­sa.” Ontem (5) um homem inva­diu a creche Can­tinho Bom Pas­tor, em Blu­me­nau (SC), matan­do qua­tro cri­anças e ferindo três. A Polí­cia Civ­il infor­mou que o autor do aten­ta­do foi pre­so depois de se entre­gar.

Após o ataque na Esco­la Estad­ual Thomazia Mon­toro, na cap­i­tal paulista, em 27 de março, a Polí­cia Civ­il de São Paulo iden­ti­fi­cou, no ambi­ente vir­tu­al ou esco­lar, um aumen­to de situ­ações que indicam planos de pos­síveis ataques em esco­las. Em uma sem­ana, foram reg­istra­dos 279 casos.

Ouça na Radioagência Nacional

Edição: Sheily Nole­to / Alessan­dra Esteves

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