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Universidades brasileiras disputam copa mundial de foguetes nos EUA

Repro­dução: © Divul­gação/Politéc­ni­ca-UFRJ

Evento ajuda a promover projetos aeroespaciais de estudantes


Pub­li­ca­do em 09/06/2023 — 13:42 Por Rafael Car­doso – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Cin­co equipes for­madas por estu­dantes de uni­ver­si­dades públi­cas brasileiras par­tic­i­parão da Space­port Amer­i­ca Cup, maior com­petição de foguetes e satélites do mun­do. O torneio será real­iza­do entre os dias 19 e 24 deste mês, em três cidades do esta­do do Novo Méx­i­co, nos Esta­dos Unidos. As insti­tu­ições brasileiras rep­re­sen­tadas são as uni­ver­si­dades Fed­er­al do Rio de Janeiro (UFRJ), do Esta­do do Rio de Janeiro (UERJ), Fed­er­al de San­ta Cata­ri­na (UFSC), de São Paulo (USP) e de Brasília (UnB).

O even­to envolverá 158 times de 24 país­es difer­entes. A com­petição é divi­di­da em 6 cat­e­go­rias, de acor­do com o tipo de motor usa­do (com­er­cial ou desen­volvi­do pela própria equipe) e a dis­tân­cia alcança­da pelo foguete. As equipes Min­er­va Rock­ets e Sats (UFRJ), GFRJ (UERJ) e Kos­mos Rock­etry (UFSC) vão com­pe­tir na cat­e­go­ria de foguetes com motor sóli­do, de desen­volvi­men­to próprio, que chegam a 3 quilômet­ros (km) de altura. As equipes Cap­i­tal Rock­et (UnB) e Pro­je­to Jupiter (USP) entram na cat­e­go­ria de foguetes com motor híbrido/líquido, de desen­volvi­men­to próprio, que atingem 3 quilômet­ros de altura.

A estu­dante de Astrono­mia Júlia Siqueira, de 26 anos, é a pres­i­dente da Min­er­va Rock­et e Sats, da UFRJ, que foi fun­da­da em 2016, e par­tic­i­pa da com­petição com o foguete Auro­ra, de 3 met­ros e 10 cm, e o nanos­satélite de exper­i­men­tos astro­bi­ológi­cos (Micro­bioSat). Segun­do Júlia, o grupo pre­cisa desen­volver toda a parte da estru­tu­ra e dos com­po­nentes eletrôni­cos. O proces­so é com­plexo, mas enche a estu­dante de orgul­ho.

“Estudei a vida toda em esco­la públi­ca. Quan­do eu imag­i­nar­ia que entraria em uma uni­ver­si­dade fed­er­al e desen­volve­ria um foguete? Quan­do a gente olha assim, de longe, parece algo extrema­mente difí­cil, muito longe da real­i­dade. Parece que você tem que ser um gênio para desen­volver. E não, qual­quer pes­soa que tiv­er inter­esse pode chegar lá, pode apren­der e ter a opor­tu­nidade de levar o pro­je­to para um cenário mundi­al e apre­sen­tar para as maiores empre­sas aeroe­s­pa­ci­ais do mun­do. A gente bate de frente com grandes uni­ver­si­dades, como MIT, Stan­ford e Colum­bia.”.

Júlia ressalta que, como a UFRJ não tem cur­so de engen­haria aeroe­s­pa­cial, o grupo aca­ba sendo mul­ti­dis­ci­pli­nar, com pes­soas de áreas que vão da admin­is­tração até a eletrôni­ca. Para a estu­dante, este é um difer­en­cial na com­petição, assim como a ded­i­cação dos par­tic­i­pantes. Além do desen­volvi­men­to dos foguetes, é pre­ciso cuidar da vida pes­soal, dos estu­dos na uni­ver­si­dade e de ativi­dades como ini­ci­ação cien­tí­fi­ca e dos está­gios profis­sion­ais. Em meio a essa mara­tona diária, os estu­dantes acu­mu­lam con­hec­i­men­tos que tran­scen­dem o ambi­ente acadêmi­co.

“O que a gente faz ali mod­i­fi­ca as pes­soas. Para mim, mudou com­ple­ta­mente a for­ma como encaro todas as out­ras áreas da min­ha vida em questão de respon­s­abil­i­dade, com­pro­mis­so, ded­i­cação, de ter que me virar, de faz­er acon­te­cer. Desen­volver uma tec­nolo­gia com­plexa de for­ma bara­ta, no dia a dia, den­tro da uni­ver­si­dade, traz out­ro panora­ma do que é pos­sív­el faz­er. A gente não faz brin­que­do, faz tec­nolo­gia de ver­dade”, afir­ma a estu­dante.

Edição: Nádia Fran­co

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